A mulher e as imagens.

Março 8, 2007

A década de cinqüenta testemunha uma mudança radical na sociedade americana, especialmente se comparada às décadas precedentes. Enquanto os anos trinta e quarenta limitaram os americanos à frugalidade e ao racionamento, os anos cinqüenta iniciam um processo de consumismo sem precedentes. Os americanos possuíam 75% de todos os carros e eletrodomésticos que se fabricava no planeta. Em busca de uma ‘vida normal’, a sociedade esquece muito rapidamente dos horrores da Segunda Guerra Mundial e tenta aplacar o pavor da Guerra Fria se transportando para um futuro maravilhoso anunciado na televisão, nas revistas e na publicidade.            

É neste contexto histórico que nasce a imagem da mulher como consumidora e como objeto de consumo. Pois, como observa Luisa Passerini, a mulher desempenha uma função-chave para a cultura de massa, “quer como lugar de afirmação dos valores definidos como puramente femininos, entre os quais a individualidade, o bem-estar, o amor, a felicidade, quer como amplificador de imagens de mulheres sedutoras […]”.   

womens-day1.png

A imagem é tudo. Vale mais que mil palavras. Aliás, vale muito mais que mil palavras. E a mulher é, sem dúvida nenhuma, ao mesmo tempo a protagonista e a vítima da indústria do olhar. Esta mulher-imagem-objeto irá influenciar a maneira como vemos, como nos vestimos, como pensamos, como nos comportamos. Somos, para usar uma palavra bem contemporânea, “domesticadas” pelas imagens.  E o corpo é o nosso santuário. Como diz Baudrillard:

“No universo da sociedade de consumo, há um objeto mais bonito, mais precioso, mais impressionante que qualquer outro – um objeto mais carregado de conotações do que o automóvel; este objeto é o corpo. A redescoberta do corpo depois da época do puritanismo sob o signo da liberação física e sexual; a onipresença do corpo – especialmente do corpo feminino – na propaganda, na moda na cultura de massa – os cultos higiênicos, dietéticos e terapêuticos que circundam o corpo, a obsessão com a juventude, com a elegância, com a feminilidade, com tratamentos, dietas e sacrifícios ligados a ele. O Mito do Prazer que envolve o corpo – tudo é evidência que hoje o corpo tornou-se um objeto sagrado. O corpo literalmente substituiu a alma na sua função ideológica.” 

Baudrillard tem toda razão: o corpo se tornou objeto último da obsessão narcisista, dos cuidados excessivos e de tratamentos cosméticos, muitas vezes, inescrupulosos. Nos dias de hoje, são estes os rituais de verdadeira adoração: os cultos religiosos dedicados ao “Corpo”, que o tornam “sacrossanto”.   

Os estudos de gênero se empenham, entre outros assuntos, em especular criticamente sobre os processos culturais pelos quais somos todos subjetivamente e ideologicamente ‘moldados’ por meio de nossas interações com as imagens, ícones, e discursos que circulam na nossa sociedade.

A preocupação das feministas, em específico, é totalmente justificada quando vemos o crescente número de garotas e mulheres com distúrbios alimentares. A anorexia se tornou praticamente um culto em alguns meios e, quando aceitamos a premissa que as imagens nos possuem mais do que nós possuímos a elas, essa realidade não surpreende nem um pouco. A indústria da moda glorifica o corpo magro, esquelético e faces pálidas, com aspecto doentio.            

No entanto, na medida em que nos tornamos conscientes que as imagens são “construções sociais”, podemos criar um espaço crítico que nos permite articular os sentidos que elas emitem. O impacto positivo que o feminismo tem provocado, já pode ser presenciado em centros de moda como Milão e Madri, aonde se proibiu o desfile de modelos excessivamente magras. Escolher, negar, aceitar ou resistir às imagens é prerrogativa de cada uma de nós. womens-day2.png Mas respeitar e valorizar o próprio corpo é, sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais liberadoras para a mulher nos dias de hoje.    

