Arquivo para Maio 18th, 2007

Você não agüenta mais…

Maio 18, 2007

…me ouvir falar sobre o mesmo assunto? Nem eu! Sorry folks, está chegando no final.  Para provar como a concentração tá difícil por aqui, vou mostrar o que fiz hoje hoje. Um bolo delicioso de laranja. Adoro esse bolo porque ele é definitivamente o mais fácil que eu já fiz. Esse bolo é à prova dos mais desastrosos na cozinha e também para aqueles que reclamam que nunca tem tempo. Literalmente 10 minutinhos, olha só que fácil. 

Ingredientes:

1 laranja com casca e sem sementes cortada

3 ovos inteiros

1/2 xc de óleo de canola

1 xc e 1/2 de açucar (uso metade de açucar mascavo e metade de açucar refinado. Se você gosta de coisas bem doces, use 2 xcs)

Bata os ingredientes acima no liquidificador e junte com 2 xcs de farinha (eu uso metade de integral e metade de refinada) peneirada. Depois adicione uma colher de sobremesa de fermento, despeje a massa (fica meio meio grossa) na forma de bolo untada e salpicada de farinha, e asse por uns 35-40 minutos, até o palito sair seco. Fica uma delícia e bem nutritivo. A casca da laranja confere um gosto delicioso ao bolo. O gosto levemente amargo da laranja combina perfeitamente com uma boa calda de chocolate. Eu faço assim: derreto uma barra em banho-maria, misturo com leite – o meu é de soja- e espalho no bolo com uma faca. Faça um café bem forte e pronto! Sei que não está lá muito bonito, mas me dê um desconto, o bolo ficou muito gostoso e o melhor de tudo é que eu nunca, jamais, erro.

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E já que estava tirando fotos do bolo, aproveitei para tirar uma foto da mais nova xícara da minha coleção, que eu ganhei no dia das mães.  Ela é daquelas grandes, tipo um canecão. Não é linda?

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Depois do bolo, o meu marido e o namorado da minha filha se animaram e decidiram fazer uma jam-session. Adoro escutar esses dois tocarem juntos. Cada um ensina um pouco para o outro. Mas o mais legal são as improvisações feitas com uma química bárbara. Eu fico sempre impressionada com gente talentosa assim. Aliás, o Guigo toca numa banda e apesar de ser super jovem, é incrivelmente eclético — sabe tocar de tudo um pouco: jazz, bossa nova, chorinhos, música popular brasileira e internacional. E, para a minha felicidade, adora conhecer músicas diferentes, então, muitas vezes, ficamos trocando figurinhas sobre as bandas que conhecemos. Que benção ter alguém como ele na nossa família.  

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E a concentração, cadê? Sei lá, agora eu estou é curtindo esses dois aí em cima tocar; convenhamos, não dá para desprezar esses momentos! Decidi esperar mais um dia para entrar em pânico…. Estou sentindo que será o maior deus-nos-acuda, bem ao meu estilo. Mas dará tudo certo, acho eu. :~)

Bom fim de semana para quem aqui passar!

If music is the food of love, play on.  –Shakespeare (A noite dos reis)

P.S. A minha filha e o namorado criaram um blogue, o Talk&Think. Quer dar uma espiada?

Sobre os próximos dias.

Maio 18, 2007

PROCURA-SE (desesperadamente)

concentração. [1. Ato ou efeito de concentrar(-se). 2. Estado de quem se concentra ou absorve num assunto ou matéria. 3. Bras. Esport. Reunião de atletas à véspera de uma partida, ou de um torneio (ger. em hotel ou clube retirado do centro), a fim de realizarem os últimos treinos, repousarem e receberem instruções.]

