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O melhor lugar do mundo é aqui e agora?

Fevereiro 23, 2008 · 10 Comentários

Gilberto Gil que me perdoe, mas eu acho que muitas vezes ele é cabeça demais para a minha cabeça. O princípio do melhor lugar do mundo ser aqui é lindo, mas altamente utópico. Às vezes o melhor lugar do mundo nem é aqui, nem agora. Às vezes, o melhor lugar do mundo não é agora porque não é aqui. O melhor lugar do mundo, pra mim, seria a Tailândia. E agora. Tá, poderia também ser amanhã e depois.

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Detalhe do Templo Wat Phra Kaew no Grand Palace

É óbvio que devemos tentar ser felizes onde estamos; aliás este é um pensamento tipicamente budista. Mas eu não sou budista (tenho muito a aprender!) e confesso que não parei de pensar na Tailândia desde que saí de lá. A sensação contínua é que preciso voltar, que preciso conhecer mais, que preciso dar um jeito de aprender mais alguns pratos tailandêses, que tenho que voltar a escutar e conhecer mais a música, e tentar vivenciar com uma certa profundidade alguns aspectos do budismo, conversar mais com as pessoas e conhecer lugares onde não estive. E quero sentir mais, muito mais, o cheiro de capim limão, de jasmim, de ylang ylang e de incenso. E aprender os nomes de todas as frutas que eu comi e provar aquelas que eu ainda não conheci. E quero tentar ser mais desprendida e sorrir mais aberta e generosamente, como eles sorriem. 

Desde adolescente sou fascinada por vários aspectos do Oriente. A Tailândia abriu as portas da Ásia para mim de uma forma transformadora. Se para alguns essa afirmação pode soar inocente e brega, quem sabe, então, eu seja a quintessência do brega. Who cares. Agora inocente –acredite caro leitor –quem dera.

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