Archive for Novembro, 2008

preparos & um pouco de cansaço

Novembro 28, 2008

Mal acabo de chegar da minha última aula do mestrado e a casa está a mil e todos animadíssimos com o nosso thanksgiving amanhã. As meninas ensaiaram algumas organizações, uma fica picando as coisas e a outra funciona como auxiliar lavando, etc. Meu marido ficou responsável pelas compras e por fazer as massas das tortas porque eu sou um desastre neste quesito. Eu faço a farofa/stuffing e as tortas: as duas pecan pies e a pumpkin que eu não posso nem sentir o cheiro de tanto que não gosto. A mince pie já desistimos porque ninguém gosta. Estão tocando música na cozinha pra entrar no clima festivo e eu só fico pensando na bagunça pós festa amanhã. Minha falta de ânimo tem tudo a ver com o fato de eu estar resfriada e querendo dar uma descansada. Mas descanso não vai ter e é melhor eu por a minha melhor carinha festiva e ir curtir os preparos com a família. Vou temperar os chesters e fazer a pecan pie que a família toda gosta. Tiro fotos e posto aqui depois.

layouts & afins do blog

Novembro 26, 2008

Mais um layout e eu não estou satisfeita, coitado deste blog que não tem cara própria, sofre de falta de identidade. Gostaria de saber como customizar o meu layout e dar um look agradável para o blog. Dia desses me deparei com um site de layouts para blogs bem legal, mas que não funciona para o WordPress. Aliás, ando pensando em migrar do WordPress por conta dessas coisas. Falam que o WordPress é o melhor, porque fornece mais ferramentas e tal. Mas você tem que aprender mil coisas técnicas para dominar a linguagem e eu não tenho nem disponibilidade nem paciência para isso. Claro que a minha busca pelo layout revela igualmente uma insatisfação com algumas coisas do blog. O público&privado não é um blog temático e, se no início ele tinha um cunho um pouco, digamos, acadêmico, aos poucos ele deixou de ter e foi falando um pouco de tudo, sem aprofundamentos. Não sei, talvez fosse legal, para alguns leitores, que eu falasse mais sobre literatura. Mas, no entanto, curiosamente, os posts que recebem mais page views e que geram mais comentários são sobre a lavanda e sobre anorexia. Não é novidade no blog que eu curto flores e  que as lavandas têm um lugar especial no meu coração. Eu até já coleciono algumas experiências interessantes com essas pequenas e singulares flores e talvez fosse o caso de ter um espaço único para elas. Algo para se pensar (em voz alta, pelo jeito, né!). Projetos para as férias, possivelmente.

síndrome de barata tonta

Novembro 23, 2008

O tão esperado e temido fim do ano chegou. Temido porque vem acompanhado de tum turbilhão de contecimentos, tarefas e pressão dos alunos.  A síndrome da barata-tonta já baixou em mim. Vou relacionar as coisas mais importantes que eu tenho que fazer, numa esperarança louca de que que eu dê um basta  logo na desorganização que essa barata-tonta provoca. Porque quanto mais rápido eu me livre dela, mais cedo eu posso curtir as férias! Campanha Xô tarefas!

  1. corrigir as provas
  2. corrigir texto e me encontrar com orientando mestrado
  3. encontrar os dois diários de classe que sumiram…
  4. preencher todos diários
  5. passar as notas na intranet
  6. assistir às apresentações de mono das minhas orientandas
  7. formatar toda revista (nem bem acabo uma…)
  8. verificar uma questão do IRF (shivers!)
  9. organizar (outra lista) o jantar do nosso Thanksgiving que será transferido para o fim de semana, já que eu trabalho na quinta e que, de qualquer forma, já estamos adaptando o evento para a nossa realidade.
  10. verificar se ainda tenho que reformatar tudo de novo um artigo que foi aceito para publicação.
  11. falta coisa, depois completo.

um mês na vida de Luana Piovani

Novembro 18, 2008

Duvido que as grandes personagens encarnadas pela reputada atriz Luana Piovani tenham uma vida tão, digamos assim, atribulada. Em primeira mão, (tá, talvez em enézima mão), acompanhemos o que aconteceu com a loira (?) atriz no prazo de um mês:

  1. O noivado com o grande ator Dado Dolabella, o homem de sua vida e com quem ela falou que ia ficar forever and ever and ever, vai para as cucuias quando ele, num acesso de cíumes,  agride Luana, a mulher de sua vida, forever and ever and ever, e depois bate na sua camareira. A sociedade fluminense fica deveras chocada, afinal, a índole do rapaz sempre foi “da maior paz” e ele é  “muito gente boa”e, além de ser filho de excelente atriz, que realmente deixou marcas no mui consagrado teatro brasileiro.
  2. Na semana posterior ao trágico ocorrido, Luana dá entrevistas exclusivas para deus e todo mundo, relatando que, primeiro: ela não foi agredida não e, depois, que foi agredida sim e vai provar, vocês vão ver. Luana foi ou não foi agredida?
  3. Luana foi agredida sim, confirmam os laudos médicos e dois vídeos. Luana é a vítima de agressão e vai à praia na Barra para afogar as mágoas na orla (e se bronzear um pouco também porque ninguém é de ferro). A vida é cruel.
  4. Mas alguns (uns 3 ou 4) dias depois, Luana é vista aos beijos e amassos com o grande empresário Felipe Simão, ex da célebre cantora baiana Ivete Sangalo. Indagada, a discreta atriz Luana Piovani diz, em inglês sem sotaque: life goes on! Sim, life goes on muito rápido, Luana.
  5. O affair com Felipe aparentemente já estava indo de vento em popa, até que, semana passada, o sério empresário agride um modelo de carreira sólida, de cerca de 15 anos, quase 16, com quem Luana teria conversado numa festa de arromba.  Nem bem se livra de um noivo violento (“eu fui provocado”, by the way, diz o celebrado ator Dolabela, provocando ecos fraternos em amigos e amigas), Luana se vê novamente acompanhada pela fúria de outro homem. Homens não prestam, ela pensa. Mas Felipe nega qualquer envolvimento na briga com o digno modelo. Ah, e afirma que ele e Luana são apenas amigos. Está bem, está bem, aqueles amassos foram apenas truques fotográficos, todos nós acreditamos.
  6. Infelizmente, no entanto, as próximas notícias de Luana continuam a seguir o mesmo curso de quando tudo começou. A atriz teria agredido uma produtora da Rede Globo por não ter gostado do cardápio servido. Luana apertou o braço da produtora e a arrastou, gritando histericamente. Cabe lembrar que a brilhante atriz é conhecidamente exigente quanto aos seus salutares hábitos gastronômicos e queria comer polenghinho light, maçã da Mônica, banana e muita, muita água de côco para hidratar, porque sabe como é que é o Rio de Janeiro em novembro.
  7. Luana negou tudo. Imagina só, logo ela que era vítima da violência. Como é que pode.
  8. Luana desiste da gravação da TV Globo, para o infortúnio dos milhões de fãs brasileiros (mais 12 argentinos e 5 paraguaios) que aguardavam.
  9. Luana dará continuidade ao monólogo, célebre texto da dramaturgia brasileira, Pássaro da noite.

Desculpem a brincadeira, é óbvio que eu tenho compaixão pelo que a Luana passou com o noivo, que, aliás, já provou para todos que não bate bem. Só que  quando a a desgraça desanda, vira deboche. A tragédia quase sempre toca a comédia, seja na ficção, seja na realidade. Se eu fosse a L.P., tiraria meu time de campo durante um bom tempo e ia repensar tudo, inclusive meu cardápio. Boa sorte para ela.

