público&privado

Flores e lero-lero

Julho 13, 2008 · 10 Comentários

O nosso inverno este ano tem sido hiper ameno. Quase todo dia faz sol e as plantas naturalmente pensam que é a primavera. O resultado é que tudo está brotando e o que era pra dar pinta só em setembro já está aparecendo agora, em julho. Uma loucura mesmo. O azul anil do céu tem estado espetacular, como dá pra ver abaixo:

Tanta loucura que apronto com os meus canteiros que acabei sucumbindo para uma coisa mais normal, a conselho do jardineiro. O negócio é que eu curto mesmo misturar plantas e flores de tamanhos e cores diferentes, mas é difícil porque sempre uma planta prevalece e mata as outras. O resultado pode ser um desastre, mas quando dá certo fica muito legal. O fato é que eu ando sem tempo, sem dinheiro e sem saco, então segui de bom grado o conselho do seu Manoel e plantei dois canteiros de amor-perfeito com flor de mel nas bordas. Para ser honesta não gostei muito porque está tudo muito certinho para o meu gosto. As flores são super coloridas e tal mas umas margaridinhas selvagens me apetecem muito mais.

Por outro lado, estou ansiosíssima com as orquídeas. Depois de um ano, quase sempre esqueço suas cores, o que é ótimo pois as belezas me surpreendem sempre. Aliás, na falta das lavandas, minhas all-time-favorite, as orquídeas têm sido as flores da vez. Elas nunca falham, sempre tem uma dando sopa e seus vasos fazem arranjos lindos.

Mais uma cheia de botões. Daqui umas duas semanas e elas estarão com flores lindas.

A bromélia aqui de baixo me surpreendeu porque depois de tê-la transplantado da casa velha, oito anos atrás, ela inventou de florescer agora. Eu plantei a bromélia em baixo de uma palmeira e achei o máximo quando a encontrei há duas semanas. Ela dura uns 2-3 meses e depois só Deus sabe quando ela volta.

Mas é o seguinte: ando realmente entediada com muita coisa. Com o meu julho que deveria ter sido uma coisa e foi outra, com a blogosfera e com umas outras coisinhas. Ando achando esse blog meu muito chato, muito controladinho pro meu gosto. Eu não me importo que ninguém comente ou que pouca gente leia o que escrevo, não se trata disso. Porque na verdade não tenho absolutamente nenhuma aspiração a ser uma grande blogueira, sai daí meu. Primeiro que eu não tenho o menor tempo pra isso, segundo que eu fico boba com as idiotices que eu leio por aí, com a falta de informação e conhecimento e isso — para mim — é bem complicado. Eu não tenho absolutamente interesse nenhum de demonstrar minhas abilidades acadêmicas aqui e não fico contando o que eu fiz e o que não fiz, de uma maneira ostensiva. Fico impressionada com a necessidade que muitas pessoas têm de se mostrar tanto e de passar doutrinas baratas do que deve ou não ser feito. Socorro! Acho abominável, por exemplo, perceber que, o simples fato de morar no exterior garante, para algumas pessoas, o direito de criticar “o(a) brasileiro(a)”, como se a pessoa fosse melhor ou tivesse aprendido mais (já que entrou em contato com o primeiro mundo…). Ora, antes de tudo, aprendam inglês bem, assimilem e entendam a complexidade da cultura do país onde vivem e procurem saber mais sobre as diversidades do Brasil… Desculpem o desabafo, mas há tempos queria falar isso. O que eu curto mesmo é quando encontro um papo descompromissado, opiniões sólidas sem pretensões descomunais e uma troca de idéias sem preconceito. É claro que todos escrevemos, vez por outra, textos rapidamente, afinal trata-se apenas de um blog. Mas um blog não deveria ser um lugar para vender filosofias baratas como se fosse a verdade absoluta e também não deveria ser lugar de afirmação de egos inflados.  Enfim, pra matar o tédio, fui tirar algumas fotos aqui pertinho de casa ontem. Essa foto é do Bosque Alemão e eu gostei bastante:

É isso. Boa semana!

