Archive for Outubro, 2007

Quando a natureza e o governo funcionam contra você.

Outubro 30, 2007

O vendaval de ontem — que mais parecia um tornado — derrubou três árvores aqui da minha casa. Duas delas caíram no telhado e racharam a laje, a outra caiu no meio da calçada. Que a Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba me desculpe, mas eu já havia reclamado duas vezes sobre essas árvores e pedido para derrubá-las. Elas não são nenhuma araucária sólida, muito pelo contrário, parecem mais galhos metidos a árvores. Além do mais, são árvores de vida curta e vão secando naturalmente com os anos. São altíssimas, têm uma madeira porosa e mole que se dobra com o menor sinal de uma brisa… Ninguém precisa ter um Q.I. excepcional para saber que essas árvores eram um acidente em potencial esperando acontecer. No entanto, em nome de uma rigidez burra e absurda, a Secretaria do Meio Ambiente não nos deixou tirar as árvores. Eu fico pasma com essas coisas no Brasil. A Amazônia sendo depradada, crimes ambientais sendo ignorados por motivos (muito) escusos e quando uma pessoa como eu apela à justiça municipal para resolver um problema de segurança, eles alegam, com uma rigidez desmedida e com caras de quem vai salvar o mundo, que não, que eu devo manter esses galhos secos que fingem ser árvores. Olha, gostaria de avisar aos ecologistas e engenheiros agrônomos que trabalham pelo meio ambiente de Curitiba, que as minhas “árvores”, nas suas curtas existências, não tornaram o mundo mais respirável. Que, tivessem eles permitido que eu tivesse derrubado essas infames, eu teria plantado árvores verdadeiras no lugar. Queria que eles também pensassem no que poderia ter acontecido se um de nós estivesse lá fora quando uma dessas “árvores” despencaram, algo que, acredite, não seria muito improvável aqui na minha casa: todo mundo gosta de “assistir” tempestades (tá, agora vou começar a repensar). Ora, apenas uma pequena dose de bom-senso teria resolvido o caso e evitado o acidente de ontem. E, pô, a ironia de tudo é que eu amo árvores e adoro o meu jardim, como todos que passam por aqui sabem muito bem. E como alimentos orgânicos, separo o lixo, tento economizar energia, enfim, tento fazer a minha parte como cidadã do mundo. Então tudo isso para mim é uma bruta injustiça, burrice e demagogia!! O Brasil é um país de demagogos que falam muito e fazem muito pouco. Ah, você pode estar pensando, mas Curitiba não ganhou o título de “capital ecológica” do Brasil à toa. De fato, Curitiba é modelo para vários programas ecológicos, a cidade é limpa e outros cuidados básicos são gerenciados pelo governo e pela população. O resultado conseguido foi fruto de uma campanha muito bem feita de conscientização ecológica da população.  Mas nada do que Curitiba faz pelo meio ambiente é óóóóóó. No big deal. O que acontece aqui é o que todas as cidades deveriam fazer e não fazem. O diferencial é apenas este.

E a previsão para hoje é de chuvas e vendavais. Espero que os “tocos” que tenham permanecido não causem mais estragos.  

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Potpourri.

Outubro 22, 2007

Claro que eu já passei por outras primaveras aqui e sempre é a mesma coisa: uma profusão arrebatadora de vida. Talvez o que chama mais atenção é a alegria histriônica dos passarinhos.   Tem um joão-de-barro metidíssimo que quase nos enlouquece com o seu cantar ensurdecedor. Mas os outros até que são mais discretos e há um, em especial, com um cantar super melodioso. Na semana passada consegui fotografá-lo mas como não sou nenhuma especialista, não sei identificá-lo.  De resto, são aranhas, mosquitos, abelhas, formigas e até gambás. E as flores crescendo, crescendo, crescendo até dizer chega e, junto delas, as malditas ervas-daninhas que tranformaram o gramado num matagal.  

No mais, as aulas continuam e ando mais envolvida do que nunca. Resolvi que vou fazer tudo para não me estressar tanto e uma das minhas táticas tem sido retomar minhas caminhadas. O ritmo do trabalho se intensificou e as responsabilidades aumentaram. Eu sempre fiz alguma atividade física e me sinto infinitamente melhor sendo mais ativa. Só que dessa vez foi/está sendo bem difícil retornar (e pensar que eu já corri três maratonas!). Enfim, semana que vem viajo para um congresso, mês que vem sai a publicação do meu capítulo, e eu acabei um dos dois artigos que eu tinha de submeter. Quem dera a vida de um professor fosse ‘apenas’ a sala de aula… Mas chega de falar porque senão parece desabafo e (hoje) não é o caso! Estou feliz pois Maria Luiza (17) vai fazer vestibular e temos planos ótimos para ela. A Caro (12) está no universo MTV, conhece absolutamente todas as músicas e músicos, apesar de não ter o menor interesse na escola. Mas está tudo muito bem e sob controle. Aliás, minha relação com as meninas está melhor do que nunca, para contrariar toda essa história inflada sobre  ‘aborrecentes’. 

O público&privado está reconhecidamente ‘deixado de lado’, mas é força das circunstâncias e passageiro. No entanto, deixo essa foto das minhas lindas rosas brancas para enfeitar o blog para algum rosto amigo que passar por aqui. 

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P.S. Sorry, o post tá uma mistureba caótica; espelho do meu jardim! 🙂

Tudo ou nada.

Outubro 7, 2007

Então como explicar que a realidade não é branco e preto? Como ensinar que o sim e o não não são palavras que eternizam a vida? Que as decisões, na juventude, não são únicas nem tampouco ‘finais’? Que há soluções e caminhos alternativos, mesmo que hoje tudo mostre o contrário… Tudo bem, eu mesma sei o quanto tudo me parecia definitivo — sofria como quem estava suspirando o último suspiro, beijando o último beijo, bebendo a última gota d’água. Mas, no entanto, continuava levando a vida. Ou seja, morria de paixão, defendia as minhas causas como se eu fosse salvar o mundo, mas sabia que tinha que ir à universidade, dar minhas aulinhas, etc. Nunca perdi a noção da responsabilidade e do meu futuro.

Será que a temperança só vem com o tempo?  Ou será que há pessoas que permanecem escravas de suas paixões para o resto de suas vidas?

Chocolate cookies extravaganza

Outubro 1, 2007

sim, uma verdadeira extravagância os cookies de chocolate que assamos hoje à tarde.

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Uma delícia com um bom capuccino!

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