Archive for Dezembro, 2008

New Year’s Resolution IV

Dezembro 30, 2008

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As minhas resoluções para o Ano Novo são quase sempre as mesmas e, ao contrário do que possam fazer crer os quadrinhos abaixo, eu acredito em fazer resoluções e me impor desafios. Algumas das minhas  resoluções foram cumpridas, o que me dá muita satisfação. Na realidade, eu acredito em força de vontade e determinação pois é só assim que a gente dá cabo nas coisas.

Desejo a todos um FELIZ 2009 com muita garra e determinação!!

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New Year’s Resolution III

Dezembro 30, 2008

New Year’s Resolutions II

Dezembro 30, 2008

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Clássico.

New Year’s Resolution I

Dezembro 30, 2008

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Agora ele

Dezembro 28, 2008

Brilho é algo difícil de definir, porém fácil de detectar: você encontrou alguém brilhante, sabe imediatamente. Fiquei sabendo da morte do Dr Moisés Paciornik há poucas horas e, muito triste, fiquei revivendo algumas lembranças enquanto cuidava do meu jardim abandonado. Eu precisava mexer com as flores naquele momento para processar a informação. O doutor Moisés era um médico e uma pessoa fascinante que tivemos a oportunidade de conhecer muito bem. Não apenas ele foi o obstetra da minha mãe, mas foi colega  de trabalho e amigo do meu pai, ainda que 30 anos mais velho. Esses dois fizeram coisas incríveis juntos – numa empreitada inusitada, passaram anos trabalhando enlouquecidamente pelo estado todo, educando e ensinando as mulheres a fazerem exames preventivos de câncer de mama e útero. Conseguiram quebrar vários tabus e, assim, diminuiram  significativamente a incidência de câncer de mama e útero no Paraná. Meu pai contava, impressionado, que, ao longo de toda a viagem, o Doutor Moisés, sempre feliz e animado, levantava às 5 da manhã para correr descalço – “como os índios”, ele dizia – para depois sair para o trabalho. Na realidade, ele realmente acreditava na filosofia de algumas tribos  indígenas brasileiras as quais ele estudou profundamente e se baseou para difundir o parto de cócoras, o que lhe trouxe conhecimento internacional. Publicou vários livros, muitos sobre o relacionamento médico – paciente e mantinha uma coluna na qual escrevia crônicas deliciosas. A parceria do meu pai com doutor Moisés foi frutífera, dois médicos brilhantes, idealistas e humanitários que acreditavam sem hesitações que podiam melhorar a saúde pública. O doutor Moisés me falou, quando meu pai morreu há mais de trinta anos, que ele nunca esqueceu do dia que conheceu meu pai (e eu nunca esqueci do que ele me contou): “Eu o encontrei no aeroporto. Um menino , praticamente. Ele falava nervosamente sobre como acreditava que conseguiria erradicar a varíola com a nova vacina. Mas, o que me chamou atenção foram os olhos. O brilho nos olhos. Nunca mais encontrei alguém assim.” Interessante, porque ele próprio possuia um brilho incrível no olhar. Eu o encontrei numa padaria pela última vez no ano passado, ele já com seus 90 anos, sempre elegante e sorridente com a gravatinha borboleta. Quando eu publiquei o meu modesto primeiro capítulo no Abril de Shakespeare III, lhe enviei um livro e fiz uma dedicatória que eu já esqueci. Algo afetuoso e inócuo, presumo. Queria ter sido um pouco intrépida à moda deles, esses homens crentes e brilhantes que já não existem mais, queria eu ter lhe dito o quanto eu o admirava. Vai então aqui, assim meio sem-jeito, mas já com uma grande, grande saudade.

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No meu jardim abandonado.