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Dibobeira

Julho 8, 2008 · 2 Comentários

Dibobeira aqui nessa casa que tá com um jeito inóspito de ninho vazio, eu hein… Já que os prazos que estavam estourando (como eu previa, hoho) foram todos estendidos para o final de julho. O que fazer? Escrever os dois artigos para poupar trabalho e ansiedade no final do mês? Claro que não. Acabar de ler os três romances (Jasmine, Relato de um certo Oriente e Sobre a beleza) que eu tinha separado para antes de agosto? Tampouco, leitura não é uma atividade adequada para quem quer ficar dibobeira. Cuidar das pobres flores sua pessoa preguiçosa e metida que ainda fica inventando que é jardineira? Não, nem as flores, muito embora o dia esteja lindo de morrer com o céu pintado daquele azul límpido dos dias de julho de outrora. Limpar a casa, organizar os livros e os papéis que estão espalhados vergonhosamente em volta do computador? Nem pensar.  Ir ao cabeleireiro e dar cabo dessa raiz que está me deixando com uma cara de duzentos anos? Nah, esqueça, isso já se configura como tarefa. O legal mesmo é ficar aqui assim, dibobeira, totalmente à toa, se sentindo a inútil mais competente da face da terra. Que maravilha ser tão talentosa em algo! O procedimento pra dibobeira deve ser, mutatis mutandis, esse: munir-se de um computador. Visitar todos os sites de celebridades, evitando toda e qualquer leitura textual de mais de dez linhas.  Com ressalvas para as fofocas, é claro, porque essas são tudibom pra ficar verdadeiramente dibobeira. Atualize o seu YouTube, invista tempo nas entrevistas das celebridades, tem cada jóia rara por aí. Cheque o teu email de quinze em quinze minutos e quando você receber um email, não leia, vai que é algo importante! Leia todos os blogs legais, comente sobre inutilidades, mas lembre-se de apenas fazer elogios para você não se arrepender depois, sabe como é essa blogosfera de vaidades. E se nada der certo, fique só olhando pra tela, sem pensar em nada, mas pensando. Ah, e depois escreva um post com o título dibobeira.

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Então tá

Julho 4, 2008 · 1 Comentário

- Mãe, hoje vi o Karl Lagerfeld pela segunda vez. Nos contaram que ele é nosso vizinho. Ah, daqui um pouquinho vamos tomar chocolate quente no Angelina. Vou estar pensando em você. E você?

- Então tá, filha. Eu e o Dad estamos de saída para fazer compra na quitanda. Tá faltando farinha e tomate.

(…)

A Maria Luiza, minha filha mais velha, está passando uma temporada em Paris. Eu adoraria estar lá com ela porque eu morei em Paris por um ano e tenho ótimos souvenirs. Mas ela está com a minha mãe e, pelo jeito, a coisa está cheia de glamour e charme! Um pouco diferente da época que passei estudando e trabalhando (mas aproveitando horrores!) na Cidade das Luzes!

Profites-en pour moi e pour toi ma belle!

P.S. Angelina é um café ultra tradicional e badalado, que tem o chocolate quente mais gostoso do mundo.

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Você queria ser a Angelina Jolie?

Julho 3, 2008 · 10 Comentários

 Imaginem só chegar ao ponto de ter que mostrar o barrigão para apaziguar os vorazes paparazzi que nunca dão tregua. Nem para parir. Que horror.

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Fim do semestre

Junho 24, 2008 · 5 Comentários

A procrastinação já não pode mais ter lugar aqui. Os prazos estão vencendo e agora vale apenas a filosofia da Nike: just do it! Eis, então, a minha to-do-list para efeitos organizacionais:

  1. Terminar de corrigir as provas e trabalhos de quatro turmas
  2. Entrar as médias e faltas no sistema
  3. Organizar os diários de classe e entregá-los
  4. Terminar de ler a dissertação de Mestrado 1
  5. Preparar a minha argüição
  6. Terminar de ler a dissertação de Mestrado 2
  7. Preparar a minha argüição
  8. Formatar onze artigos para publicação na revista eletrônica dos alunos do Mestrado
  9. Me reunir com a pessoa responsável por publicações eletrônicas

Eu sei que a lista não está completa, mas por ora basta. Boa sorte para mim!

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Setenta e sete mil !

Junho 16, 2008 · 7 Comentários

Não tenho a menor idéia do que isso representa, acredite, mas quero deixar registrado que hoje o Público&Privado recebeu 77 mil hits!! Eu desconfio que a grandíssima maioria das pessoas que passa por aqui estava procurando outra coisa. No entanto, sei que alguns dos meus posts são até bem populares. O post sobre a minha paixão por lavandas ainda recebe alguns comentários. O post sobre a Literatura e o Aquecimento Global é lido, mas ninguém comenta. Aliás, acredito que eu tenha bem poucos leitores, mas são os mesmos de sempre e eu fico muito feliz por isso. De vez em quando o meu querido amigo Aldo lê as minhas besteiras e agora tem também a Ziloah, minha amiga desde o magistério. Tem épocas que eu não tenho tempo para o blog, tem épocas que o assunto está escasso, tem épocas que eu não quero escrever. Mas quero manter este cantinho aqui, nem que seja para os meus cinco querido leitores. Ah, e para mim, é claro! Porque é legal pensar que o blog possa funcionar como um registro pessoal, um pouco na linha do diário, com pinceladas de literatura, crítica, flores e o que mais der na telha. Para você que vem de vez em quando ler os meus modestos posts, obrigada e um abraço!! Cris S.

Por que razão o número 77? Dá uma olhadinha aqui. No creo en las brujas, mas sempre é bom, né?

 

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Flip e aquela vontade…

Junho 16, 2008 · 6 Comentários

Para variar, a programação da Flip 2008 está muito, muito boa. As conferências que mais me interessam são a do excelente crítico Roberto Scharwz, “A Poesia envenenada de Machado de Assis” e “Shakespeare, utopia e rock’n roll”, do dramaturgo inglês ferícissima Tom Stoppard. Para mim, o melhor dramaturgo vivo. (Sim, estou lembrando do Harold Pinter, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, mas eu gosto muito mais da obra do Stoppard). Dá uma vontade louca de me mandar para Paraty, aquele canto encantador da Rio-Santos. Ficar em uma pousada charmosa e respirar o ar praiano e literatura. Ver e escutar o Stoppard em carne e osso – porque YouTube nenhum substitui “the real thing“, como diria o próprio autor. Como nossa ida para o hemisfério norte ainda não foi definida, talvez ainda tenha uma chance para o Flip. Veremos.

