alguém conhece?

Julho 6, 2009

Alguém conhece um blog de brasileiros na China? Alguém esteve na China recentemente ou conhece alguém que esteve lá? Agradeço se você puder deixar um comentário neste post. Essas informações podem me ajudar. Quem sabe até me tranquilizar. :-)

Obrigada.


should I stay or should I go…

Julho 5, 2009

Viram à quantas a gripe suína está na Inglaterra? Conhecem as rígidas medidas que a China está tomando com os viajantes de outros países para tentar conter a pandemia? Pois é, e eu chegarei de um vôo da Inglaterra que provavelmente será super escrutinado dentro e fora do avião pelas autoridades chinesas…É claro que está me dando um medo básico. Imagina só ficar trancada uma semana em um hospital chinês, num quarto mínimo com apenas uma TV assistindo canais chineses? Porque eles têm pleno direito de fazer o que quiserem e há muitos casos nos quais eles separaram o marido da esposa. Minha muralha, a cidade proibída, meu rio li, o exército de terracota, os belos templos budistas e os imponentes palácios imperiais, mais o eclipse solar do meu marido, como ficam?Juro que não sei. Porque eu estou repensando. Compramos esta viagem, uma espécie de expedição de astrônomos  e simpatizantes para ver o eclipse solar, há quase dois anos. De qualquer maneira, caso nós decidirmos encarar a aventura e enfrentar o que possa vir pela frente, acho que seria uma boa idéia levar uns dois livrinhos light’n easy reading na bagagem de mão. Alguma sugestão? A propósito, a decisão de stay or go, está nas minhas mãos. Pois, tal qual os  astrônomos (e afins) membros da nossa viagem, meu marido é totalmente fissurado pelos fenômenos celestes. Tipo, o resto é mero detalhe…

Eu realmente não sei o que devo fazer.


breves

Junho 28, 2009
  • Síndrome de final de semestre agravada por encheção de uma aluna que acha que pode “dar um jeitinho” no final para poder passar. Eu deveria alertar este povo que “dar um jeitinho” é a senha para que nada se resolva comigo. Se dá certo com outros professores, sorry minha filha, eu tento sempre fazer a coisa certa e você não é diferente de ninguém. Mas mudo de assunto à jato pois não quero mais pensar sobre a questão.
  • Aqui estou a pesquisar sobre o Terminal 5 no Heathrow onde vamos passar 6 horas em trânsito. Estava a ponto de reservar um day use em um dos hotéis dentro do aeroporto quando meu marido me dissuadiu, dizendo que fazer a alfândega (out e in) lá pode levar muito tempo. Imagina só perder o vôo para Beijing, de jeito nenhum. Eu ainda tenho esperanças de encontrar um canto, talvez um daqueles lounges da BA para descansar e esticar as pernas para a próxima etapa da nossa aventura. Yes, vai ser uma aventura!
  • Daqui a pouco vou começar a planejar o que vou levar na mala. Eu e o meu marido levamos sempre muito mais do que precisamos. É algo vergonhoso. Sempre ambicionei ser como aquelas mulheres que viajam com o mínimo e estão sempre incrivelmente elegantes. Pois é, essa não sou eu. Mas é melhor tentar enxugar tudo porque nossa viagem será uma espécie de expedição e teremos que levar um tripé e pelo menos uma Canon com lentes grandes e estou cruzando os dedos esperando que o meu marido não queira levar nada mais…  Quanto a livros, sempre a mesma coisa: nenhum dos meus livros são o tipo de leitura ideal para viagens como essa.  O ideal seria um best-seller bem trash, mas, ainda assim, cativante. Alguma sugestão?
  • Ando preocupada com a viagem e já sofrendo com antecedência. Tem a questão da quarentena na China: se algum oficial da saúde chinês achar que você está com sintomas de gripe, eles têm o direito de te deixar em quarentena sózinha (sem o meu marido!) num hotel. Imaginem só! Mas é claro que não estou pensando muito nisso, porque eu não tenho nenhum plano de desenvolver gripe nenhuma. Tem, também, a questão dos vôos e o meu medo de voar, coisa que eu enfrento há décadas e que só faz piorar. Tem mais a questão de deixar as meninas e imaginar se elas irão ficar bem. E deixar a casa e o gato. Mas é óbvio que eu vou e tenho certeza que me maravilharei com as maravilhas, que, se o tempo permitir, fingers crossed, iremos ver um espetáculo cósmico fantástico num lugar exótico (aos meus olhos). Desses que, como diz meu marido, mudam a nossa percepção da vida. Então é isso: mudanças sempre são benvidas.  Então,  Beijing,  Cidade Proibida, Grande Muralha, Shangai, Rio Li (abaixo e que sempre me encantou), outros lugares que eu já esqueci o nome, eclipse solar, e tudo mais que eu possa conhecer e descobrir: me aguardem!