Bibliografia: 

BAUDRILLARD, Jean. Tela Total. Mitos-ironias da era do virtual e da imagem.  

PASSERINI, Luisa. “Mulheres, consumo e cultura de massas” in: DUBY, Georges e PERROT, Michelle (orgs.) História das Mulheres. O Século XX. Porto: Edições Afrontamento, 1991. 

Esse post faz parte da blogagem coletiva para o Dia Internacional da Mulher, organizado pela Denise, do blog Síndrome de Estocolmo.

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20 Respostas to “A mulher e as imagens.”

  1. Leila Says:

    Enquanto nos EUA eu vejo esse culto ao corpo na propaganda mais na venda de produtos tradicionais de maquiagem e cabelo, no Brasil a coisa está extrapolando para cirurgias plásticas e alisamentos caríssimos no salão de cabeleireiro…

  2. Raquel Says:

    Cris,

    concordo 100% quando você diz que “respeitar e valorizar o próprio corpo é, sem dúvida nenhuma, uma das experiências mais liberadoras para a mulher nos dias de hoje”. Pena que tão poucas mulheres (e homens) encontrem esse caminho, a pressão é enorme. O que acho interessante é que é uma linha muito tênue entre definir o que é vontade sua e o que é vontade sua fruto de construções sociais. E no fundo, o primeiro talvez não seja fruto do segundo? Quero ser loura porque acho que ficarei mais bonita ou quero ser loura porque o mundo diz que as louras são mais bonitas?

    Acredito que a consciência tem de andar de mãos dada com a tolerência e longe das generalizações. Tenho muito medo dessas, porque acho que são mais uma amarra na mulher. Por exemplo: fazer escova é coisa de mulher fútil, ou querer emagrecer alguns quilos coisa de anoréxica. Nem sempre é assim, embora em alguns casos, sim.

    Huhmm, devo ter me explicado mal.

    Eu cheguei a te falar no que foi a minha pós? Foi em Comunicação e Imagem, li muito Morin e muito Baudrillard, que aliás morreu anteontem. Vi uma palestra que os dois deram aqui, o Morin aquele senhorzinho fofo, o Baudrillard meio francesão mau-humorado. Foi um show, claro.

    Leila,

    o que eu vejo por aqui é que os alisamentos estão cada vez mais acessíveis, não são mais uma fortuna. Claro que muita gente ainda não pode pagar, mas pelo que sei há profissionais fazendo escovas progressivas nas favelas. Quanto às cirurgias plásticas, conheço muita gente fazendo. Algumas, por vaidade pura, para tirar a gordura que não está lá. Outras, por razões variadas, a amiga que pôs silicone porque os seios diminuiram muito após o segundo filho, a outra que fez uma plástica na barriga para corrigir a quelóide que ficou após a cesariana…

    Sim, a maioria deve ser por pura vaidade mesmo. Mas será que poder exercer a vaidade não é um direito da mulher também? Ou o problema mesmo é que o padrão é único e, para a grande maioria, inatingível?

    Bjs a todas

  3. cris s Says:

    Leila,
    Nem o Brasil vence os Estados Unidos em cirurgia plástica. Isso sem falar em outros procedimentos que estão virando corriqueiros como os branqueamentos e outros procedimentos estéticos dentários.

    E a Raquel tem toda razão: os alisamentos progressivos aqui no Brasil custam praticamente a mesma coisa que uma escova num cabeleireiro average nos Estados Unidos.

  4. cris s Says:

    Raquel,
    Nossa, concordo em exatamente tudo, tu-di-nho que você falou! E vê-se mesmo que você é da área de comunicação. Eu, como a grandíssima maioria dos filósofos contemporâneos, principalmente os franceses (fora o Maffesoli, conhece?), penso que somos inexoravelmente “construídos” pelo meio. E as imagens se configuram como uma das mais poderosas ferramentas de discurso. É inútil negar. Acho, entretanto, que, uma vez que sabemos como essa rede de discurso opera, começamos a criar e desenvolver o que eu chamei de “espaço crítico” e articular as nossas escolhas com mais critério. É isso que eu tento fazer e tento ensinar para as minhas filhas.

