Para os queridos amig@s que acompanharam a minha saga nos últimos meses e torceram por mim: deu tudo certo! Foi uma tarde longa, como previsto. Eu estava muito ansiosa, como previsto. E fui aprovada, como previsto (ainda que eu só tenha acreditado quando recebi o título!). As perguntas não foram tão difíceis quanto o previsto e eu respondi relativamente bem, sem hesitação e com assertividade. A minha apresentação foi impecável visualmente — eu precisava ter uma apresentação impactante na parte visual porque um capítulo da minha tese trata da representação visual. Acho que se eu estivesse menos nervosa, teria sido um pouco mais articulada na apresentação. Me arrependo um pouco por não ter tido um roteiro escrito, eu só me guiei pelos tópicos do powerpoint. A primeira examinadora foi a mais difícil e percebi que ela não entendeu a proposta de um dos meus capítulos e considerou que ele era uma “tese à parte”. O interessante foi que as outras três elogiaram bastante esse mesmo capítulo e aí surgiu uma pequena polêmica na banca (algo inusitado, uma vez que a banca não pode, em tese, argumentar entre si): a primeira examinadora tentou retrucar, mas, após ter escutado a opinião favorável das outras três, teve a humildade para voltar atrás e sugeriu apenas que eu apenas trocasse a sequência dos capítulos, i.e., o capítulo 2 deveria, segundo ela, virar o capítulo 3). Agradeci a sugestão, porém é claro que eu não vou mudar, hehe. Mas outras sugestões foram super válidas e algumas serão incorporadas. O legal é que não foi absolutamente nada radical, então fica tudo muito fácil. O que me deixou lisonjeada foi o comentário de duas examinadoras que eu publicasse a tese como livro. Juro que não esperava.
Enfim, um dia de muita tensão, mas agora que acabou tudo, muito alívio. Eu não seria capaz, nesse momento, de escrever um post relacionando 10 razões para você escrever uma tese de doutorado, para contradizer o post “Dez razões para você NUNCA escrever uma tese de doutorado”, como eu fiz quando iniciei o público&privado. Tenho muitas dúvidas ainda se tudo valeu a pena. Acho que só vou me dar conta daqui algum tempo. Mas eu sobrevivi, as meninas sobreviveram e o meu casamento ficou ainda mais sólido, pois o meu marido entendeu as minhas ausências e me deu um apoio irrestrito. Por fim, é isso aí: não vou precisar mudar de identidade, nem inventar desculpas esfarrapadas, nem me exilar em outro país.
Tudo continua igual e isso é muito bom.Obrigada pelos carinhosos comentários e pela força ao longo dos últimos meses.
Abraços,
Cris
Maio 27, 2007 às 8:14 am
É isto aí Doutora Cris! Muito feliz por você, parabéns querida. E agora dá para acreditar no que o Umberto Eco diz ” fazer uma tese significa divertir-se” (no meu ver, somente depois que a gente assina aquele papelzinho da foto acima, hehehe).
Bom ver a sua carinha de felicidade, e olha suas filhotas são tão lindas quanto você. Beijocas e curta muito esta sensação pós tese, doutora!
Beijocas
Maio 27, 2007 às 4:00 pm
Parabéns “Professora Doutora” Cris!!!
Eu acompanhei todas as suas incertezas, desde o início do processo, naquelas saudosas aulas com a Liana, o Lúcio, o Caetano, e você, é claro, tentando encontrar o caminho certo no “bosque do doutorado”. Conhecendo você, nunca tive a menor dúvida de que todo o processo seria concluído com êxito. E é claro que valeu a pena! Afinal, você realizou algo que era importante pra você, e é isso que realmente conta. Comemore bastante, você merece!
Um grande beijo
Maio 27, 2007 às 5:44 pm
Primeira vez que você coloca fotos aqui, não? Adorei vê-la e te imaginava exatamente assim. Parabéns!
ps estético: gostei do blaser.
Maio 27, 2007 às 5:45 pm
Só uma questão: durou 6 horas? Nossa mãe, não sabia que era assim. Estou por fora mesmo.