Li River


cha-cha-cha-changes

Junho 18, 2009

acho que é o inverno, mas a minha fase maquiagem sumiu. Há semanas que eu não passo nada no rosto a  não ser corretivo e rímel. Devo estar assustando o povo por aí, mas azar. A vontade é absolutamente nula.  Claro que continuo cuidando da pele e passando os cremes da minha dermatologista, que é o que efetivamente funciona. O resto é conversa fiada e já foi mais do que comprovado que não faz diferença nenhuma. O que funciona, então? filtro pra proteger; anti-radicais livres contra o envelhecimento e tratamentos com os ácidos (retinóico, glicólico etc) para promover a produção do colágeno e reduzir as rugas. Como a minha pele é  ULTRA sensível e eu não posso passar nenhum desses ácidos, faço aplicações periódicas com luz pulsada. Uma maravilha. Enquanto esta fase não passa, os meus produtinhos da MAC ficam colecionando pó.


signed, sealed and delivered!

Junho 16, 2009

Acabei o artigo! Até que gostei do resultado, algo raro porque sou sempre hiper crítica com tudo que eu faço. Escrevi sobre Shakespeare e a Astronomia, inspirada pela possibilidade de observar o Eclipse Solar na China  em julho e pelo meu marido. Ele é tão apaixonado pelas estrelas que construiu um observatório aqui em casa. Suas fotos são algo espetacular. Abaixo a foto que ele tirou da Eta Carinae.

Agora vou tratar de voltar à normalidade, se é que isso existe…

Eta Carinae2


reticente

Junho 7, 2009

não dá nem pra chamar de writer’s block porque eu não sou uma escritora né. Mas que é doloroso escrever é. Trata-se de um artigo já bem pesquisado. E eu continuo lendo e achando informações incríveis e também totalmente desnecessárias. Eu já sei que sei o suficiente pra escrever o dito cujo e sei que agora é sentar e botar os dígitos pra funcionar! O negócio é que quando eu sento pra escrever, acabo rapidamente arrumando uma desculpa muito importante e daí me enrolo e, quando eu vejo, acabou o dia. Já não viro mais a noite escrevendo como eu fazia quando escrevi a tese. Agora ando toda regrada com horários e tarefas corriqueiras como levar e buscar as meninas. E também corro umas 3 x semana. E passo horas, ho-ras de terça a sexta preparando minhas aulas.  Quem falou que professor não prepara as aulas hein? De qualquer maneira, sempre funcionei bem sob pressão. Nada como uma corda no pescoço pra operar milagres. A minha esperança então: a corda no pescoço, esta semana. Chegou a hora do tudo ou nada.


comigo não…

Junho 3, 2009

Acabo de me dar conta que eu perdi a melhor parte do artigo que estou escrevendo. Decidi vir aqui pra desabafar… O interessante é que no fim de semana eu tinha dito para a Adri que essas coisas raramente aconteciam comigo. Tá bem, já aprendi a lição. Mas aqui entre nós não sei como que eu perdi o texto, pois eu jurava que tinha salvo o documento no meu laptop, p/ poder transportá-lo para o desktop. Bem, vamos lá tentar recuperar o texto, o tempo e as idéias perdidas….


Inverno é bom mesmo no hemisfério norte

Junho 2, 2009

No hemisfério norte as pessoas não morrem de frio dentro de casa. O rótulo de País Tropical não contempla o sul do Brasil, onde sofremos de frio fora e dentro de casa no inverno. Eu já passei 4 invernos no hemisfério norte e em nenhuma ocasião  passei tanto frio quanto passo aqui. As roupas que uso  fora são as mesmas que preciso usar dentro de casa. Hoje, Curitiba registrou a manhã mais fria do ano com 3 graus só que a sensação é de um frio mais intenso por conta da humidade, uma característica desta cidade, seja no inverno ou no verão. O negócio é se preparar porque parece que vem muito mais frio a partir de amanhã.