    Aiiiii coitado do Baudrillard, morreu ontem?? Acho que ele diria o seguinte: “a morte do Baudrillard foi uma invenção e não aconteceu” (lembra da famosa citação sobre a Guerra do Golfo?). Talvez nem o próprio Baudrillard tenha acontecido. (hehe, humor negro).

    E só para marcar bem como pensamos de forma semelhante: eu ODEIO generalizações. E acho que cada um(a) tem que fazer o que lhe dá prazer. Mesmo que seja exercer a sua vaidade por meio de uma cirurgia plástica. Acho perigoso e complicado, mas não vou julgar.

    Gosto, entretanto, de falar criticamente sobre isso. Pode levar a reflexão.

    bjs,
    Cris

  5. Raquel Says:

    Cris,

    conheço pouco de Filosofia e nunca tinha ouvido falar do Maffesoli (mais um ítem para a minha listinha de coisas a ler/aprender!).

    É, nós somos construídos pelo meio, mas é bom quando a gente consegue perceber isso e, melhor ainda, quando acha uma forma de conviver com isso, seja rompendo as amarras ou usando elas a nosso favor. Não sei, acho que tudo se reverte a nos sentirmos confortáveis com nós mesmos, o que demanda muito senso crítico e tolerência.

    He he he, a morte do Braudillard foi uma invenção e não aconteceu! Tadinho, todas as chamadas de jornais eram sobre “Morreu o filósfofo que inspirou Matrix”. Deve estar se revirando no túmulo e xinganado que Matrix também não aconteceu!

    Bjs bjs

    P.S. Respondi seu post lá no bloguinho.

  6. Gi Says:

    Baudrillard “saiu de cena” essa semana, mas sua obra fica. Eu gosto mais quando ele fala/falava sobre mundo-política-imigração, mas essa colocação dele serve bem à questão feminina. Este livro é sobre isso? Só li “A Transparência do Mal” e alguns trechos em sites e na faculdade. Depois ele virou um “mal-compreendido”, infelizmente, porque as pessoas gostam de estereotipar pensamentos, além de enquadrar pessoas, dizendo se elas são de centro, esquerda ou direita, ou sei lá o quê. 😉

    A anorexia está englobada à sexualidade/erotismo e discussões de gênero na minha opinião e outro dia até escrevi um texto sobre isso. Não consigo me imaginar ainda fazendo uma tese ou apresentando um projeto de mestrado, e também nem sei se quero escrever sob aqueles moldes.

    Eu acho que as feministas se equivocam em muitos pontos e concordo com alguns argumentos de Camille Paglia quanto a isso. Ela é exagerada, mas vai no ponto.

    Sobre alisamento: uma vez fiz isso, ou melhor, “fizeram em mim” e me achei uma “menina intergaláctica”, já que meus cabelos não são lisos e sim ondulados. 😉

  7. Lino Says:

    Uma demonstração clara deste narcisismo é a indústria da cirurgia plástica. É muito mais simples fazer uma operação do que o sacrifício do exercício e de se ter uma vida saudável.
    Acho que, de certa forma e pós-feminismo, as mulheres acabaram contribuindo, com este narcisismo, para se “objetar”.

  8. Manuela Says:

    Essa imagem talvez tenha começado por nos ser imposta, mas nós temos que fazer sempre as nossas escolhas. Acho que muitas, e também muitos, de nós estão a aceitar ser essa imagem, como a via mais rápida de atingir sucesso.
    Tudo tem um preço… está aí!

