Archive for Maio, 2008

Life is…

Maio 25, 2008

No matter what you say, life is the amazing stuff that happens whilst you sit down to write your posts. Inasmuch as I like writing about life, I prefer the real taste of things when I’m out there. Let’s face it, nothing beats life. Not even the best fiction ever written.

Carpe Diem today and always.

because of you

Maio 23, 2008

Sometimes things just don’t feel so right. Amidst an ocean of never-ending tasks, nice gestures don’t seem to find room in a busy heart. Romancing is universes away. An email, however, changes the predictable course of this Thursday. Enclosed, the photo below. Under the photo, the words: “Like these two nebulas, we are inseparable”. Sweet as sweet can be.

Attached to the email, the song:

 http://www.last.fm/music/Stevie+Wonder/_/For+Once+in+My+Life

The stiff hand reaches out and the lips relax and smile. The letting go was vital for that ruthless Thursday. After all, aren’t Thursdays special days, friendly to the soul, brightly announcing the joys of the weekend? Let’s, then, pay tribute to Thursdays, and forget predictabilities. Life is always more interesting than we think. Amazing what an email can do to your Thursday.

Não dá

Maio 14, 2008

Eu não estou conseguindo me concentrar direito no trabalho. Fico pensando nos dois desastres na Ásia. O de Mianmar conseguiu piorar pela ignorância sem medidas de uma Junta ignóbil. Em contrapartida, a reação do governo chinês foi, graças aos bons céus, imediata. Só que, para somar com o número de mortos que só faz crescer tem agora o risco da represa… Não sei mais o que pensar… Espero que eles tenham força para continuar cuidando de tanta tragédia e desgraça. Agora vou tentar voltar a trabalhar.

 

Que Buda lhes dê serenidade e conforto.

SEIS quilometros suados e faceiros

Maio 11, 2008

Corrida? Don’t get me started….

Ando louca para escrever sobre as minhas incursões na corrida, assunto deste post do ano passado. Eu parei de me exercitar no último ano de redação da minha tese de doutorado e andava me sentindo ultra mal, sem energia e com muita dor nas costas por conta de ficar horas a fio na frente do computador. Lá por outubro/novembro do ano passado, voltei a andar e, naturalmente, nem pensei em correr pois não era o momento adequado. Quem nunca correu pode pensar que para começar a correr é só botar as pernas para funcionar. Ledo engano: há muito preparo, muitas vezes trata-se de meses ou até um ano. Você pode até conseguir correr um dia, mas aposto que teu corpo não te tratará muito bem nos dias seguintes! De modo que é prudente ter planos bem sensatos e nada ambiciosos para correr. Um pensamento útil para iniciantes é o de que não faz nenhum mal correr uma distância curta hoje; se você persistir, pode ter certeza que estará correndo uma distância menos curta amanhã e assim por diante. Eu sempre brinco comigo mesma quando estou correndo, me prometo prêmios, me imponho desafios, me distraio quando canso muito e, sobretudo, me surpreendo comigo mesma, quando vou mais longe, when I run that extra mile. E olha que eu estava, para retomar o assunto, há meses ensaiando o retorno e vocês não irão acreditar em que momento eu realmente me animei e, definitivamente, decidi que iria voltar a correr: foi quando cheguei em Hong Kong! É que, devido ao jet lag, eu acordava lá pelas 5 horas da madrugada e ficava com os olhões abertos, sem chance alguma de voltar a dormir… então, pulava da cama com as galinhas e ia para a academia do hotel correr na esteira. Aliás, a corrida é a minha melhor amiga para combater o cruel jet lag, que sempre me pega de jeito. Assim, toda madruga estava eu e outros desfusados e claramente perdidos na tradução correndo e tentando expulsar a fadiga. E assim continuei ao longo das três semanas que lá passei. Meu marido no início ficava pasmo comigo, mas, logo depois, começou a levantar comigo e se exercitar também! Bem, na volta continuei correndo e firmando o passo. Corro de três a quatro vezes por semana; em casa, na esteira, e, às vezes, na rua. Na realidade, o que eu curto mesmo é correr fora, nos parques próximos aqui da minha casa: o Bosque Alemão, o Parque Tingui e o Parque Barigui. Tem vezes que eu corro de manhã e algumas vezes no final da tarde. Já cheguei a correr de noitinha e, embora tenha medo, não há nada melhor do que sentir a brisa e ver o sol se pondo e as estrelas estrelas despontando correndo e escutando uma playlist legal. Você deve estar achando que estou correndo grandes distâncias… Pois o negócio é que não, semana passada alcancei os meus 5k 6k. Apenas 5K 6k?? E por que, então, todo esse bafafá em torno da corrida? Haha, pois é, é que, apesar da modéstia dos meus cinco quilómetros, eu sei que daqui um pouquinho eu posso chegar no sexto, sabe como? Que é só treinar e me empenhar um pouquinho mais. E eu valorizo MUITO os meus cinco quilómetros porque eu sei o quanto eu suo e dou duro para chegar lá. E nem vou falar sobre idade & Cia, porque eu já encontrei vários maratonistas mais velhos, gente de 50, 60 e até 70 anos, deixando a garotada para trás! Então sigo adiante fazendo os meus planos para julho, me preparando para correr a Golden Gate ou quem sabe correr alguma corrida de 5k 6k por lá. A corrida de 10k que me aguarde.  Eu chego lá.