  • Os meus treinos para a corrida T&F acabam bem prejudicados porque eu não consigo me animar muito pra correr neste tempo inclemente. Até fui no domingo passado, quando não estava tão frio e vou tentar correr um pouco hoje, mas a vontade é absolutamente nula.
  • Embora eu tenha criticado veemente o nosso inverno no quesito temperatura,  tenho que reconhecer que adoro as frutas e as comidas que só temos nesta época. As ponkãns estão quase no ponto, as mixiricas, no entanto, estão  maravilhosas. Os caquis, grandes, doces e suculentos. Os pinhões são também um grande comforto para o frio. Este ano esperamos ir a alguma festa junina para bebermos quentão e comermos os quitutes. Ou seja, nem tudo está perdido neste inverno.

Dickinson e a “infecção na sentença”

Maio 27, 2009

Concordo com Harold Bloom quando ele afirma que  Emily Dickinson “exige uma participação tão ativa do leitor que é melhor estar com a mente naquele raro melhor estado” (apud BARBOSA, p. 111). Seus poemas não são empreitada fácil: construídos por meio de paradoxos inusitados, possuem uma ironia sem par. Isso sem falar na estrutura e nas estratégias linguísticas, que romperaram com as convenções da época e prenunciaram em, pelo menos meio século, o modernismo. Eu adoro ensinar a literatura do século XIX, mas dar aulas sobre a Emily Dickinson não é tarefa tão facil: em que se pese a ementa dos Cursos de Letras que nos permite algo como duas ou três aulas, um tempo ridículo para uma autora que necessitaria de um curso somente para si. No meu caso, opto geralmente por trabalhar um ou dois aspectos de sua obra apenas e trabalho com poemas em inglês  com a versão traduzida para o português. Este semestre vou dar um poema que eu gosto muito e que ilustrará uma das questões que estou abordando, mas que não tem tradução em português… O que eu fiz? Ora, neste, como em outros casos, faço, de punho próprio, a tradução. Ideal não é, mas consiste na única alternativa prática para que os alunos que não dominam a língua inglesa possam ter noções sobre que o poema trabalha. Não preciso nem dizer que, se traduzir poesia mesmo para tradutores profissionais é uma tarefa ingrata, imaginem o que é para mim. Enfim, abaixo o poema ao qual me refiro.

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I dwell in Possibility–
A fairer House than Prose–
More numerous of Windows–
Superior–for Doors–

Of Chambers as the Cedars–
Impregnable of Eye–
And for an Everlasting Roof
The Gambrels of the Sky–

Of Visitors–the fairest–
For Occupation–This–
The spreading wide my narrow Hands
To gather Paradise–

Um dos meus poemas favoritos é este abaixo que remete à questão da autoria feminina e traz a metáfora tão explorada pelos estudos feministas: a “infecção na frase”. Como agora não tenho nem tempo nem tampouco a mente “naquele raro melhor estado” que Bloom sugere para ler Emily Dickinson (sem falar para ensiná-la), deixo-o apenas como sugestão de leitura/interpretação dos leitores interessados.

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A Word dropped careless on a Page
May stimulate an eye
When folded in perpetual seam
The Wrinkled Maker lie

Infection in the sentence breeds
We may inhale Despair
At distances of Centuries
From the Malaria –


run, cris, run!

Maio 25, 2009

Pois é, agora que eu já fiz a inscrição, posso falar:  vou participar da corrida de 10 k, da Track&Field Run Series! Não, não é loucura — tenho corrido com uma boa frequência, só que distâncias relativamente curtas: de 6 a 8 quilómetros. Achei que poderia ousar um pouquinho e chegar nos dez. No calor da corrida, tudo pode acontecer! Confesso que dá um frio na barriga só de pensar, mas vamos lá. A verdade é que essas corridas são um agito ultra bom e especificamente a corrida da Track&Field é super bem organizada e concorrida.  E terei mais uma medalha para a minha coleção, admito que já estava com saudades da sensação.  Além de tudo, terei uma super companheira: minha filha! How cool is that?

tf_runseries