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Twitter – Blog – Facebook: quem é você?

Novembro 15, 2009

Se eu tivesse todo o tempo do mundo, responderia que eu sou Twitter, que sou o Blog, que sou o Facebook e o que mais chegar. Mas não tenho o tempo que gostaria. Aliás, me sinto até mesmo culpada de estar aqui escrevendo este post, só pra dar uma idéia. Mas também sinto muito saudades da relativa tranquilidade do blog. O blog te permite direcionar assuntos e cultivar algumas amizades, algo que o Twitter não faz. O Twitter é rápido e irritantemente instantâneo. Tenho pensado sobre o assunto e apesar de não ser nenhuma especialista feito a Adri Amaral,  ouso dizer que o formato do Twitter  molda o tema. Afinal, apenas manchetes podem ser noticiadas no twitter (e aí reside uma das suas maiores glórias).  E o problema de manchetes é que eles apenas apontam à questão. Além disso algumas vezes a leitura de manchetes leva a compreensões erradas. Então o Twitter é artificial, atirado e ousado.  Não sei se eu sou uma Twitter kindda girl: o twitter é vertiginoso para uma virginiana. O fato é que houve um certo êxodo de amigos que tinham blog para o Twitter e eu quis também vivenciar a experiência. Portanto, abandonei vergonhosamente o público&privado, algo que eu nunca tinha feito ao longo de três anos. E  a verdade é eu sinto falta do meu blog, dos meus posts que eu escrevo e que me dão uma sensação de completude (por falta de um termo melhor), dos amigos que se foram, aqueles três leitores que visitavam o blog para ler as minhas novidades. O blog me permete ir mais longe, introduzir um papo aqui e interagir de forma mais satisfatória que o Twitter. O blog me permete exercer a escrita (ainda que informalmente).  O blog permete que as pessoas me conheçam um pouco melhor do que o Twitter. Portanto, acho que eu vou voltar aos poucos e adoraria retomar as amizades. De qualquer forma, com ou sem leitores, vou voltar a postar e a escrever mais do que cento e quarenta caracteres sobre mim, sobre o que eu penso, e, quando eu quiser, também escreverei sobre as minhas pesquisas e atividades profissionais.  Mas tudo em doses homeopáticas, bien sûr.

A cara do meu dia é música “Meu Sangue Latino” (Ney Matogrosso), que eu amo.

Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados.
Os ventos do norte não movem moinhos.
E o que me resta é só um gemido.
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos,
Meu sangue latino, minha alma cativa …
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