  9. cris s Says:

    Gi,
    Realmente, vc tem que encontrar algo que tenha bastante afinidade para escrever uma dissertaçao de mestrado. E, invariavelmente, terá que ser “naqueles moldes”. Eu, agora, acho difícil, escrever ‘fora dos moldes’ acadêmicos.
    Enfim, eu acho o feminismo imprescendível hoje em dia, e olha, tem coisa para todo mundo. Vc já leu as feministas francesas? Pelo que vc escreve, acho que, talvez, vc iria gostar. A Julia Kristeva, a Irigaray, etc. E as inglesas também são excelentes. Para ser bem franca, eu não gosto da Camille Paglia. É que não dá p/ falar em um tipo de feminismo. Há inúmeros e diversos. O legal é vc entender a importância e, para isso, só estudando bastante. (mas não se preocupe, eu não sou do tipo q recruta ninguém, nem meus (minhas) alunos(as).

    Obrigada pelos comentários e pelas dicas astrológicas. Reservamos a soirée Byron – astrologia para depois, que tal?
    Bjs,
    Cris

  10. cris s Says:

    Lino,
    A objetificação feminina não é algo consciente. E eu não julgo quem faz operações plásticas, só acho que é importante abrir um fórum de debate para que as mulheres (e homens) reflitam sobre o assunto e não se deixem levar pelo inevitável apelo da mídia e das imagens.
    Obrigada pela visita!!
    Tudo de bom para você,
    Cris

  11. cris s Says:

    Manuella,
    As imagens sempre nos são impostas. O que eu quero dizer, é que não podemos sair de casa com uma venda nos olhos. Muita pesquisa já foi feita sobre o poder da imagem no inconsciente das pessoas. Mas eu acredito que, uma vez que reconhecemos isso, podemos ficar um pouco críticas e pensar sobre nossas escolhas.
    bjs,
    Cris

  12. Gi Says:

    Eu acho ótimo que façamos a soirée bientôt. Qu´est-ce que t´en pense?

    Quando escrevi minha monografia fiquei esquálida, sem vontade nenhuma, sabe? fiz tudo direitinho, mas não era tese, claro. Gostaria muitíssimo de falar com meus professores na faculdade, mas tenho vergonha porque já se passaram 7 anos. hehe E tenho tantas idéias pra estudos que você não tem noção!!!! Me perco nelas. É um defeito meu esse.

    Sobre a Paglia: é simplesmente uma questão de identificação: quase tudo que ela fala ou eu concordo, ou já vivi, sei como é, sabe isso? Não li nenhum livro, só trechos e entrevistas.

    Das francesas o que posso dizer a você é que outro dia vi um pequeno debate num video na internet (no site Agora vox) entre uma feminista francesa e o Tariq Ramadan, um professor e filósofo contemporâneo bastante polêmico. Eles brigam, é uma coisa de louco. Elle s´appelle Christine Delphy.

    Sou receptiva, mas confesso meu pé-atrás com as feministas. 😉


  13. Muito bom, Cris!

    Só uma coisinha, eu cometo pecados, mas também ODEIO generalizações, mas sabe como são os pensamentos, correm livre e nem sempre a gente consegue ser bem compreendida, faz parte da blogosfera.

    Mas juro que não acho que quem faz escova é fútil.

    Beijos e obrigada por participar!

  14. cris s Says:

    Denise querida,
    Que bom que você gostou do texto.
    Quanto à questão das (famigeradas) generalizações: é claro que eu também cometo pecados e que, vez por outra, me pego generalizando. No entanto, geralmente me corrijo e tento generalizar cada vez menos. Eu trabalho há anos como professora. O trato com os meus alunos já me ensinou muita coisa e foi — essencialmente — com os meus foras que aprendi.

