1. A distância da família. Você nunca recupera o tempo perdido. Não recupera os momentos que poderia ter passado com os filhos e com o marido.
2. Você fica mais burra(o). Certeza! Você perde a noção do macrocosmo. O teu horizonte fica limitado ao assunto da tese durante bom tempo da tua vida. Para muitos, aliás, a vida toda…
3. Você vira uma alienada(o). Enquanto teus amigos discutem livros que você não teve tempo de ler, filmes que você não pode assistir, as últimas medidas do governo, você fica olhando com cara de tonta(o). Os amigos sequer perguntam a tua opinião.
4. Ninguém vai ler a tua tese de doutorado. Convenhamos, quem vai ler as minúcias entediantes do que você escreveu? Olha, dissertações de mestrado até valem a pena ser lidas. Elas são mais gerais, mais soltas, menos descompromissadas, criativas. Menos – a palavra temida – ”acadêmicas”. A tua tese vai colecionar pó nas estantes de uma (ou duas) bibliotecas.
5. Você vira uma pessoa chata. Você só quer ler sobre “aquilo”. Só se interessa sobre “aquilo”. Só quer falar sobre “aquilo”. Só que “aquilo” é o que ninguém gosta de falar. Ao menos que você seja uma das raras sortudas(os) e encontre uma outra(o) louca(o) que se proponha a discutir o assunto com você. Aí, ninguém segura.
6. As pessoas se frustram com o teu (parco) conhecimento. Presumem que você saiba tudo sobre a tua área de pesquisa. Quando percebem que você hesita, re-avalia e, até mesmo, questiona as próprias idéias, as pessoas te olham de soslaio, suspeitas… Devem pensar, “essa aí, nunca vai ser doutora”. Os alunos, nossa, esses são os primeiros a atirar pedras. Professor tem que saber tudo, pô!
7. Não sobra tempo para cuidar de você. Pois é, eu já cheguei a correr maratonas. Hehe, até eu acho difícil de acreditar. Hoje em dia fico feliz com pequenas caminhadas. As unhas, cabelos, pele, horrores à parte. A situação é especialmente triste para aquelas(es) que costumavam cuidar da aparência, como eu.
8. As tuas costas ficam destruídas. É batata, acontece com todos. Já passei semanas tomando relaxantes musculares por conta de ficar muito tempo (mal)sentada. Seções de fisioterapia para agüentar o tranco são a única salvação.
9. Os (des)encontros com a(o) (des)orientador(a). Você passa meses a fio escrevendo, re-escrevendo, deletando, revisando um capítulo e quando, triunfante, consegue um horário com “Vossa Majestade”, os comentários são, geralmente, críticos. Nenhum orientador elogia. E aí… você começa a duvidar da tua própria capacidade. Droga!
10. A vida! Filmes, livros, teatro, sessões da tarde, amigos, namorar, curtir os filhos. Ou o simples e indefectível dolce fare niente. É, a vida não espera por ninguém.
Bem, se eu não consegui te convencer a desistir dessa empreitada, não diga que eu não te avisei! E eu, por que continuo? Pois é, agora não dá para parar. O estrago já foi feito. E a tese, essa ”coisa” monstruosa que no momento está dormente, está 80% concluída. Ah, e já estava me esquecendo, o significativo ”aumento” de salário. Não vejo a hora de ganhar uns trezentos (reais) a mais…
Palavras escritas na tese: nenhuma. Nem uminha. Culpa: pois é, a coisa está ficando feia mesmo.
Janeiro 3, 2007 às 6:06 pm
outra razão de não fazer um doutorado:
uma filha que ama sua mãe princesaaaaaaaaaaaaaaaaa linda não gosta que ela fique o tempo todo no computador escrevendo aquelas chatices.
Janeiro 3, 2007 às 7:05 pm
Filhota,
Não há minhoca mais linda neste minhocal.
xxx
Janeiro 4, 2007 às 4:09 am
Cris,
As vezes fico com a maior vontade de encarar um doutorado e depois desanimo. No meu caso, e’ mais porque eu nao estou disposta a me mudar para qualquer area do pais para conseguir trabalho. Alem do mais, na area de humanas o salario nao e’ la essas coisas considerando o custo de vida daqui.
Bjs.