The woods are lovely, dark, and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.
(Robert Frost)

Quando o inverno chegar…

Maio 6, 2008

Eu quero estar junto a ti.

O inverno começa a por as manguinhas de fora. Ontem tivemos uma noite com três graus, ainda que o inverno não tenha começado oficialmente. Tudo indica, portanto, que teremos “aquele” inverno. Pois que ele venha, porque já estamos bem preparados. O engraçado é que eu, se posso, fujo do frio e quase sempre viajo para terras mais quentes e comfortantes em julho. Neste julho não vai ser diferente: vou de encontro a um calor desértico. No entanto, porque eu não sou uma pessoa completamente tonta, tento aproveitar até das coisas que eu não gosto muito e dou as boas-vindas à estação de frio da minha terra juntamente com as novidades que chegam junto.

Não há cama mais acolhedora, no frio, do que aquela que tem lençóis de flanela:

 

 

As frutas mais deliciosas são definitivamente as regionais. Eis las favoritas:

 Nossas deliciosas ponkans não estão no seu ápice, mas já contam com a nossa preferência frutífera. Fico imaginanando se as ponkans chinesas e japonesas são melhores, mas acho difícil algo ser melhor do que as daqui. Não se trata de patriotismo, juro, é que as ponkans do sul do Brasil são extremamente saboras, harmonizam o sabor cítrico com o doce e têm tanto suco que eu acabo abandonando o suco de laranja em favor de suco de ponkan, quinhenta mil vezes mais gostoso.

Mas o que falar do caqui, esta fruta chinesa maravilhosa, que, graças aos bons céus (e à uma boa terra, tá certo) cresce maravilhosamente bem aqui. Nossos caquis, seguindo a esteira das ponkans, não devem absolutamente nada aos seus ancestrais asiáticos. São suculentos e doces. Que pena que são tão ricos em calorias, apesar de serem ricos em antioxidantes. Mas sabe o quê? Com uma delícia tão grande, perdoamos o excesso de calorias por uns dois meses.  Bring them on!

Last but not least, outro grande prazer destas bandas e prova cabal da nossa sulinidade: o pinhão, o que mais poderia ser? Um comforto a mais para aquecer esses dias frios. Viva as araucárias angustifólias, esses belas e frondosas coníferas que ainda embelezam a nossa bucólica paisagem paranaense.

E você, há algo especial que você goste no inverno? Conta!

Fotos: Todas do Google Images. Espero voltar a fotografar logo.