Ando tão cansada que nem consigo descrever o meu cansaço. Já comecei a escrever sobre mil coisas, ensaiei um post sobre a Paris Hilton e outro sobre a imagem da mulher. Não sai nada. Estou numa fase de irritação com “Lost”, e chegando a conclusão que são todos paranóicos naquela ilha. E não me sinto nem um pouquinho mal em falar que fiquei super satisfeita com a morte da chatérrima da Ana Lucia. Isso é o máximo de “justiça” que pretendo encontrar nesse seriado. Para a poesia não há nem lugar, nem efeito na ilha. No entanto, receio que tenha que resignar-me a assistir o resto desse seriado, já que eu é que incentivei meu marido e filhas a assistirem comigo… O meu refúgio é o maravilhoso romance de Ian McEwan, Atonement, que, inclusive, já foi traduzido para o português como Reparação (Companhia das Letras). A boa literatura, fiel escudeira, nunca me deixa na mão.
Outra coisa, detesto a sensação que os posts desse blog possam gravitar somente em torno do meu umbigo e que eu não tenha nenhum assunto de ‘utilidade pública’ para discutir. O último post legal que eu escrevi foi, se não me falha a memória, sobre a visita do Papa ao Brasil. Tenho tanto para falar e, provavelmente, para contribuir ao importante debate sobre a imagem da mulher, que é, para quem possa interessar, o assunto da minha tese. Mas, no momento, desculpem-me, meus cinco caros leitores, a dona desse blog está cansada, muy cansada. Tão cansada, que recorre às palavras do poeta (vide post abaixo) para falar do próprio cansaço. Sorry.
My kingdom for a sunny beach…