Regina
Janeiro 4, 2007 às 12:40 pm
Regina,
Pois é… Sabe que apesar do tom irônico, qse tudo que eu falei acaba acontecendo.
Imagina só vc sair de Berkeley? No way. E a questão do salário é triste mesmo. As ciências chamadas “duras” é que são valorizadas.
Beijão,
Cris
Janeiro 4, 2007 às 4:09 pm
Estou na dissertação e agradeço eternamente pelo meu marido estar fazendo mestrado junto comigo. Sobre doutorado, ele não quer nem ouvir falar… Eu ainda estou interessada, mesmo depois de ler suas recomendações…
Janeiro 4, 2007 às 6:51 pm
Lili,
Pois é, e eu que, depois do mestrado, havia jurado não fazer o doutorado. Mas o doutorado é uma parte importante da minha carreira. E o suplício já tá no final… Depois, juro que vou ler o que quiser e sem culpas.
Qual é a tua área, Lili?
A propósito, dei algumas “espiadinhas” no teu blog e gostei muito!! Já te linkei!!
bjs,
Cris
Janeiro 5, 2007 às 11:12 pm
Pois…o ponto 3. é mau e é verdade…mas, o que IRRITA,
Janeiro 5, 2007 às 11:19 pm
ups…carreguei em algo…(o que uma tese faz…)
Como estava a dizer, o que realmente irrita (além do ponto 3.), é que ninguém vai ler…isso é que irrita!
… Lindo!
Tanto trabalho e depois morre numa prateleira qualquer de uma biblioteca…
Ao menos podiam ter a decência, e não é pedir muito, de publicar as «nossas teses » em formato livro, uma tiragem de uns milhares delas e distribuírem por muita gente…:)
Aí, alguém até poderia ler…
E tornar-se um best-seller !
Isso ou pagarem-nos umas longas férias…uns 6 meses em local (ou locais) à escolha! Até fazia outra…LOL
Janeiro 9, 2007 às 4:06 pm
pois é, pior do que vida de estudante de doutorado é vida de professor universitário que leva o trabalho a serio. Eu vejo meus professores e meus amig@s que já se formaram e encontraram trabalho com filas de alunos na porta, escrevendo a aula de amanha até altas horas da noite, tendo que fazer parte de incontáveis comitês, e tentando arrumar um tempinho para conseguir escrever um artigo ou transformar a tese em um livro. Uma amiga minha estava comemorando pois ela estava trabalhando “só” 60 horas semanais
É… o trabalho nao termina nunca… temos que ser muito masoquistas mesmo
Coragem Cris!!
Janeiro 9, 2007 às 4:21 pm
Agora imagine que é as duas coisas ao mesmo tempo… poupem-me!
E agora então, na altura dos exames, poupem-me ainda mais…
Nem sei para onde me virar…
Neste caso é ser masoquista ao quadrado…
E poupem-me de novo (gosto deste termo…)
Janeiro 10, 2007 às 10:24 pm
Alexandra,
É, tem que ter uma dose de masoquismo, mesmo!!
Conheço na pele a situação que você está descrevendo… Eu tive apenas um semestre p/ concluir a tese e retorno às aulas daqui a um mês. E devo defender a tese até final de abril. E publicar artigos. E participar de congressos. E… E… inacreditável. A pior fase p/ mim é o final de semestre quando os alunos ficam enlouquecidos e eu tenho que escrever mil relatórios inúteis. O que eu gosto mesmo é da pesquisa.
Obrigada pela visita, Alexandra! E coragem para você também.
Um abraço,
Cris
Janeiro 10, 2007 às 10:28 pm
JN,
)
hehe, também gosto do “poupe-me”, ainda que no fundo saiba que como professora raramente sou poupada.
Coitado de você, JN!! Está na época de exames já??? Nem me fale, começa a me dar urticária.
Deveriam inventar um software que corrigisse as provas e trabalhos para os professores, não achas? Você é professor de matemática?? (mais urticária, sorry!!
Janeiro 11, 2007 às 4:29 pm
Sou prof de matemática sim… e diga-se que não sou o «favorito» dos alunos nestas épocas de exames… poupem-me!
