Dez razões para você NUNCA escrever uma tese de doutorado

Janeiro 3, 2007

1. A distância da família. Você nunca recupera o tempo perdido. Não recupera os momentos que poderia ter passado com os filhos e com o marido.

2. Você fica mais burra(o). Certeza! Você perde a noção do macrocosmo. O teu horizonte fica limitado ao assunto da tese durante bom tempo da tua vida. Para muitos, aliás, a vida toda…

3. Você vira uma alienada(o). Enquanto teus amigos discutem livros que você não teve tempo de ler, filmes que você não pode assistir, as últimas medidas do governo, você fica olhando com cara de tonta(o). Os amigos sequer perguntam a tua opinião.

4. Ninguém vai ler a tua tese de doutorado. Convenhamos, quem vai ler as minúcias entediantes do que você escreveu? Olha, dissertações de mestrado até valem a pena ser lidas. Elas são mais gerais, mais soltas, menos descompromissadas, criativas.  Menos — a palavra temida — “acadêmicas”. A tua tese vai colecionar pó nas estantes de uma (ou duas) bibliotecas.

5. Você vira uma pessoa chata. Você só quer ler sobre “aquilo”. Só se interessa sobre “aquilo”. Só quer falar sobre “aquilo”. Só que “aquilo” é o que ninguém gosta de falar. Ao menos que você seja uma das raras sortudas(os) e encontre uma outra(o) louca(o) que se proponha a discutir o assunto com você. Aí, ninguém segura.

6. As pessoas se frustram com o teu (parco) conhecimento.  Presumem que você saiba tudo sobre a tua área de pesquisa. Quando percebem que você hesita, re-avalia e, até mesmo, questiona as próprias idéias, as pessoas te olham de soslaio, suspeitas… Devem pensar, “essa aí, nunca vai ser doutora”. Os alunos, nossa, esses são os primeiros a atirar pedras. Professor tem que saber tudo, pô!🙂

7. Não sobra tempo para cuidar de você. Pois é, eu já cheguei a correr maratonas. Hehe, até eu acho difícil de acreditar. Hoje em dia fico feliz com pequenas caminhadas. As unhas, cabelos, pele, horrores à parte. A situação é especialmente triste para aquelas(es) que costumavam cuidar da aparência, como eu.

8. As tuas costas ficam destruídas. É batata, acontece com todos. Já passei semanas tomando relaxantes musculares por conta de ficar muito tempo (mal)sentada. Seções de fisioterapia para agüentar o tranco são a única salvação.

9. Os (des)encontros com a(o) (des)orientador(a). Você passa meses a fio escrevendo, re-escrevendo, deletando, revisando um capítulo e quando, triunfante, consegue um horário com “Vossa Majestade”, os comentários são, geralmente, críticos. Nenhum orientador elogia. E aí… você começa a duvidar da tua própria capacidade. Droga!

10. A vida! Filmes, livros, teatro, sessões da tarde, amigos, namorar, curtir os filhos. Ou o simples e indefectível dolce fare niente. É, a vida não espera por ninguém.

Bem, se eu não consegui te convencer a desistir dessa empreitada, não diga que eu não te avisei! E eu, por que continuo? Pois é, agora não dá para parar. O estrago já foi feito. E a tese, essa “coisa” monstruosa que no momento está dormente,  está 80%  concluída. Ah, e já estava me esquecendo, o significativo “aumento” de salário. Não vejo a hora de ganhar uns trezentos (reais) a mais…

Palavras escritas na tese: nenhuma. Nem uminha.  Culpa: pois é, a coisa está ficando feia mesmo.

167 Respostas to “Dez razões para você NUNCA escrever uma tese de doutorado”

  1. minhoca Says:

    outra razão de não fazer um doutorado:
    uma filha que ama sua mãe princesaaaaaaaaaaaaaaaaa linda não gosta que ela fique o tempo todo no computador escrevendo aquelas chatices.

  2. cris s Says:

    Filhota,
    Não há minhoca mais linda neste minhocal.
    xxx

  3. Regina Says:

    Cris,

    As vezes fico com a maior vontade de encarar um doutorado e depois desanimo. No meu caso, e’ mais porque eu nao estou disposta a me mudar para qualquer area do pais para conseguir trabalho. Alem do mais, na area de humanas o salario nao e’ la essas coisas considerando o custo de vida daqui.

    Bjs.

    Regina

  4. cris s Says:

    Regina,

    Pois é… Sabe que apesar do tom irônico, qse tudo que eu falei acaba acontecendo.
    Imagina só vc sair de Berkeley? No way. E a questão do salário é triste mesmo. As ciências chamadas “duras” é que são valorizadas.😦
    Beijão,
    Cris

  5. Lili Says:

    Estou na dissertação e agradeço eternamente pelo meu marido estar fazendo mestrado junto comigo. Sobre doutorado, ele não quer nem ouvir falar… Eu ainda estou interessada, mesmo depois de ler suas recomendações…

    • MARINA Says:

      ANTES DE ENTRAR NO DOUTORADO, SAIBA QUE ÉS FELIZ DE ESTAR ESTUDANDO COM SEU MARIDO NO MESTRADO. SEGUNDO A PSICOLOGIA HÁ PESQUISAS QUE AFIRMAM QUE NA PÓS-GRADUAÇÃO 80% DOS CASAMENTOS TRASNFORMAM-SE EM DIVÓRCIOS. REPENSE BEM!!! KKK… FOI MINHA PSICÓLOGA QUE FALOU

      • Fernanda Bittencourt Says:

        Verdade!! Doutorado é muito estresse e muitos dos casados, por este motivo, procuram aliviar suas tensões procurando as coleguinhas de trabalho que passam horas disponíveis a eles!!