)
Maio 27, 2007 às 6:27 pm
Professora Doutora Cris,
Mais uma vez, parabens! Como diz a estorinha infantil “The Engine that Could”, I knew you could, I knew you would.
As fotos ficaram otimas. A sua assinando o papelzinho e as da familia ficaram lindas. Suas familias sao parecidas com voce, lindissimas.
Beijos e bonfinde,
Regina
Maio 27, 2007 às 6:41 pm
OI Cris,
Parabens por sua conquista e por sua familia linda.
Primeira vez que por aqui passo e garanto que vou vir com menas pressa,pra ler seus post.
Bjos,
elena
Maio 27, 2007 às 8:49 pm
Ede querida,
Depois fica tudo muito divertido mesmo. Mas só depois!!
Que bom que você gostou da família. Somos todas um pouco parecidas, né?
Agora vou tentar curtir um pouco, mas já tenho um congresso semana que vem e tenho que acabar de escrever a minha comunicação!!
beijocas,
Cris
Maio 27, 2007 às 8:57 pm
Aldo, meu amigo queridíssimo,
Adorei a tua visita aqui no blogue. Meu amigo historiador que conhece muito mais sobre a história e e literatura medieval do que a grande maioria dos Pós-Doutores que conhecemos. Meu amigo astrônomo que se maravilha com os mistérios do céu. Saiba que tenho a maior admiração pelo teu conhecimento e que eu e o Bill nos sentimos abençoados pela tua amizade.
As nossas aulas foram muito divertidas, nunca esquecerei das tuas caras e das nossas discussões e incursões pelos bosques da história e literatura. Nem sempre concordávamos, mas sempre nos respeitamos e nos divertíamos.
Estou com muitas saudades e acho que agora já dá para marcarmos algo, que tal?
Um beijão meu amigo.
Cris
Maio 27, 2007 às 9:01 pm
Regina, querida,
Eu não conheço “The engine that could” e talvez até devesse ter lido mais histórias deste tipo para ter acreditado mais em mim. Em alguns momentos, juro que pensei que não fosse dar conta… sem brincadeira.
Que bom que você gostou das fotos. Estávamos todos “à caráter”. Foi um dia importante e as meninas gostaram de se arrumar também.
Obrigada pelo “cadeau”. Eu escutei Plus Vivant hoje, novamente. Adoro a letra.
bisous,
Cris
Maio 27, 2007 às 9:08 pm
Gi,
Sério que você me imaginava assim? Será que pareço formal demais aqui no blogue? É que eu raramente me visto assim. Até comentei que comprei uma “roupinha básica” para a defesa. Geralmente me visto de uma maneira BEM mais informal. As meninas também. Mas foi um dia muito especial. Mas que bom que vc gostou do blazer: estava bem frio e ele é bem quentinho! (e elegante, hoho!)
Nossa, Gi, demorou seis horas mesmo. Eu mal acreditei. A mulherada da banca não deixou por menos: usou todo o tempo para argüir. E eu também, né? hehe.
Beijocas,
Cris
Maio 27, 2007 às 9:09 pm
Oi Elena,
Seja bem-vinda! Obrigada por elogiar a minha família e apareça quando quiser (e puder)!
Bjs,
Cris
Maio 27, 2007 às 11:06 pm
Achei você linda nas fotos, Cris. Um sorriso superbonito. Não achei formal, não, pelo contrário.
As moças da banca que são formais! hehe Mas sério mesmo: me passou um clima ameno, totalmente diferente do que eu já presenciei – pelas poucas vezes que tive contato, mas nunca estive numa defesa de tese.
Sei lá se são os “dinossauros” de uma tal escola de comunicação no Rio que me dão medo… Não faço mestrado nem nada, mas estive nesse lugar algumas vezes. Um clima.. sei lá; fiquei com urticária.
)
Maio 28, 2007 às 2:06 am
Gi,
Obrigada!! Puxa, legal escutar que o meu sorriso é “superbonito”. Faz bem!!
O clima ameno foi se estabelecendo aos poucos, no começo foi tudo muito formal. Mas a banca já se conhecia (são poucas no Brasil que trabalham na minha área) então foi um encontro para elas. São todas meio poderosas, mulheres que vão atrás do que querem, acho bem legal.