Janeiro 11, 2007 às 6:24 pm
JN,
Jamais julgue um blog pelos seus posts!! Só imaginei que você fosse professor de matemática pelo comentário que você fez sobre o Lewis Carroll.
Boa sorte com os exames!!
Janeiro 23, 2007 às 3:26 am
Achei o maximo suas razões…. pensei em todas, como rezei para todos os santos: dai-me forças para chegar ao fim…. agora, desestressada, eu te recomendo uma dose de otimismo, porque é bom o resultado, mesmo que ninguem leia…
Consegui até um nome charmoso para a minha: O gesto vocal: a arquitetura de um ato teatral. É
um estudo sobre a expressividade da fala e o simbolismo sonoro.
Siga em frente. Força, aí!!!
Bjs
Izabel
Janeiro 23, 2007 às 2:22 pm
Izabel,
PARABÉNS! Você conseguiu. Menina não é fácil, não? Ainda mais no final…
Que bonito o nome da tua tese. O título da minha está bem sem gracinha ainda.
Obrigada pela motivação e força. Apareça quando quiser!
bjs,
Cris
Março 11, 2007 às 1:24 pm
já senti as dores, estou sentindo (rsss) e olha que não tenho 80% pronto ainda.
meu problema é que não tenho bolsa nem patrocinador e dois filhos que ainda exigem de mim. Preciso trabalhar senão não como…. ai a coisa pega, pois o cliente não está nem ai se eu estou fazendo doutorado ou não.
mas não sou de desistir e ando otimista, então…..tudo, tudo vai dar certo… tudo tudo…
Grande abraço Isabel
Claudete
Março 21, 2007 às 1:29 am
Nem sempre é assim tão ruim, basta vc escolher um tema dinâmico e interessante e pensar em algo que vá realmente ajudar um determinado segmento da sociendade ou pessoas. Eu já fiz uma de mestrado que é muito lida e por isso sou procurada por várias pessoas do país e estou construindo uma sequencia dela no doutorado.
Março 22, 2007 às 12:00 am
Lu,
Que ótimo!
Espero que você tenha percebido a ironia da minha lista. É óbvio que se fosse tão horrível eu não teria escrito a minha dissertação de mestrado e nem estaria finalizando a redação da minha tese de doutorado; e tampouco seria pesquisadora numa área que eu considero importante. Agora também não acho uma tarefa nada fácil e não acho que se resume em ‘escolher um tema dinâmico e interessante’. É MUITO mais do que isso, não?
Bjs e boa sorte!
Junho 28, 2007 às 3:19 pm
Oi, Cris, li sua lista no blog da Cris. Adorei! Estou no meu segundo ano de doutorado e ainda resolvi fazer concurso para o Itamaraty…não é fácil não. A família já me esqueceu, o marido só não esqueceu porque me vê todo dia…mas vamos em frente, né? beijos
Junho 28, 2007 às 4:57 pm
Oi Marcela,
Seja benvinda!! Nossa, como é que você está dando conta p/ conciliar o doutorado c/ a preparação p/ o Itamaraty?? Talvez porque você ainda não está na fase de redação da tese e já tenha acabado os créditos do doutorado… É isso? Menina, haja fôlego. No final da minha defesa, falaram que a minha vitória não tinha sido somente ter o título, mas também ter tido a habilidade para manter o marido, hehe. Tem que ter muita paciência mesmo…
Qual é a tua área? A minha é Literatura.
beijocas e apareça sempre.
Cris.
P.S. Vou fazer uma visitinha no teu blog.
Julho 12, 2007 às 3:39 pm
Isto é coisa de quem tomou pau e está procurando uma Descupa por não ter conseguido o Doutorado … Fiz o Mestrado no ITA e estou cursando o Doutorado no INPE e não estou passando por todos estes maus bocados que vcs citaram … bem é isto … abraços…
Julho 14, 2007 às 11:15 pm
Julio,
Pena que nem o ITA nem o INPE conseguem ensinar algo essencial para qualquer ser humano: ironia e humor! Logo, logo parto para o meu Pós Doc e espero falar com ainda mais humor e mais ironia sobre o assunto. A propósito, é conveniente mostrar um pouco de rigor linguístico quando você deixa um comentário no blog de alguém: há um excesso de reticências e falta e acentuação. Coitado do teu orientador.
