idée fixe

Setembro 24, 2008

No que tange o meu gosto literário atual, ando  cultivando algumas adoráveis obsessões. Dentre os livros do 2o bimestre que eu selecionei, está o The English Patient, do cingalês/canadense Michael Ondaatje. O romance lida com questões de  memória, identidade e pertencimento e trabalha o mapa como metáfora para a instabilidade do nosso mundo.

We die containing a richness of lovers and tribes, tastes we have swallowed, bodies
we have plunged into and swum up as if rivers of wisdom, characters we have
climbed into as if trees, fears we have hidden in as if caves. I wish for all this to be
marked on my body when I am dead. I believe in such cartography—to be marked by
nature, not just to label ourselves on a map … We are communal histories,
communal books …. All I desired was to walk upon such an earth that had no maps.

Tudo o que eu queria era andar sobre uma terra que não tivesse mapas…

Tudo o que eu queria era andar sobre uma terra que não tivesse mapas…

11 Respostas to “idée fixe”

  1. Gi Says:

    Cris, gostaria de andar numa terra que não tivesse vistos e visas, enfim. ;-))) Mapas e governos e povos diferentes eu adoro e quero que “o mundo tente ser assim por um longo tempo”. Sobre essa questão das marcas da memória no corpo, é engraçado: eu nunca correspondo (de repente, no olhar ou no peso que sinto) fisicamente a tudo que já vivi na vida. Cehga a ser irônico, frustrante ao mesmo tempo.. sei lá.

  2. Gi Says:

    Ainda mais agora namorando alguém bem mais velho que eu; fica aquela coisa “menina eterna”. E mal sabem tudo que já “carreguei” e vivi. Ou de repente, a vida é assim mesmo, todos são iguais e fico me achando por demais especial por isso. ;-0

  3. bellavida Says:

    Oi Cris, agora que me dei conta que vc mudou pro Worpress, que bom!

    Sabe que tentei ler esse livro várias vezes e não consegui? Não me lembro o porquê… O que vc achou da adaptação pro cinema? Eu gostei muito.

    bjs e parabéns pela oportuniade que lhe apareceu!

  4. cris s Says:

    Gi, acho que mais tarde na vida, o corpo acaba mostrando as marcas do que vivemos, de tudo. É um pensamento semi-poético, porque na verdade, nós gostamos de esconder as marcas. Eu sempre pareci mais nova também e acho que isso pode ter sido negativo para mim…:-)

    Mais velho?? Pode ser interessante. Muito!

    bjs

  5. cris s Says:

    Isabella,

    Não, sempre estive com o wordpress, eu mudei o layout do blog, mas este ainda não me convenceu!

    O Paciente Inglês é uma narrativa bem fragmentada, talvez seja por isso?

    beijos

  6. adriamaral Says:

    Cris, já viste o documentário No maps for these territories? Vale a pena! Vais gostar

  7. cris s Says:

    Adri, não vi, não! Mas adoro trabalhar com a questão do mapa. Será que encontro em locadoras?

    bjs

  8. Gi Says:

    Quando vier, vai aparecer tudo junto e aí que eu vou querer esconder. ;-0

  9. Gi Says:

    Ai, essa frase ficou pra lá de confusa.😉

  10. adriamaral Says:

    ih nem foi lançado no Brasil, tem q baixar, é um documentário sobre a questão da tecnologia, com o William gibson dentro de um carro entrevistando algumas pessoas

  11. cris s Says:

    Adri, dei uma fuçadinha na internet. Seria realmente interessante assistir o documentário, só que vou deixar pras férias de verão. Eu tô estourando de coisas, sei lá se vou dar conta de tudo….


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