Willy and me

Dezembro 26, 2008

Marley e eu não tem absolutamente nada de especial. Nada de grandes atuações, nenhum grande tema, nada. É uma comédia romântica bem sem graça. Aliás, o filme é própria cara da Jenniffer Anniston, com o perdão do meu amigo Aldo. Claro que eu não estava esperando nada grandioso e portanto é um filminho honesto, daqueles que a gente vai porque já sabe de antemão que o marido, um romântico incurável, e as filhas de 13 e 18 vão gostar. Então desligo os filtros críticos, afinal é Natal. No final, o bonito é realmente ver como, a despeito de Marley ser um cão tão terrível, seus donos nunca o abandonaram e o aceitaram com todos seus defeitos. Foi aí que pegou… Porque eu tive um Marley  na minha vida que se chamava Willy, o nosso segundo golden retriever. De tanto que o Willy fez, tantas coisas que quebrou, destruiu, sujou, mordeu e aprontou que eu tomei a iniciativa de dá-lo para uma pessoa que morava numa chácara (e que eu sabia que ia cuidar bem dele). Simplesmente eu não encontrava lugar pro Willy na minha vida e ele estava dando mais trabalho do que eu podia dar conta. Todos aqui de casa sabiam, no meio tempo, que eu não parava de comparar o Willy ao Buddy, o nosso primeiro cachorro, também golden retriever. O Buddy, com sua generosidade e amor, me fez adorar cachorros. Meu grande companheiro de corridas e caminhadas, um cachorro inteligente e afetuoso que sempre me aguardava no portão quando eu chegava da universidade, Buddy fugiu na noite do aniversário do meu marido. O filme Marley and me me trouxe o Willy e o Buddy de volta. O melhor e o pior de um companheiro. E, de quebra, uma saudade e uma culpa imensa.

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Buddy em 2002

Natal 2008

Dezembro 23, 2008

Para aqueles que passarem por aqui, desejo um Natal Feliz, com muita Paz, Amor e Saúde!

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Um abraço,

Cris S.

ambigüidades ou os livros e eu

Dezembro 18, 2008

Não existe método para essa minha loucura — eu tenho hábitos horríveis de leitura, que só fazem piorar com o tempo.  Poupo-vos dos detalhes sórdidos e atenho-me ao moderadamente aceitável.  Sou uma leitora muito afobada e  faço planos deveras ambiciosos: podendo, leria tudo! Que eu sou desorganizada, não é nenhuma novidade,  aliás apenas para o meu zodiáco. Que eu funciono sob prazos, também. Mas sobretudo, sou  uma pessoa interessada em tudo, em áreas diversas. Por exemplo, amo ler sobre culinária, viagem, maquiagens e cosméticos, moda e pessoas. Mas mais do que tudo mesmo, amo uma história bem contada. Não afeita a lercoisas esotéricas, religiosas (a não ser que seja de um ponto de vista histórico) e livros de auto-ajuda. Fujo correndo de qualquer texto que tenha  pontos de vista absolutista.  Mas realmente não sou preconceituosa com leituras/textos, no entanto,  gosto muito pouco de bestsellers, ainda que já tenha lido alguns e que eu entenda o seu lugar nas vidas das pessoas. Quanto à literatura, meus interesses profissionais e pessoais quase sempre se fundem, o que é uma maravilha, convenhamos. Mas há vezes que eu preciso investir em leituras teóricas, ou que preciso me atualizar em determinada período histórico. Claro que me angustio com o que eu ainda não li ou com o que eu não sei e deveria saber.  Sempre me acho devedora com relação à Literatura (notem a grafia…). Ou será que é pura ambição? Sabe-se lá, mas a sensação perene é a de nunca estar saciada. Qual é o lado muito negativo? Sinto aquele comichão cada vez que entro numa livraria real ou virtual. Gasto  mais do que eu deveria e fico envergonhada de morar num país que pratica preços absurdamente altos sobre os livros. Com o preço de um livro aqui, você pode comprar 3 nos E.U.A., por exemplo. Enfim, como sou uma pessoa que prefere a comodidade, recorro, geralmente, à Livraria Cultura no Brasil e à Amazon para livros em inglês. Adoro a Livraria Cultura, eles sempre foram impecáveis com todas as minhas encomendas. Em contrapartida, ultimamente tenho desgostado da Amazon. Meu último pedido na amazon chega apenas na terceira semana de janeiro, ou seja, duas semanas antes das aulas começarem. Fiquei tão doida calculando os diferentes preços caso eu optasse pelo envio conforme os diversos livros fossem disponibilizados que cliquei na opção errada: standard international shipping. Gostei do preço do shipping logicamente e pronto. Logo depois tentei reverter a situação, mas não foi possível. Bem feito, agora tenha vergonha na cara e leia aqueles outros livrinhos na estante dos não lidos… Teria leitura por algumas férias!