Cris.
Setembro 9, 2007 às 5:24 pm
Nunca vi tanta ignorância junta!
Concelho: Compra um cérebro!
Dezembro 20, 2007 às 5:37 pm
[...] que aí eu dei de cara com um post genial, chamado Porque NUNCA escrever uma tese. A inspiração foi para as cucuias, mas dei excelentes risadas. Com certeza alguns pontos se [...]
Agosto 29, 2008 às 6:19 pm
Olha, estou a poucos meses de defender a tese de mestrado e já passei por várias destas reflexões citadas. Ainda tenho planos de fazer doutorado mas sei que vai ser punk. Ainda mais com 2 filhos pequenos.
Mas força aí… Abraço!
Agosto 31, 2008 às 5:47 pm
Paula,
Boa sorte para você! É punk mesmo, mas você consegue.
Eu já defendi a minha há quase 2 anos, que alívio.
Abraço
Setembro 18, 2008 às 10:37 pm
Por estas linhas, meu Deus! Desculpe, criativas. Mas, como seria se não houvesse cientista? Pelas teses… Por elas… Quem sabe… De toda forma, o tempo cada um é que faz.
O importante é ir em frente como a vida, com vida.
Janeiro 26, 2009 às 6:19 pm
concordo com quase todos os itens, mas como estou quase/tentando acabar a minha, vou tentar defender para nao ficar mais deprimido: O problema das teses não serem lidas só acontece se o autor não publicar em congressos, simposios, revistas, para tornar mesmo de conhecimento público e alcançar as empresas com $ e vontade. aquele encadernado cheio de pó na biblioteca só outro louco candidato poderá achar.. e ler
Fevereiro 3, 2009 às 11:31 am
Concordo que é muitas das coisas que você escreveu podem se tornar realidades durante o período de construção de uma tese. Mas sinceramente, fiz minha tese sem muito estresse. Não me vejo uma alienado, acho que é questão do que as pessoas buscam no doutorado, nunca fiz achando que estava fazendo algo demais. Mas a maioria das pessoas são dependentes dos orientadores e pouco resistentes a frustração.
Fevereiro 3, 2009 às 1:48 pm
Xavier,
Boa sorte, todos nós, meros mortais, precisamos!
Fevereiro 3, 2009 às 1:54 pm
Fernando,
Interessante o que você falou porque, aos meus olhos, eu sempre achei que estivesse fazendo algo, digamos, bem especial. Estava em busca de um título que nem todos possuem e que, de fato, para a minha profissão era importantíssimo. Desde a seleção que, no meu caso, é acirradíssima (1 vaga para 60 candidatos) tudo teve um gosto de conquista. Naturalmente, não me acho melhor nem pior por conta do doutorado, apenas gosto de reconhecer meu empenho e a vitória de ter conseguido. Quanto aos orientadores, acho bem pouco provável que a maioria dos doutorandos seja dependentes. Uma das coisas mais difíceis para mim foi conseguir me reunir com minha orientadora!
De forma que fui extra autônoma!
Fevereiro 19, 2009 às 2:42 pm
Gente, e eu…faço ou não faço????? passei, em primeiro lugar…mas tenho qeu assinar um contrato de R$50.000,00…to apavorada, será que vale a pena????eu já to com 45 anos, será que não vou só arrumar dor de cabeça??ai meu Deus…
Fevereiro 21, 2009 às 10:18 pm
Oi Cely,
Como assim assinar um contrato? É para a bolsa que você vai receber? Sem dúvida é uma super responsabilidade que demanda muita força de vontade e propósito! Quanto à idade, penso que não tem problemas, mas é difícil saber das tuas circunstâncias pessoais. De qualquer maneira, boa sorte para você!
Fevereiro 22, 2009 às 3:38 am
Oi Cris, passei na PUC…tenho que pagar mensalidade…e sabe adoro viajar com minha família , aproveitar a vida…e assumir esta responsabilidade já está me atacando a saúde… são 48 parcelas…e aí eu fico pensando: e seu eu perder o emprego? e se não puder pagar? e depois? faculdade particular não vai querer me contratar!!e com 45 anos vc quer mais é sossego…
Fevereiro 24, 2009 às 1:46 pm
Não posso deixar de elogiar a brilhante descrição de uma experiência comum, também estou vivendo tudo isso é já é tarde demais para voltar atrás. A gente fica com a sensação que voce é uma pessoa inadequada por ter ousado escolher o caminho dos “deusdoutores”.Infelizmente, é essa a mentalidade da nossa academia, onde exigem muito nós e valorizam muito pouco nossa caminhada.