Às vezes a gente acha que os ‘dinossauros’ são seres de outro planeta, mas quando conhece melhor, e se os caras são bons mesmo, não são tão arrogantes. Só tem muita competição, isso é muito chato….
bjs
Maio 28, 2007 às 2:56 am
Lindos e lindas! que maravilha, Cris. PARABÉNS, estava torcendo muito por você, mas sabia que você nem precisava tanto de torcida, tava garantidíssima!
AMEI as fotos!!!!!!
Um, beijo enorme, Dra. Cris!!!!!!
Maio 28, 2007 às 4:04 am
Os meus parabéns Sra. Doutora
E prontos, já está…
Maio 28, 2007 às 11:57 am
Que alegria!!! Parabéns, parabéns e mais parabéns!
Claro que valeu a pena! É que você ainda está em estado de choque.
E tenho certeza que sua defesa saiu do jeito que deveria, um sucesso!
Lindas as suas filhas, muito lindas!
Amei sua roupa, você estava muito elegante, seu sorriso é muito bonito e você é a doutora mais simpática que eu já vi.
É sua mãe na foto?
Família linda, vitória importante e uma bela marguerita!
Cheers!
Bjs bjs bjs
Maio 28, 2007 às 1:45 pm
JN,
Logo, logo será você e aí terá que postar as tuas fotos também: é uma ‘convenção’ que inventei! (brincadeirinha!)
Obrigada pelos parabéns
Maio 28, 2007 às 2:01 pm
Raquel,
É que tudo fica igual. Nada muda e mesmo que você ganhe o título de ‘doutora’, ninguém irá se dar conta. Doutores são os advogados, engenheiros, fisioterapeutas, dentistas, etc., etc, que, na grande maioria das vezes, sequer tem um mestrado, hehe. Só serve p/ a academia, acho. Sei lá.
A defesa foi bem interessante, especialmente quando os membros da banca não concordaram uns com os outros, hehe. Mas eu me defendi bem: fui bem assertiva e ficou claro que quem sabia melhor sobre o assunto era eu (óbvio né, depois de tanto tempo trabalhando em cima daquilo!) . A apresentação poderia (mesmo) ter sido melhor, eu estava um pouco nervosa.
Que bom que vc achou as meninas bonitas. Eu também acho!! Umas bonequinhas.
E adorei que você me achou simpática!!! A elegância foi totalmente proposital, hehe. Até a banca notou e eu falei que se eu fosse reprovada, pelo menos a pose eu não iria perder.
É a minha mãe, sim. Somos parecidas, né?
Gente a marguerita foi um caso que não contarei aqui… Mas é o que dá nunca beber…
Obrigadíssima,
Beijocas,
Cris
Maio 28, 2007 às 5:55 pm
Acho que eu seria engolida num métier desses.
Os “dinossauros” aparentam ser piores que os daí. O povo é exageradíssimo na antipatia por aqui nessas faculdades. E eu sou superfraquinha quando me tratam mal do nada; até retomar forças… ;-((
Maio 28, 2007 às 8:14 pm
Gi,
Sem brincadeira, esse povo exagerado na antipatia é porque é muito inseguro e precisa ‘fazer pose’. Eu conheci figurões que são simpatissíssimos.
Ai eu tbém sou fraquinha qdo me tratam mal… somos parecidas, hehe.
bisou
Maio 29, 2007 às 2:19 am
Oi Cris,
obrigada pela visita e pelo poema. Eu amei!!! E parabéns pela tese. Engraçado que somente hoje eu dei entrada no pedido do meu diploma de doutorado, quase 10 anos depois de defender. É que logo que defendi fui-me e nunca consguia pegar o tal do dploma. Olha, daqui há alguns anos você vai olhar a sua tese e vai se orgulhar de você mesma. Escrever uma tese é legal sim, não importa o tema, porque a tese é o resultado de um mergulho profundo que é só seu!!!!! Parabéns.
Maio 29, 2007 às 7:02 pm
Bebel,
Eu achei mesmo que você iria gostar do poema. Afinal, tem muito a ver com o que vc escreve (vc escreve super bem, aliás).
Sabe que eu só peguei o diploma do meu mestrado (que fiz há um século) no início desse ano?
