Archive for Março, 2009

demais

Março 25, 2009

Tenho tido mais atividades do que eu consigo dar conta. Às vezes parece que as pessoas pensam que você não passa  de uma máquina que tem que produzir mais e mais. Publish or perish, esta é a  absoluta ordem do dia para profissionais como eu… Mas fora o desumano número de coisas que tenho que fazer na e para as duas universidades onde trabalho, tenho que dar conta de tudo que envolve uma casa (limpeza, comida, roupa, arrumação). Por isso mesmo, ando muito cansada e pensando seriamente em contratar uma empregada para me ajudar nas tarefas já que os habitantes deste lar estão todos com tolerância mínima com essas coisas. Até o meu marido concorda. Seria mais fácil se eu fosse uma pessoa menos exigente, talvez convivesse bem com uma sujeirinha ou outra. No meu caso, definitivamente gosto da minha casa bem arrumada e limpa. Sempre, de preferência. Quanto à comida, sou igualmente exigente e preparo refeições saudáveis e leves que nem todo mundo sabe fazer (mas eu posso ensinar). Quanto ao jardim que eu tanto falava, estava horrível, rendido ao domínio das ervas daninhas – a epítome do descaso, mas o seu Manoel já deu um jeito nesta semana e agora só falta refazer os meus canteiros.  De qualquer maneira, a minha vontade de cuidar do jardim eu mesma foi ridícula. Eu tenho mania de fazer tudo e tento obstinadamente  até o momento que a coisa realmente é demais. Fora tudo isso, eu tento sempre encontrar um espaço para correr e outro para cuidar um pouco de mim – e acho que a vaidade, em doses sensatas, faz a pessoa se sentir bem. Mas é melhor admitir aqui pública e privadamente que eu não sou uma super mulher, que eu não dou conta de tudo. Que enough is enough e é bom entregar os pontos e pedir ajuda. É o que eu vou fazer.

busy-woman

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não confie nas segundas

Março 16, 2009

Monday, Monday / Can’t trust that day

Segundas-feiras sempre foram dias complicados. Inclusive, há várias músicas que cantam as estranhezas das segundas. Em inglês, tem até um termo, “Monday blues”, que se refere à pequena depressão que  acomete algumas pessoas. Quando está chuvoso então, a única coisa que resta é cantar com a Karin Carpenter, com a devida intensidade: Rainy days and Mondays always get me down.  A minha segunda não está chuvosa, mas a danada já me lembrou que eu nunca devo confiar nas segundas-feiras. A minha vingança para você, ó bizarro e cruel dia, é que amanhã será terça!

minhas (re)investidas na esteira

Março 14, 2009

Já falei aqui no blog que eu odeio correr na esteira? Pois se não falei, escrevo um pequeno post sobre isto.

Se correr em parques é um verdadeiro prazer para o corredor que leva a corrida a sério, correr na esteira é um suplício. Primeiro  porque não tem a menor graça, a paisagem não muda e não tem o ar e aroma frescos dos eucaliptos ou das flores da estação. Não  existe lago, nem a santa brisa na cara, tampouco tem pessoas para distrair  o olhar e fazer com que  o tempo passe mais rápido. Segundo, e este tem sido o meu caso há pouco mais de um ano, tenho sentido uma insegurança estranha na passada  e têm vezes que quase chego a tropeçar, de forma que tenho me obrigado a alternar caminhada rápida e corrida. Ou seja, a minha “corrida” na esteira tem sido artificial, difícil e forçada.  Para dar uma idéia,  um esquema de corrida na esteira típico, seria: 3 minutos de caminhada + 2 corrida + 1 caminhada + 2 corrida (durante uns 15 minutos) e depois 1 caminhada + 3 corrida até atingir uns 40 minutos, num esquema progressivo. Depois, de forma decrescente, vou retornando à velocidade da caminhada natural: nunca se deve parar abruptamente. Nos parques, a corrida rende bem mais e eu não me sinto tão cansada e forçando a barra quanto na esteira. Por outro lado, sinto que suo um pouco mais  na esteira e, portanto, acho que queimo mais calorias do que na corrida externa, mas isso também pode ser minha impressão.  De qualquer maneira, uma coisa é certa: meus batimentos cardíacos se alteram mais e, como já disse, o esforço é bem maior. Acontece que se você deseja manter uma certa regularidade na corrida, a esteira é o ideal pois, chova ou faça sol, você pode se exercitar. Nas últimas semanas, tenho usado a esteira com mais frequência e tenho tido que me acostumar a um ritmo (ainda) mais lento nas minhas corridas, algo não muito fácil para uma pessoa que gosta de desafios. E, aos poucos,  como em todas as mudanças na vida, vou tentando me adaptar à idéia de que maratonas, não mais. Não mais maratonas….

treadmill-woman

can’t live without them…

Março 9, 2009

Perdi meus óculos bem no início de janeiro e fiquei  dois meses desesperada procurando-os por todos os cantos da casa até sexta-feira passada, alimentando a vã esperança de encontrá-los. O fato é que eu já não aguentava de dor de cabeça e não estava mais conseguindo ler nem escrever.  Bom, “chega de sofrimento”, pensei, e na sexta comecei a procurar o meu novo par. Fui em cinco lojas diferentes e vi coisas muito semelhantes, sem falar nos preços que mereceriam um post-protesto.  Na procura do sábado carreguei o meu marido a tiracolo e ele teve a paciência de me ver provar quinhentos e trinta óculos. Depois de três décadas usando óculos, tenho o conhecimento adquirido de saber o que dá e o que não dá para o meu rosto, então os quinhentos e trinta já haviam sido pré-selecionados e tinham, basicamente, dois formatos específicos. Por que não comprei de uma vez, então? Ah, um era muito caro. Outros porque tinham algum trocinho brilhante ou qualquer outro detalhe ostensivo para o meu gosto exigente. E também porque  uns pesavam. E porque eram também muito leves. E etc. O tempo todo eu lembrava dos meus queridos óculos antigos e de como eles funcionavam com toda a roupa e combinavam com o meu rosto de uma forma harmônica. Ora, óculos se tornam uma parte de seu semblante e eu trabalho com pessoas que ficam (quase sempre) me olhando! E dou palestras e vou à congressos. E olho no espelho também! Assim, dou o devido valor estético e funcional para um par de óculos que me acompanhará por todo canto e me ajudará a funcionar melhor profissionalmente. Na última ótica, a vendedora foi extramente solícita e gentil e, a despeito do fato de já não mostrarmos ânimo com nada, nos deu informações precisas e honestas  para perguntas que não tinham sido respondidas nas lojas anteriores. Mesmo com toda a gentileza atípíca para vendedoras aqui nesta parte do mundo eu já estava desistindo, depois de provar vários pares. Mas daí  lembrei que ela não tinha me mostrado nenhum par verde.  E eis que de uma gaveta ainda não tocada, emergem os “meus” óculos! Versão preta , versão vermelha e verde oliva. Elegantes, comfortáveis, discretos e bonitos! O meu era preto, mas eu estava mesmo de olho no verde, que pesa menos no meu rosto e combina com a cor dos olhos e do cabelo. Pus no rosto e… mágica! Serviram perfeitamente e o verde oliva foi de fato minha cor preferida. Ele tem um friso vermelho bem discreto, típico Gucci. O preço estava pela metade de quando compramos há 4 anos (o que não quer dizer que eles estavam baratos, infelizmente). Mas fiquei mesmo feliz da vida e já mandei fazer as lentes. Não vejo a hora de chegar quinta, quando passo para buscá-los. Can’t wait!

Vou tirar uma foto dos novos óculos para postar aqui. Procurei na internet, mas não achei o meu modelo, só que tem vários bem parecidos aqui.

Endurance

Março 3, 2009

Como se eu não estivesse nem um pouco ocupada hoje, ainda paro para fazer esse besteiras. Mas esse quizz hit the nail on the head (acertou na mosca) o meu estilo esportivo. Se quiserem perder tempo como eu, vão lá no site da CNN. De qualquer forma foi somente por conta da tal endurance que eu consegui correr três maratonas e que participei de várias outras corridas. Quem escuta pensa que eu corro super rápido, etc. Que nada, sou uma slow runner, corro devagar. Devagar e sempre. E raramente me desvio do meu objetivo de corrida. Isso deve significar algo, imagino  (puro devaneio de wishful thinking).

endurance

weekend quickies

Março 1, 2009

– Chris Brown and Rihana juntos de novo. No comments.

– Madonna e Jesus juntos ainda. Se cuida Jesus que a Madonna é o próprio demônio!

– Se nas férias me refestelei fazendo sorvestes, pães e mais outras delícias atividades na cozinha, agora fico feliz quando não preciso pisar na cozinha. Pena que a gente precisa comer pelos menos umas 3 vezes por dia…

– Tenho mantido o meu tradicional modus operandi de fazer tudo na última hora. Mas tenho conseguido, como sempre, dar conta dos prazos. Hoje escrevi e mandei o proposal para o World Shakespeare Congress em Praga (o mais badalado evento da comunidade shakespeariana).  Uma adaptação com sotaques brasileiros do grande bardo (para inglês ver): fingers crossed e Praga que me aguarde (a mim e minhas queridas amigas).

– acabado, este não totalmente de última hora, o meu capítulo para o livro Shakespeare sob múltiplos olhares, que vai ser lançado no IV Abril de Shakespeare, onde eu também vou dar uma palestra sobre algo… shakespeariano  (o que mais seria?) que eu nem comecei a pensar. Afinal, ainda tenho muito tempo e eu gosto de fazer as coisas de última hora, como se ninguém soubesse.

– agora que recebi todos os artigos, vou fazer a editoração do segundo número da revista. Ninguém imagina as coisas que os professores são obrigados a aprender e fazer…

– começo de semestre e, como de costume, entro na sala carregando livros trocados. Cabeça que pensa em mil coisas ao mesmo tempo é assim mesmo e não, não é a idade ainda (obrigada). Sempre foi assim. Acontece, também, que essas aulas que eram pra ser outras, acabam sendo divertidas e informativas. Como assim? It’s a mystery, it’s a mystery, my friend.

– notícia muito, mas muito importante que irá transformar a minha vida: a M.A.C. abre aqui em Curitiba em março. Já fiz uma listinha com os meus next MAC produtinhos… só falta o dinheiro.

– ando meio cansada, fazendo mil coisas e o chato de tudo é que eu não tenho corrido. Ou bem o tempo está chuvoso, ou simplesmente não dá vontade. A corrida me faz sentir super bem e me dá uma energia bárbara. Ando pensando seriamente em voltar para a academia e talvez fazer Pilates, sucumbindo à essa onda toda. O problema é encontrar horários e stick to them! Vamos ver.

– também um pouco de cansaço da internet. Plus ça change, plus c’est le même. Mas o cansaço daqui tem a ver com o meu cansaço pessoal. Nada sério, daqui um pouco eu melhoro.

– Estou com mais duas, repito, mais duas novas orientandas do mestrado. Detalhe: uma delas tem que defender a dissertação até junho. Duvido muito que ela consiga, mas vamos tentar.

– ah, e para acabar in grand style, The Guardian alerta que os americanos usam papéis higiênicos macios e estão estragando com o planeta. O eco-estilo é usar papéis higiênicos grossos e ásperos. O planeta agradece. O corpitcho nem tanto, né?