Fevereiro 24, 2009 às 4:42 pm
Cely,
Se há paixão verdadeira, eu diria p/ você ir em frente. No entanto, parece que você tem várias dúvidas… Não há problemas em retroceder e um doutorado não é tudo na vida de uma pessoa. Boa decisão para você! Abraço, Cris.
Nanny,
Obrigada, foi um texto escrito bem rápido, ironizando algumas situações inerentes a quem faz um doutorado. Já finalizei o meu há dois anos, mas acho que mudaria muito pouco no meu post, haha. Boa sorte para você!
Abraço,
Cris
Março 7, 2009 às 10:30 pm
cris, eu adorei este post. fiz catarse lendo e me identifiquei em muitas das conclusões a q chegastes. e adorei q vc visitou meu blog. um beijo.
Abril 11, 2009 às 3:46 am
É uma triste verdade, além dos tópicos comentados a falta de dinheiro é de dar pena. Quem faz doutorado NUNCA tem dinheiro e tempo para viajar, fazer compras, jantar fora, barzinhos, etc.. Sua vida social vai para o lixo. Temos q nos acostumar a ser a amiga pobre, meus amigos se dividem em dois tipos: os que me acham louca por ficar fazendo um negócio q toma meu tempo e me deixa mais pobre e os q acham q sou um gênio e q quando acabar vou ficar rica milagrosamente. Mal sabem a angustia q me espera depois q a bolsa acabar!
Abril 19, 2009 às 2:49 pm
Que legal amei essas dicas, estou escrevendo minha disertação e pensando um dia em fazer dutorado, mas tudo isso que está escrito aqui já está acontecendo no mestrado, mas tem um lado bom. Adoro tudo iss, estudar acho que nunca vou parar.
Djanira professora de Brasília-DF
Abril 19, 2009 às 10:55 pm
Josi, Sabrina e Djanira,
Que bom que vocês gostaram do post e se identificaram, de uma forma ou de outra. Ele foi escrito há dois anos, mas, se fosse para escrever novamente, eu escreveria as mesmas coisas. Sinceramente não sei se vale a pena você ir tão longe por algo no Brasil… não há retorno financeiro, apenas um certo reconhecimento acadêmico. Nada mais!
)
Abraços,
Cris
Maio 7, 2009 às 2:49 pm
Olha, nunca vi algo tão bem escrito que expressa o que realmente é essa porcaria de “doutorado”.
Incluindo essa vossa magestade dos orientadores, um bando de frustados querendo frustar mais ainda os seus alunos.
Professor bom é o que sabe falar tudo de coisa alguma…
Abçs
Maio 16, 2009 às 6:22 pm
Eu Gostaria de escrever uma tese de doutorado, mas também queria que outras as pessoas lessem não apenas os professores da banca, afinal por que ninguem lê as monografias dos outros, parece que existe um preconceito acadêmico, não gostamos de ler as pesquisas dos outros e nem lêem o que nós escrevemos também.
grande abraço
Maio 24, 2009 às 12:42 am
Bacana o texto e feliz a idéia. Parabéns!!!!!!!
Estou preparando minha tese para doutorado (Eu e Você, uma cota no meio, somar ou dividir? A Tecnologia como união entre grupos étnicos.) e espero conseguir o título, e aí virar um “Orientador”. rsrsrsrsrs. . . .
Abraços,
Roberto
Maio 25, 2009 às 12:53 am
Roberto,
Obrigada. Boa sorte com a tua tese! Claro que você vai conseguir, até eu consegui! Ah, e sou orientadora agora, mas não acho muita graça… é o maior trabalho!
Cris
Junho 8, 2009 às 8:21 pm
[...] Muito interessante: http://publicoeprivado.wordpress.com/2007/01/03/dez-razoes-para-voce-nunca-escrever-uma-tese-de-dout... [...]