A minha defesa é daqui alguns dias e até agora eu não consegui me concentrar para me preparar. Precisa? Sim, precisa mesmo. É mais do que prudente imaginar as respostas para as perguntas que podem ser feitas. Sabem que eu, geralmente, até que consigo ter uma certa habilidade para prever essas coisas. É igualmente importante fazer uma ‘concentração’ nos moldes dos jogadores de futebol e começar a se preparar psicologicamente, pois a tarde será bem longa. Para quem se interessa, a coisa funciona assim:

1. o candidato faz uma apresentação oral da tese - trinta minutos.

2. Os quatro examinadores têm trinta minutos para argüir [1. Repreender, censurar, ciminar, veberar, condenar com argumentos ou razões. 6. Examinar, questionando ou interrogando.]

3. o candidato tem 30 minutos para responder cada examinador [2. Replicar, retorquir, redargüir]

A seção ”ataque e defesa” numa defesa de doutorado dura cerca de 4 horas. Os quatro examinadores usarão os seus trinta minutos e tentarão fazer comentários e ”argüições” diferentes. Imaginem o que é isso… É um interrogatório incessante; enquanto isso, o candidato tenta anotar todas as elucubrações da banca a fim de respondê-las a contento. 

Ai meus sais… o problema é que, quando eu fico tensa, às vezes esqueço as palavras que acabei de escutar e, além disso, fico temporariamente ensurdecida. Tenho pensado muito sobre que táticas usar; quando eu defendi a minha dissertação, até que fiz uma apresentação boa e respondi moderadamente bem, mas lembro que eu tinha me preparado muito bem. Mas cinco horas (contando com a apresentação e o intervalo) é muita coisa… Será uma tarde longa. 

Enfim, não sei como, mas eu tentarei fazer o meu melhor. Já sei até roupa que vou usar: claro que eu pensei sobre isso, comprei uma roupinha deus-nos-acuda-nesse-momento-de-dor bem básica. Se não me derem o raio do título, tento, pelo menos, sair elegante daquela sala… Mas que vou praguejar, vou! E ainda vou ficar furiosa de ter desperdiçado o meu suado dinheirinho com a tal da roupa… Mas é óbvio que isso não vai acontecer, né? Por isso nem falo, penso, — nem, muito menos, escrevo sobre isso ………..

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Mas se você observar qualquer mudança significativa na voz que ora vos fala, please, pleaaaaase, não toque no assunto, tá? Faz de conta que nada aconteceu ou que você não me conhece. Os posts sobre “o assunto” desaparecerão automaticamente, a minha obsessão com os quadrinhos do PhD comics nunca terá existido e e este blogue será reconfigurado com assuntos radicalmente diferentes. Ah, disso tenham certeza. Se eu me sentir muito humilhada, posso fechar as portas deste estabelecimento e, simplesmente, deixar de existir. Depois do trauma, talvez eu retorne com outra identidade, tendo devidamente mudado de país, para evitar o vexame frente aos colegas e alunos que não param de me perguntar sobre o ‘doutorado’. Quanto às minhas filhas, não tenho vergonha de dizer que apelarei para uma bela mentira. Aconteceu algo terrível lá no departamento, alguém enlouqueceu, sei lá. Jamais admitirei a minha derrota depois de tudo que passei. A mesma desculpa (esfarrapada, naturalmente) será repetida para a minha mãe e irmãos. Apenas o meu marido terá o infortúnio de escutar (for better or for worse, sweetie!) as verdades da minha aniquilação. Coitado do homem!

Ah, mas caso tudo continue igual, é porque tudo ficou igual. :-)  Só terá sido mais uma fase importante na minha vida, feito um rito de passagem. É isso que eu quero: que tudo fique igual. Não quero mentir, não quero me exilar, não quero fechar as portas do público&privado, nem mudar de blog. Ah, e para as amig@s interessad@s, depois eu conto sobre o mais legal de tudo: a minha roupinha básica (e poderosa!!) :-) Pois eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.  E nem mesmo um pensamento eles possam ter, para me fazer o mal…. 

Torçam por mim!!