Observações de uma néo blogger.

Fevereiro 2, 2007

Do espaço minúsculo que encerra o meu blog, algumas perplexidades de uma novata:

blog1.png

  • É im-pos-sí-vel que o tal do Site Meter esteja correto. Não acredito que mais de 1.1oo pessoas tenham visitado o meu blog. Site Meter mentiroso!
  • Por outro lado, o Site Meter é uma invenção bem criada, tenho que admitir. Faz você acreditar que pessoas dos mais diversos cantos do mundo passem aqui. Para ler os *teus* textinhos. Que eu tenha tido a honra de ter alguém do M.I.T. hoje para ler o post “Adorável Alice”. Ahã.
  • É, o Site Meter é mesmo algo fascinante — quando estou entediada, não há melhor remédio: mostra as “page views”, as “visits”, as “entry pages” e te dá variadas estatísticas. Imagino que seja tudo feito bem bonitinho mesmo para você achar que o teu blog vale algo. Ah, detalhe: até agora não sei direito a diferença entre page views e visitors. Só sei que são diferentes porque os gráficos coloridinhos mostram.
  • Mas o que eu mais curto no Site Meter é o atlas que mostra, com pontinhos coloridos, de onde as pessoas te visitam. Se você clica em details, você vê até as bandeiras. Só que há algo de muito misterioso… tem uns visitantes que te visitam de “unknown” countries. Rio muito. E como as palavras funcionam como ecos de textos para mim, lembro-me, imediatamente de Hamlet, cujo “unknown country” é o lugar de onde jamais retornamos, a morte. Será que estou tendo visitors de outra dimensão!! Curioser and curioser, como diz a Alice.
  • A minha diversão não se restringe ao Site Meter: o wordpress tem um recurso chamado Blog Stats que te mostra mil coisinhas. Inclusive que palavra as pessoas digitaram nos mecanismos de busca para chegar ao teu blog. Ontem, uma das palavras foi “pronografia” (foi assim mesmo que a pessoa digitou, devia estar com pressa). E a criaturinha foi parar aqui??! Hoje teve variações sobre o tema da anorexia:  “sim à anorexia”; “imagens cadavéricas” e “o bom da anorexia” (sobre este último, fiquei na dúvida se não era “boom”). Mas a palavra que me dá mais ibope (ahã…) é “tese”. Não é incrível? Então imaginem variações criativas acerca da palavra tese e vocês tem o cenário. Coisa irônica. Algum aluno interessado em escrever uma tese vem aqui ler “como não escrever uma tese de doutorado” ou especular sobre “os dez motivos para NUNCA escrever uma tese de doutorado” (se for o caso, espero ter poupado algumas boas almas). Não, espera, matei a charada: o legal mesmo é ler os comic strips do phdcomics. Vale a cilada. 🙂
  • Ah, e adivinhem qual é o meu post mais popular? É o “Será que a anorexia é doença de patricinhas brancas?”. Que eu levei 10 minutinhos para escrever… Acho que estou começando a pegar o espírito da coisa aqui…  
  • Enfim, fora isso tem o tal do “blog feeds” que eu não tenho a mínima idéia do que se trata. É mais uma informação para você se animar, acredito.

Quanto às minhas frustrações, tenho que confessar que todas se referem à minha total incompetência em fazer desse cantinho um lugar mais agradável aos olhos.  De deletar coisas que eu coloquei. De deixar os textos justificados. Me dá a maior aflição. Me aconselharam a ler os fóruns do wordpress, de ler as FAQs, as medidas sensatas…

Um dia, talvez, eu chegue lá. Pois então decreto, publica e privadamente, que depois da bendita da defesa, os problemas no público&privado chegarão ao fim. Enquanto isso…

mains-aux-fleurs-picasso.png

Mains aux fleurs (Picasso)

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14 Respostas to “Observações de uma néo blogger.”

  1. JN Says:

    Bem dito…é assim mesmo! 😀
    De facto, algumas das informações que obtemos sobre os nossos blogues são mesmo curiosas…

  2. cris s Says:

    JN,
    Sim, algumas são bem criativas! 🙂
    Obrigada por me ajudar, eu tentei aquele comando antes do parágrafo e não deu certo. Pura incompetência!


  3. AMEI esse post! você tá se saindo uma super blogueira mesmo 🙂 eu também adoro dar uma olhada no Sitemeter e Anorexia é uma palavra que aparece muito no meu.

    Depois volto com mais calma que tô saindo correndo.

    Beijão!

  4. cris s Says:

    Denise,
    Obrigada!
    Vc ainda gosta de dar umas espiadas no Sitemeter? 🙂 Nem consigo imaginar o q vc encontra por lá, uma vez que o SdE é um dos blogs mais populares que eu conheço.
    bjs

  5. Regina Says:

    Cris,

    Adorei o post. Eu tentei colocar o sitimeter no meu, mas ainda nao sucedi. Eu nao tenho a minima paciencia para ficar lendo foruns ou fazendo “trouble shoting”. Para voce ter uma ideia eu ainda nem coloquei a list dos blogs que visito praticamente todos os dias.