Sabe, a sensação que está me dando, depois do alívio inicial, é de um cansaço sem tamanho. Espero que acabe logo porque eu já tenho que viajar e não estou nem um pouquinho a fim.
bjs e apareça sempre que puder!
Maio 29, 2007 às 9:01 pm
Parabens, doutora Cris! que vitoria, hein? beijao,
Maio 29, 2007 às 10:52 pm
Ô Dotôra! Meus parabéns! Só pela foto deu para sentir sua felicidade.
Que toda essa sua luta seja recompesada de todas as formas. Mas só essa sua alegria na foto, para mim, já foi lindo!
Acho que é a primeira foto sua que eu vi. Linda.
Beijão
Maio 29, 2007 às 11:16 pm
Cris,
sabia que era sua mãe, vocês se parecem, sim. Muito bonita e elegante ela, também.
Bjs bjs
Maio 30, 2007 às 12:59 am
Flá,
Obrigada, querida. Foi uma luta mesmo e a expressão na foto é de pura alegria (e alívio!). Tá batendo um cansaço agora, mas acho que é normal.
Que bom que você gostou da minha foto.
Beijos
Maio 30, 2007 às 1:04 am
Raquel,
Não consigo chegar perto da minha mãe no quesito elegância. E ela é bem conservada e tem tempo p/ se cuidar. Já eu, é outra história… não durmo bem, sempre estou correndo atrás de prazos, envolvidas c/ alunos… Eu fiz um produçãozinha de sobrevivência para a defesa. Achei que valia o investimento. Cortei o cabelo que estava indecentemente longo, pintei, fiz as unhas, essas coisas que são comuns para muitas mulheres, hehe. Vou tentar ser mais ‘feminina’ agora, mas não sei se vou conseguir, hehe.
bjkas,
P.S. estou escrevendo de luvas……….
como eu queria uma praia agora, vc nem imagina….
Maio 31, 2007 às 10:15 pm
Parabéns, Doutora! E aproveite o ânimo pós-defesa pra mandar a tese pra publicação. Não perca essa oportunidade! E daqui a algum tempo, você vai escrever as razões para fazer uma tese, sim (só que precisa passar pela desintoxicação psicológica antes). E, quanto à foto, posso dizer pelo que já acompanhei de outras “vítimas”: sorriso e olhos de recém-doutores são felicidade pura. Parabéns, tenho certeza que o esforço valeu a pena!
Maio 31, 2007 às 10:24 pm
Fer,
Obrigada!! E deixa o ‘doutora’ de lado, menina. É Cris, puro e simples.
Apareça sempre. O teu blogue é um arraso.
bjs
Maio 31, 2007 às 10:27 pm
Cynthia,
Oi, Obrigada, obrigada mesmo!
Só que não ando tãooooo animada assim. Estou com uma certa ‘ressaca’ da tese (será que é a desintoxicação psicológica que vc mencionou? espero!). Sabe que tenho amigas que nunca mais voltaram à tese, preferiram tratar de outros assuntos. Mas eu sou obstinada e tenha certeza que se eu não publicar a tese, vários artigos virão! (e o melhor é que já estão prontos!)
Beijão
Junho 4, 2007 às 3:18 pm
Puxa, Cris, eu não entendi o que houve, eu deixei um comentário aqui, há vários dias, e não entrou. você pode checar se está em algum arquivo de spam? que pena!
Bom, nem lembro mais o que eu escrevi, mas queria dizer que torci demais por você e fiquei super feliz em ver que deu tudo certo, voc~e merece, querida.
Um beijo enorme!
Junho 8, 2007 às 12:00 am
Denise querida,
Você tem toda razão: encontrei 2 comentários deus no spam. Que droga!! Acabei de recuperá-los.
Obrigada pela torcida — como você bem fala, a gente realmente desenvolve laços que vão se se consolidando aos poucos nos nossos blogues.
Eu cheguei hoje de viagem. Depois eu conto, tô muito cansada pois tudo foi muito intenso mas eu fiquei muito feliz em encontrar os teus dois comentários e por você não ter esquecido da sua amiga aqui do sul que te admira muito.
bjs,
Cris