Junho 9, 2009 às 12:16 pm
Concordo com estas idéias. Eu prefiro minha familia à ter uma tese que nunca vai ser lida.
Outubro 18, 2009 às 11:40 pm
BOA NOITE CRIS, ESTAVA LENDO AS RAZÕES E ADOREI. CONCORDO COM TODAS…SÓ ACHO QUE VC NEM TERIA TEMPO PARA ESCREVER AQUILO…RISOS… MAS COMO VC JÁ ESTÁ NOS 80%…EU COITADA, ESTOU PENANDO…SEM VONTADE DE ESCREVER NENHUMA LINHA…MAS EU NAO PERDI TUDO AQUILO..VEZ POR OUTRA DEIXO TUDO E VOU A UM CINEMA…
BEIJOS E ME AJUDE…PRECISO DE ANIMO PARA ESCREVER…RISOS
Outubro 23, 2009 às 12:51 pm
OLA
Eu sou portuguesa e estou a fazer a minha tese em Paris, e claro, em pleno desespero; Adorei as dez razões para não escrever uma tese e adoro o blog em geral. Sobretudo porque é escrito no descontraido português do brasil…lol
Continua, faz tão bem ler os teus posts;
Outubro 28, 2009 às 6:02 pm
Cris e Mônica,
Bon courage, meninas. Não é fácil, não. Eu defendi a minha tese há 2 anos. Se eu consegui, vocês conseguem.
Mônica,
Obrigada por ler o blog, vou tentar continuar escrevendo!
abraços,
Cris
Novembro 5, 2009 às 7:54 pm
Aiii Criss!!!
To no meu primeiro semestre de doutorado! engatei com o mestrado acredita? Eu prestei a seleção perto de defender a dissertação e passei! To muito feliz, mais muuuuuuuito cansada! É um parto produzir estas pesquisas, uma vida de dedicação. No meu caso tive que vir da Bahia pra São Paulo e estou morando aqui há 3 anos! Longe da família, dos amigos, terminei um noivado em função disso… tem que valer a pena!
Um beijão pra vc e parabéns pelo blog!
Tudo de bom!
Novembro 7, 2009 às 4:24 am
Nossa, eu já estava em dúvidas se emendo o doutorado ou não.. minha qualificação do mestrado é daqui há 15 dias.. e estou pensando seriamente se continuo longe de casa, longe da fampilia estudado, por mais 4 anos.. em busca de uma lacuna de conhecimento .. ou volto pra casa, família, amigos, volto a trabalhar, começo a ganhar dinheiro.. enfim!!!
Confesso que depois de ler esse post.. eu fiquei mais animada pra voltar pra casa!! Aliás.. como diz Luiz Fernando Veríssimo.. TESES SÃO COMO CHEQUES, MEU CARO, COMO É QUE EU SEI QUE ELAS TÊM FUNDAMENTO?? então pra que fazer? se vão ficar na estante.. e se quase ninguém entende seu fundamento.. é triste!!!
Se alguém souber 10motivos para ESCREVER uma tese..ou alguma palavra de motivação..por favor, me mandem por e-mail (cah_barroso@hotmail.com)..rs
beijos
Novembro 8, 2009 às 9:25 pm
Bom primeiramente, você é o mairo burrro de toda a face, encarar um doutorado e escrever, é como escolher qualquer outra profissão, basta querer e ir a luta. Arrumar desculpas todos arrumam e pra tudo existe tuas desculpas. Só não esqueça que se um dia não houvesse algum professor, vc não seria nada né, se nunca ninguém quisesse se especializar nas coisas para aprender e fazer descobertas, nós não teríamos nada. Ainda que tudo que precisamos é estudos e poucos enchergam isso, mas no de mais, ficamos por aqui. Burros como todos e como realmente somos.
Novembro 9, 2009 às 1:54 pm
Roberto,
Grata pela polidez da sua mensagem. No entanto, sugiro que você faça um curso leitura e interpretação de texto uma vez que você não conseguiu entender a ironia deste post. Ah, aproveite e também faça outro curso de ortografia e sintaxe porque em poucas linhas você cometeu erros graves em português. Sem essas ferramentas básicas da escrita e compreensão do texto, você jamais chegaria a um mestrado e sequer a um doutorado!
Cris S.