What’s in a name?

Setembro 14, 2008

What’s in a name? That which we call a rose

By any other name would smell as sweet

Assim fala Julieta para Romeu, na antológica cena da sacada. Trazendo a tona a rixa que assola  suas famílias há gerações, Julieta pede para Romeu negar seu nome. Lindo, romântico. Porém totalmente impraticável, como o destino dos “star-cross’d lovers” mais conhecidos da história literária ocidental nos mostrou.

Em Romeu e Julieta tudo é altamente intenso e vibrante. A intensidade se traduz nos pares de opostos em jogo na tragédia amorosa: Amor x ódio, Montéquios x Capuletos, Pais x filhos, o Velho x o Novo, o Dia x a Noite, a Vida x o Dia, entre outros. Em um toque genial, Shakespeare, faz com que a própria linguagem também duele em pares de antíteses e oxímoros memoráveis, ainda que um pouco exagerados. Mas é bem verdade que tudo vibra com uma paixão marcante em Romeu e Julieta: temas, imagens, linguagem e a trama dramática.

Brilha também nossa linda e nada inocente Julieta, uma das personagens mais deliciosas e transgressoras da literatura elisabetana. Ao propor casamento a Romeu e lhe incitar a abrir mão de seu nome, Julieta ilustra sua rebeldia e sua inocência.  O erro trágico da jovem heroína é pensar que tudo ela pode mudar. O nome, ao final de contas, seja Montéquio, Capuleto, ou Silva, não é apenas uma “casca”: ele carrega uma história que confere identidade para a pessoa. E isso , infelizmente para o par trágico shakespeariano, não dá para apagar. Romeu se mata, ao fim e ao cabo, porque ele é um Montéquio. Julieta se mata porque ela é uma Capuleto. A famosa citação “What’s in a name?” é um dos clássicos exemplos da apropriação indevida de Shakespeare.  E sim, acho totalmente plausível que o grande Bardo tenha aproveitado a história romântica para relativizar a questão do nome.

JULIET:
‘Tis but thy name that is my enemy;
Thou art thyself, though not a Montague.
What’s Montague? it is nor hand, nor foot,
Nor arm, nor face, nor any other part
Belonging to a man. O, be some other name!
What’s in a name? that which we call a rose
By any other name would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call’d,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title. Romeo, doff thy name,
And for that name which is no part of thee
Take all myself.

ATENÇÃO: ESTE POST NÃO DEVE SER USADO COMO PESQUISA. TRATA-SE APENAS DE APONTAMENTOS RÁPIDOS QUE NÃO REFLETEM, NECESSARIAMENTE, AS MINHAS OPINIÕES PROFISSIONAIS.

P.S. Ain’t done yet. Back later.

Uma resposta to “What’s in a name?”

  1. Gi Says:

    Nossa, e a Olivia Hussey?! Foi uma das melhores Julietas que já vi em filmes. Fico maravilhada. Sou capaz de ver várias vezes. É o meu lado romântico. Tem um que às vezes traz à tona os instintos mais bizarros. ;-0


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