Sábio desânimo que estava me mostrando para desacelerar. Há quase dois meses eu não paro de tossir e adotei a não tão sábia estratégia de ‘fingir que não é comigo’, até parar no médico e descobrir que eu estou com uma bronquio-pneumonia ‘básica’. Tô ainda super fraca e claro que sucumbi ao antibiótico de bom grado (dessa vez).
O público&privado anda feito a sua dona: meio jogado às moscas. A grande perplexidade é verificar que os números do sitemeter continuam a crescer. Já percebi que a dinâmica da blogosfera é altamente móvel, frágil e cambiante, o que significa que pessoas que comentavam e liam os teus posts, deixam de existir, sabe-se lá por que motivo. Talvez por não terem gostado de um post, de uma palavra escrita rapidamente e totalmente sem importância ou por qualquer outra razão fugás. Alías, fugacidade é um bom substantivo para muitas relações que aqui se criam e se perdem. Vejam, eu não estou reclamando, apenas constatando algo que percebi nos últimos meses. Algo que para mim é realmente um pouco estranho. Eu sou uma pessoa constante nas minhas relações do dia a dia: minhas amigas e amigos são os mesmas de muitos anos atrás. É claro que tenho em mente que estou me referindo a relações virtuais e que essas são muito mais frágeis. No entanto, se você me disser que não desenvolve nenhum sentimento de amizade via o seu blog, vou, de fato, pensar que você é uma pessoa fria. Eu conheci algumas pessoas aqui por quem eu realmente me interessei e isso não é nenhuma irrealidade.
Mais c’est la vie, ou melhor dizendo, c’est la blogosphère. E eu vou tentar manter esse cantinho nem que seja só por mim. Considero-o um registro válido, meio que um diário de bordo, ainda que ele não tenha as características próprias de um diário. O autor de um diário, a rigor, sente-se livre para escrever suas intimidades, seus pensamentos, seus medos, suas reais emoções. Aqui eu escrevo apenas o que eu quero e não me sinto obrigada a abolutamente nada, o que me faz muito bem. Adoro publicar as fotos das minhas flores aqui, mas, até agora, é isso. E se alguém pensar que eu apenas penso em flores, ou que sou o que falo aqui, ipsis literis, ó meus sais, então aconselho que leiam um pouco mais para aprender a coisa mais básica de qualquer escrita: a voz narrativa não é “exatamente” a voz do autor em carne e osso.
E prá não perder o costume, uma singela flor de jasmim para iniciarmos uma boa semana:





