massagens ou não: nossas desventuras na china

Agosto 3, 2009

Juro que não tinha a  menor pretensão que fossem como as maravilhosas que tivemos nos nossos hotéis na Tailândia. Dei uma olhada nos altos preços da massagem do hotel e não me animei. Ainda em Beijing, a nossa guia fala das massagens e pergunta quem se interessaria. Ao saber o preço, logo levantei a mão e então estava combinado: massagem para mim e para o meu marido no quarto. Uma hora depois chega o “massagista”, que parecia mil coisas menos um massagista. E ainda por cima cheirava a álcool! Falamos que não, mas ele não entendia nada, nem não. Ele liga o celular e, pelos gestos, entendemos que ele iria embora. Tanto melhor. Dali a 15 minutos a campainha toca e ele traz uma mulher estranha que, como ele, parecia mil coisas menos uma massagista. Olhei para o meu marido e juntos falamos: Não. Nós queremos massagens com massagistas profissionais. Deve ter havido algum engano. O massagista tentou forçar, começou a falar alto e ligou o celular novamente, esbravejando sabe-se lá que impropérios chineses. Melhor assim, falamos. Conseguimos nos safar de uma máfia chinesa de falsos massagistas liderada pela nossa guia, só podia ser isso.

No dia seguinte, Nicholas, o nosso novo amigo inglês, fala que ele teve uma das melhores massagens da vida dele com um dos tais “impostores”. Eu e meu marido apenas nos entreolheamos. Too bad.

Dez dias depois, em Yangshuo, decidimos ficar sem o grupo e curtir algumas horas de liberdade nao centro da bela cidadezinha. Encontramos uma massage house, como várias que vimos em outros lugares. Meu marido sugeriu a massagem no pé, algo aparentemente inócuo. Tudo bem. Entramos no lugar, a moça nos leva para cima e nos direciona para um quarto iluminado com uma luz vermelha e pela tela de uma TV. Nos acomodamos meio sem jeito nas cadeiras. Chega o massagista que iria se ocupar do meu marido. Ni Hao! A mulher pede para eu sentar e me faz uma massagem nas costas. Mãos hábeis, bom sinal. Depois as pernas, usando bastante pressão. Finalmente os pés, me animei, os pièces de résistance das nossas foot massages. Quem dera! Que mãos da chinesinha! Pressionava os pontos que somente os chineses, com toda a expertise em do-ins, acupunturas e sabe-se lá o que mais, devem saber. Eu gemia de dor e ela ria, pressionando mais ainda. Meu marido, nessas alturas, nas mãos do chinês, adormeceu e ressonava. Quando o martírio da foot massage acabou, dei graças a Deus! Pagamos e fomos embora.

Interessante que eu me senti totalmente revitalizada depois. Santas mãos da chinesinha.

4 Respostas to “massagens ou não: nossas desventuras na china”

  1. Leila Says:

    He he he, eu pensei que vocês não iam conseguir se livrar dos massagistas mal encarados! Mas imagino que, mesmo sendo bons, massagistas de hotel não são melhores que os que trabalham nas casas específicas. bjs

    • cris s Says:

      Leila, até fiquei um pouco com medo pq o homem falava mto alto, qse gritando. Não ficou claro no meu texto, mas eles não eram massagistas do hotel e sim conhecidos da guia haha! beijos.
      P.S. Como foi a viagem ao Rio?

  2. bellavida Says:

    Eu tb teria medo, Cris… Já fui massageada 2 vezes por homens e não consegui ficar à vontade… Uma foi no Havaí e a outra em Phoenyx, Arizona. Agora tenho uma cubana que vem em casa : )

    bjs


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