    É claro que fazer escova não é fútil! Eu sei que vc sabe isso, não se preocupe. 🙂

    E você também sabe que sempre poderá contar comigo nas blogagens coletivas importantes como no caso do Dia da Mulher e da Amamentação. Só vou ficar fora do ar alguns meses.

    bjs

  15. Regina Says:

    Cris,

    Excelente o seu post. Gostei especialmente desse trecho:

    “A imagem é tudo. Vale mais que mil palavras. Aliás, vale muito mais que mil palavras. E a mulher é, sem dúvida nenhuma, ao mesmo tempo a protagonista e a vítima da indústria do olhar. Esta mulher-imagem-objeto irá influenciar a maneira como vemos, como nos vestimos, como pensamos, como nos comportamos. Somos, para usar uma palavra bem contemporânea, “domesticadas” pelas imagens. E o corpo é o nosso santuário. ”

    Simplesmente brilhante! Eu tb penso que essas imagens sao “construcoes sociais” e acredito que seja fundamental a criacao de um “espaco critico,” como voce diz, onde essas imagens possam ser articuladas/criticas/desconstruidas. Eu iria mais alem, e diria que e’ necessario a criacao de um espaco de resistencia a toda essa pressao que vem da midia e da sociedade. Eu converso muito com os meus filhos sobre a importancia de valorizar a sua individualidade e uniqueness. I always say that it is boring to look like everybody else. It is ok to be different and original.

    Eu nao tenho nada contra escova progressiva per se. O meu problema e’ que quando um estilo de penteado, peso, roupa, seja la o que for, vira padrao. A minha impressao e’ que tanto aqui quanto no Brasil nao e’ mais ok ter cabelo crespo ou ondulado. Ai eu me rebelo e deixo as madeixas mais assanhadas ainda. :-))

    Beijocas,

    Regina

  16. cris s Says:

    Regina dearest,
    Que bom que você gostou do meu post! É tão bom receber um elogio como o teu pois eu passei duas tardes escrevendo e re-escrevendo o meu textinho. 🙂

    Eu também converso bastante com as meninas sobre a questão das imagens. O meio aqui é bem cruel para elas, vc nem imagina. A Maria Luiza está agora mais fortalecida mas a Caro está passando por uma fase complicadinha, de se achar horrível. De querer fazer dietas louquinhas. Tento sempre falar sobre a anorexia, mostro as imagens, um pouquinho do que eu escrevo e pesquiso. Mas nada demais pois não quero virar aquela mãe chata, diferente das demais.

    Eu gostaria de ter uma relação melhor com o meu cabelo, que é naturalmente rebelde e frizzy, todo grisalho na frente. Mas não consigo. Quando fico meses em casa pesquisando eu deixo ele natural e não pinto, mas chega um momento que o Bill e as meninas me arrastam p/ o cabeleireiro. Eu acabei me acostumando c/ as escovas, então quando saio, quando viro ‘social’ e me exponho, me obrigo a recuperar o meu visual social, i.e., cabelo liso e pintado. Acho difícil mudar. As tuas madeixas são lindas e não consigo imaginá-las alisadas!!

    bjkas,
    Cris


  17. Gostei do teu texto embora não seja freqüente leitora das ciência humanas.

    A ilustração da dona-de-casa dos anos cinqüenta é muito legal. Aquela época foi uma bosta, mas enfim…

  18. cris s Says:

    Tina,
    Que legal que você gostou do texto.

    Os anos 50 foram horríveis mesmo, especialmente nos E.U.A.. Tanta coisa acontecendo, as pessoas meio alienadas e com muito receio da Guerra Fria.
    bjs

  19. Lili Says:

    Sabe que eu estava vendo uma pessoa cege dia desses e pensando como o fato de ela não poder se olhar no espelho faz com que fique assim, meio “deformada”. Não pesquisei sobre isso, mas acredito que ficar relex com relação a isso influencia na fisionomia. Ser minimamente belo requer certo esforço?

  20. cris s Says:

    Lili,
    Eu já dei aulas para 2 cegas e entendo perfeitamente o que você está falando. Ao menos que os cegos sejam ensinados como agir e até como expressar sentimentos, eles parecem ‘estranhos’ aos nossos olhos, acostumados a certas expressões de fisionomia. Uma das minhas alunas era bem bonita mas às vezes ela tinha expressões faciais repetidas. Isso é para a gente ver como tudo é padrão — coisa ‘aprendida’ mesmo. Não é ‘natural’.
    bjkas


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