Abaixo a lista da minha última encomenda na Amazon (aquela que eu queria devorar logo mas vou ter que esperar muito!):

The God of Small Things (Arundhati Roy);

Kim (Kipling);

The White Tiger; Arthur and George (Julian Barnes);

Reinventing Shakespeare from the Restauration to the Present (Gary Taylor);

Shakespeare and Popular Culture (Marjorie Garber).

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mulher esperta!

Dezembro 12, 2008

Esperta essa Nicole Kidman, correndo, num dia gélido em Londres, com essa jaqueta quentíssima da North Face:

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Haha, é claro que é só pra dizer que eu tenho uma! Só que a minha é marrom café. Ela não é bonita nem nada e pessoalmente não curto essas down jackets/coats, engorda todo mundo. Mas existe coisa melhor para o frio? E a marca North Face já virou um clássico, usado por esportistas profissionais. Só desse jeito mesmo para ter uma roupa igual da Nicole Kidman: uma jaqueta. É óbvio que ninguém me veria com um vestido como esse que ela usou esta semana pra promover o filme Australia, junto com o feio do Hugh Jackman. Infelizmente, né!

quickies

Dezembro 12, 2008

– Muita raiva do site do Cnpq hoje: perdi boa parte da manhã e da tarde tentando adicionar as novas publicações: um capítulo (no prelo) e um artigo que já foi publicado, bem como retificar algumas coisas. É a segunda vez que isso acontece. O pior é que se o site, por algum motivo louco, não aceita as alterações, elas não são armazenadas e eu tenho que refazer tudo. Puro trabalho de Sísifo.

– Agora é oficial e talvez só assim eu tome jeito: eu estou atrasadíssima na entrega nos diários. Odeio preencher quadros minúsculos que apenas podem ser lidos com lupas, com mil informações. Além de tudo, já passei os dados necessários na intranet. Mas o pior é que, enquanto eu não entrego os dito-cujos bonitinhos, não entro em férias. Devo ter algum lado muito masoquista, só pode ser.

– Hoje é festinha de departamento: a infame troca de presentinhos de amigo secreto, geralmente você ganha um CD sem graça ou algo igualmente inoportuno, sendo que você mal conhece a pessoa que te presenteou. Fora que é de praxe falar algo espirituoso para o desconhecido. Nunca escutei nenhum comentário que me lembrasse espirituosidade, afinal, trata-se de um evento altamente embaraçoso. Ao longo do ano todo as pessoas mal se cumprimentam e agora devem-se se saudar, se abraçar, como se fossem amigos? O povo vai porque acha que fica chato não ir, mas na verdade as relações mais interessantes revolvem em volta das panelinhas. Nada contra, até eu tenho a minha e nos damos super bem, apesar de idades e interesses diferentes. Cada ano uma oferece um chá das cinco pras outras 6 amiguinhas. Botamos as fofocas em dia, conversamos e rimos muito, nos damos Feliz Natal e… até o ano que vem. O segundo chá da minha responsabilidade será daqui a dois anos e daí eu faço um empadão de frango, uma salada de frutas e um bolo com tudo orgânico. Mais os chás, é claro.

Atualização: Tô mais calma agora que acabei os diários… vejam só o que a vergonha não faz a pessoa fazer. Segunda submeto a obra de arte e daí uma colega fica contando os quadrinhos pra ver se eu preenchi certo (how exciting!)… Bom, a verdade é eu tenho bastante coisa ainda, antes de poder dizer viva as férias: uma revista inteirinha pra editar e colocar no ar antes do ano se findar, não me pergunte como vou conseguir. E já tinha esquecido que tenho que enviar o meu resumo p/ o Abrapui, um congresso que eu gosto muito. O pior é que eu não lembro a minha senha nem o email que eu usei há dois anos, quando eu me inscrevi pela última vez. E segunda é aniversário da mais nova teen da praça, minha filha. Sweet thirteen para uma menina que já tem doce no nome: Carolina. Sexta é o da minha mãe. Ah, e amanhã, sábado, de manhã, tenho uma reunião dos professores de Mestrado. Esse pessoal não dorme no ponto. Nem no sábado.