 

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Uma conversa com Rushdie

Junho 14, 2008 · Sem Comentários

No outono de 2003, eu estava fazendo pesquisa para o meu mestrado (Literaturas de Língua Inglesa) em Harvard. Lá, tive a oportunidade de ter aulas e conhecer alguns críticos que eu admiro muito, o Stephen Greenblatt foi um deles. Mas olhem só o que eu perdi bem na manhã que eu não pude ir à Universidade: o Salman Rushdie! Aconteceu assim, sem anúncios ou alarde, do nada, no começo da manhã, os alunos foram convidados para a palestra do Rushdie, que estava no M.I.T.  Salman Rushdie, como todos sabem, vivia ainda escondido por conta do fatwa que Aiatolá Komeini havia ordenado. Rushdie chegou, maravilhou todos com uma palestra cheia de brilhantismo e ironia (marca registrada de suas obras, ainda que o tacanha do Aiatolá não tenha percebido) e… sumiu! E eu não assisti! Mas não perco os videos do YouTube, de jeito nenhum. Este aqui é uma conversa deliciosa com Salman Rushdie, puro charme e brilhantismo.

 

 

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Importantíssimo - não perca!

Junho 2, 2008 · 22 Comentários

Só porque eu tenho que preparar a minha palestra de sexta, fico me enrolando com tudo para não fazer nada do que devo. Só para me enrolar ainda mais, escrevo essas dicas de beleza porque, afinal de contas, dicas de beleza têm uma relevância aboluta para a humanidade. Além de eu ser uma grande especialista no assunto, lógico.

Pele

Eu não tenho mais pele de garota por motivos óbvios e infelizmente não posso usar a maioria dos cremes disponíveis pois minha pele é extra sensível.     Geralmente faço a limpeza diária com uma mousse para o rosto da Anna Pegova à base de chá verde e verbena (o cheiro é divino!). Depois borrifo um produto para peles sensíveis à base de chá verde. A seguir passo um creme hidratante da Anna Pegova que eu misturo com o pó de pérola que eu comprei em Hong Kong. Gosto do efeito meio aveludado que a perola deixa na pele. O uso cosmético e medicinal da pérola conta com mais de 3 mil anos e os chineses juram que o uso contínuo tem poderes rejuvenecedores. Como eu não uso continuamente, não posso falar nada mais do que já falei. Aliás, continuidade é um problema para mim pois eu sou super cética quanto a creme anti-rugas e anti-idade, frequentemente tive que abandonar uns creminhos por conta da reação da minha pele, mas agora aprendi.  Os únicos que adiantam para o rejuvenescimento devem ser aqueles com ácidos, bem os que eu não posso usar, que droga. Então quanto mais leve e natural o creme (tipo para peles de bebê), melhor para mim.

Maquiagem

Três palavras essenciais: M.A.C., M.A.C., M.A.C. Vital, se você quiser ficar com uma feição natural. Até que estou bem munida dos produtinhos, mas aqueles que são absolutamente essenciais para mim são os esses: olhos: corretivo, rimel, lápis marrom para os olhos, lápis bege com brilho para os olhos; boca: lápis cor da boca para acentuar o contorno (nada de querer aumentar os lábios porque dá o efeito de palhaço), batom da mesma cor e um brilho ou gloss de cor mais clara que o batom.

A minha “maquiagem” do dia a dia é feita em menos de 5 minutos, ainda bem porque eu não tenho paciência. Quando quero caprichar, a história muda de configuração e eu apelo para uma base ultra fina + pó translúcido. Uso também sombras e delineador marrom para “abrir” o olhar. Uso também um pigmento iluminador milagroso que eu adoro e passo embaixo das sombrancelhas e nas têmporas (tudo da M.A.C.).

Perfume

Se sou fiel quanto aos cosméticos faciais, a coisa muda radicalmente com os perfumes. Eu adoro variar perfumes e tenho alguns. Mas só tem um que eu considero especial: o Bulgari.

 

Aliás gosto muito desse outro Bulgari (Bulgari Omnia) aqui também. Tem umas notas orientais fabulosas:

 Mas o primeiro é especial porque é o favorito do meu marido e noblesse oblige, sabe como é que é.

Agora que eu já falei um monte de inutilidades e perdi bem o meu precioso tempo, vou tentar fazer algo para de relevante para começar a semana. Sorry, folks.

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Life is…

Maio 25, 2008 · 2 Comentários

No matter what you say, life is the amazing stuff that happens whilst you sit down to write your posts. Inasmuch as I like writing about life, I prefer the real taste of things when I’m out there. Let’s face it, nothing beats life. Not even the best fiction ever written.

Carpe Diem today and always.

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