Quando se acha que se pode comprar conhecimento

Novembro 16, 2008

Plágio é um velho problema que eu enfrento na sala de aula.  As escolas deveriam educar os alunos que copiar idéias dos outros é um problema ético e moral que inclusive se configurou como crime e para o qual, inclusive, existe punição. As escolas deveriam trabalhar projetos de pesquisas com os alunos e incentivar o pensamento crítico. No geral, os alunos aparecem totalmente despreparados na universidade, não possuem a mínima idéia do que seja um trabalho de pesquisa. Presume-se, no entanto, que saiam da instituição com sólidas noções, não é? Infelizmente, isso é uma utopia. Para aqueles alunos que  não conseguem cumprir com as suas tarefas acadêmicas, há um outro tipo de recurso: a compra de trabalhos. Hoje em dia, pode-se comprar trabalhos facilmente, o aluno nem precisa encontrar a pessoa que escreveu o trabalho, geralmente um (ex) professor, mestre ou doutor. Pode-se comprar via internet, com um cartão de crédito. Muitos trabalhos são realmente bons, o que evidencia a compra para o professor. Mas o caso é que até alunos inteligentes compram trabalhos. Eu sempre descubro e sempre me sinto profundamente desrespeitada como profissional… Anos atrás, um aluno (lembro do nome até hoje…) comprou uma monografia de final de curso — não tive dúvidas: chamei a figura e bastaram apenas algumas perguntas para confirmar que ele havia comprado o trabalho. Mas sabe o que aconteceu com a criatura? No semestre posterior, “fez” sua monografia sob a orientação de outra professora que aceitou o “seu” trabalho. Quando fui comentar sobre o caso numa reunião de departamento, a sugestão foi deixar passar o fulano, afinal a outra professora não tinha certeza que ele havia comprado o trabalho e ficaria difícil comprovar. Fico possessa com isso, acho um incentivo à mediocridade intelectual, deveríamos lutar acirradamente contra a impunidade na academia. Quando eu comecei dar aulas no mestrado, me senti muito honrada, sem nenhuma pieguice, juro. Foi uma recompensa por uma carreira longa e muito suada. Sempre estudei e pesquisei arduamente e só aprendi a estudar estudando; só aprendi a pesquisar e escrever, pesquisando muito e escrevendo muito.; ou seja, não tem moleza. Acho que essa dureza também foi (é?) compartilhada por minhas amigas professoras e pesquisadoras.  Então, para aqueles que querem embarcar em um mestrado, saibam que a vida vai girar em volta de muita leitura, pesquisa e escrita. E depois só fica pior, acredite, porque você tem que escrever uma dissertação. Escrever uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado exige uma boa dose de humildade, pois é reconhecer que você precisa de muito aprimoramento. Mas, voltando ao assunto, para não ficar um post muito caótico, há dissertações e teses compradas, plagiadas — é só passear pelos sanguões de entrada das universidades para encontrar anúncios, por todo o lado, que divulgam o “auxílio” ou, mais claramente, a “venda” de trabalhos acadêmicos. Ah, e não vem com essa pensando que isso só rola no Brasil, claro que não: o fenômeno está em todo canto, aliás, é impressionante como sites americanos que vendem artigos acadêmicos proliferam. Compra-se conhecimento como se compra uma limonada… E a verdade é que todos têm dificuldade para lidar com o fenômeno e, muitas vezes, ele fica  passa impune. Mas por que diabos uma criatura copia ou compra um trabalho? Por vários motivos, por pensar que não consegue; porque não tem tempo; porque precisa do diploma, mas odeia o curso; porque simplesmente é preguiçosa e vagabunda; porque não “sabe” escrever. (Uma palavrinha para esta última: exercício, meu filho, escrever é um exercício e você só “saberá” escrever se você começar um dia). Meus pensamentos numa tarde de domingo. Pra vocês verem como a coisa é séria.

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Enfim, no fundo, tenho uma mistura de desprezo e pena desse povo — pois, se a compra de um trabalho pode significar a saída da universidade, tenho convicção, aliás, cabe uma enfâse aqui, tenho a plena convicção, que, no mercado de trabalho, a falta de conhecimento e de seriedade irá aparecer mais cedo ou mais tarde. As pessoas acabam por mostrar suas verdadeiras cores. E aí pode ser muito tarde para tentar mudar algo. Too bad.

Todo dia ela faz…

Novembro 9, 2008

tudo sempre igual.

  • Todo dia eu tomo limonada suiça com couve.  Bater no liquidificador 2 limões sicilianos (ou haiti) sem as sementes e as partes brancas com 3 folhas grandes (ou 4 médias) de couve com água e gelo. Adoçar com açucar demerara orgânico. Coar e consumir imediatamente. Eu tenho pés de couve aqui em casa, então não poderiam ser mais orgânicas. As boas línguas dizem que esse suco é fenomenal para a saúde, principalmente devido as incríveis propriedades da couve. Eu digo que ele é uma delícia e que me sinto mais disposta depois que comecei a tomar o tal suco, no início do ano.
  • Não que interesse, mas voilà uma receita minha, juro que é, foi uma inspiração que nasceu tarde da noite que eu batizei de Beetroot Midnight Salad: beterraba ralada com laranjas cortadas em pedaços e queijo cottage. Temperar com o melhor azeite que você tiver, aceto balsamico e flor de sal (pra dar uma refinada num troço ultra simples, mas fica bom com o outro também). A beterraba está na lista dos Eleven Best Foods You aren’t Eating/ 11 alimentos que devemos comer todos os dias, segundo uma pesquisa do NY Times. A laranja é aquela maravilhosa fonte de vitamina C que todo mundo sabe e o queijo cottage deve ser ótimo para alguma coisa, as well, né.
  • Aliás, tenho várias versões da minha midnight salad. É o que eu como depois de chegar em casa da universidade. Todo santo dia. Não consigo sobreviver sem elas. Minhas saladas são geralmente compostas de folhas verde-escuras e quase sempre tem uma fruta, queijo e nozes. Penso que deve fazer muito bem.beterraba

Hoje e amanhã…

Novembro 3, 2008

todos nós somos americanos. E eu já começo a dançar de pura alegria e esperança de um mundo melhor.

Go Obama!