    Quanto ao visual, para de ser virginiana, mulher! 🙂 Esta super bonito. Voce tem bom gosto e eu prefiro assim, mais simples. Eu geralmente nao tenho tempo para ficar explorando os que sao incrementados demais.

    Tambem gostei do seu post abaixo. Eu nunca tinha lido aquele poema de Shakespeare. Nao sei se foi proposital ou nao da parte dele, mas eu adorei a ideia de se desmetificar o amor perfeito. Porque afinal de contas ele nao existe, nao e? Mais cedo ou mais tarde, as picuinhas sempre aparecem.

    Beijocas,

    Regina

  6. Leila Says:

    Cris, no SiteMeter também dá para ver a palavra de busca. Eu parei de olhar isso porque me dava arrepios às vezes ver as coisas que as pessoas procuram. E são tão burras que mesmo vendo o parágrafo do nosso blog no Google, não percebem que a coisa não tem nada de pornografia.

  7. Raquel Says:

    Ih, eu sou a maior relaxada, nunca checo o Sitemeter, nem tenho a mais vaga idéia de como ver qual a palavra de busca…
    Eu acredito sim que 1.100 pessoas passaram por aqui.:)

    Bjs

  8. cris s Says:

    Regina,
    Eu também não gosto de poluição visual, muitas informações visuais levam ao cansaço. Mas gostaria de deixar o blog assim como eu o visualizo, entende? E sim, é bem coisa de virginiana mesmo. 🙂

    Quanto ao soneto, *acho* que Shakespeare desmitificou o amor ideal conscientemente, sim. Ele faz isso em outros poemas e nas peças.
    Acho legal. O amor pode ser tudo, menos perfeição.

    Bjs

  9. cris s Says:

    Leila,
    As pessoas querem encontrar tudo muito rápido então nem verificam as informações. Dá arrepios mesmo. Quanto à “tese”, há muitos que procuram uma tese pronta. Sorry, folks, chegaram ao lugar errado. Eu mal consigo acabar a minha.
    bjs

  10. cris s Says:

    Raquel,
    Eu também sou relaxada mas fico fascinada c/ as estatísticas. Se tiverem 50% de verdade, já é interessante.
    Bjs

  11. Gi Says:

    Na minha opinião, é uma faca de dois gumes isso aí, Cris. 😉

    Engraçado, quando eu tinha blog, não ligava a mínima se procuravam isso ou aquilo, ou coisas “pornográficas”. Uma vez foi alguém ver “travesti”, mas só vi isso no meu segundo blog de 4 meses.. porque no de 1 ano de duração só fui saber o que eram essas coisas todas no fim da “cruzada”. E olha que meus textos são recheados de expressões inventadas por mim mesma… Quando descobri o que era IP, quando minha amiga me dava todas as dicas e quando pipocaram as visitas e quando meus questionamentos começaram a “dar frutos”, desisti. Aquilo tudo se tornou uma carga tão chata e sem sentido que hoje penso mil vezes antes de fazer outro espaço internético, visto que estamos num contexto de comunicação/público. E nem tinha quase nenhuma informação de cunho muito pessoal, digamos… Cada um com seu cada um mesmo. E eu sempre fui superreceptiva porque gosto de debate e comentários, gosto de falar com todos e aquilo, imagine, tomava um tempo enorme da minha vida sem me dar absolutamente nada de bom em troca. Só dor de cabeça. 1 ano foi bom, depois mais 4 meses de “saideira” e só. “Sangue de internet tem poder”! 😉

    Bjs

  12. cris s Says:

    Gi,
    Imagino que seja meio frustrante sentir que o teu investimento nos teus dois blogs não tenha valido a pena. Eu também sou receptiva e gosto de debate (saudável e produtivo). Também me dedico a tudo o que faço.
    Vou tentar não ter muitas expectativas, quem sabe assim não me frustro muito. Que tal? 🙂
    bjkas

  13. Gi Says:

    Eu nem tinha expectativa de nada. Era mais um “frisson” causado pelo início, mas eu me enjôo de quase tudo nessa vida… 😉 Sou inconstante e não hesito acabar pra não me estressar. Depende muito do que seja pra eu apostar todas as minhas fichas. O jeito é fazer tudo com prazer e tentar um esqueminha mental no estilo escala de porcentagem, sabe? O quanto estou satisfeita? O quanto isso ou aquilo me fazem bem? Não sou daquelas que me apego às coisas. Depende muito. A escrita pra mim é minha vida, mas o meio em que ela é colocada faz muita diferença. No meu caso era isso. Às vezes acabava colocando coisas que realmente eram só porque “ah, isso é um blog, algo efêmero, não dá pra aprofundar tanto”. Sabe isso?

    Bjs

  14. cris s Says:

    Gi,
    A idéia de ter um esqueminha mental atribuindo uma porcentagem x para o blog é bem legal. Acho q vou começar a usá-la. Por enquanto é novidade p/ mim e eu espero não me decepcionar.
    Bjks


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