  6. cris s Says:

    Lili,
    Pois é, e eu que, depois do mestrado, havia jurado não fazer o doutorado. Mas o doutorado é uma parte importante da minha carreira. E o suplício já tá no final… Depois, juro que vou ler o que quiser e sem culpas.
    Qual é a tua área, Lili?
    A propósito, dei algumas “espiadinhas” no teu blog e gostei muito!! Já te linkei!!
    bjs,
    Cris

  7. JN Says:

    Pois…o ponto 3. é mau e é verdade…mas, o que IRRITA,

  8. JN Says:

    ups…carreguei em algo…(o que uma tese faz…)

    Como estava a dizer, o que realmente irrita (além do ponto 3.), é que ninguém vai ler…isso é que irrita!
    Tanto trabalho e depois morre numa prateleira qualquer de uma biblioteca…
    Ao menos podiam ter a decência, e não é pedir muito, de publicar as «nossas teses » em formato livro, uma tiragem de uns milhares delas e distribuírem por muita gente…:)
    Aí, alguém até poderia ler…
    E tornar-se um best-seller !🙂 … Lindo!

    Isso ou pagarem-nos umas longas férias…uns 6 meses em local (ou locais) à escolha! Até fazia outra…LOL

  9. Alexandra Says:

    pois é, pior do que vida de estudante de doutorado é vida de professor universitário que leva o trabalho a serio. Eu vejo meus professores e meus amig@s que já se formaram e encontraram trabalho com filas de alunos na porta, escrevendo a aula de amanha até altas horas da noite, tendo que fazer parte de incontáveis comitês, e tentando arrumar um tempinho para conseguir escrever um artigo ou transformar a tese em um livro. Uma amiga minha estava comemorando pois ela estava trabalhando “só” 60 horas semanais😉

    É… o trabalho nao termina nunca… temos que ser muito masoquistas mesmo😉

    Coragem Cris!!

  10. JN Says:

    Agora imagine que é as duas coisas ao mesmo tempo… poupem-me!
    E agora então, na altura dos exames, poupem-me ainda mais…
    Nem sei para onde me virar…🙂
    Neste caso é ser masoquista ao quadrado…
    E poupem-me de novo (gosto deste termo…)

  11. cris s Says:

    Alexandra,
    Conheço na pele a situação que você está descrevendo… Eu tive apenas um semestre p/ concluir a tese e retorno às aulas daqui a um mês. E devo defender a tese até final de abril. E publicar artigos. E participar de congressos. E… E… inacreditável. A pior fase p/ mim é o final de semestre quando os alunos ficam enlouquecidos e eu tenho que escrever mil relatórios inúteis. O que eu gosto mesmo é da pesquisa.🙂 É, tem que ter uma dose de masoquismo, mesmo!!
    Obrigada pela visita, Alexandra! E coragem para você também.
    Um abraço,
    Cris

  12. cris s Says:

    JN,
    hehe, também gosto do “poupe-me”, ainda que no fundo saiba que como professora raramente sou poupada.
    Coitado de você, JN!! Está na época de exames já??? Nem me fale, começa a me dar urticária.
    Deveriam inventar um software que corrigisse as provas e trabalhos para os professores, não achas? Você é professor de matemática?? (mais urticária, sorry!!😉 )

  13. JN Says:

    Sou prof de matemática sim… e diga-se que não sou o «favorito» dos alunos nestas épocas de exames… poupem-me!😉

  14. cris s Says:

    JN,
    Jamais julgue um blog pelos seus posts!! Só imaginei que você fosse professor de matemática pelo comentário que você fez sobre o Lewis Carroll.
    Boa sorte com os exames!!

  15. Izabel Viola Says:

    Achei o maximo suas razões…. pensei em todas, como rezei para todos os santos: dai-me forças para chegar ao fim…. agora, desestressada, eu te recomendo uma dose de otimismo, porque é bom o resultado, mesmo que ninguem leia…
    Consegui até um nome charmoso para a minha: O gesto vocal: a arquitetura de um ato teatral. É
    um estudo sobre a expressividade da fala e o simbolismo sonoro.
    Siga em frente. Força, aí!!!
    Bjs
    Izabel

  16. cris s Says:

    Izabel,
    PARABÉNS! Você conseguiu. Menina não é fácil, não? Ainda mais no final…
    Que bonito o nome da tua tese. O título da minha está bem sem gracinha ainda.
    Obrigada pela motivação e força. Apareça quando quiser!
    bjs,
    Cris

  17. Claudete Says:

    já senti as dores, estou sentindo (rsss) e olha que não tenho 80% pronto ainda.

    meu problema é que não tenho bolsa nem patrocinador e dois filhos que ainda exigem de mim. Preciso trabalhar senão não como…. ai a coisa pega, pois o cliente não está nem ai se eu estou fazendo doutorado ou não.

    mas não sou de desistir e ando otimista, então…..tudo, tudo vai dar certo… tudo tudo…

    Grande abraço Isabel

    Claudete

  18. Lu Says:

    Nem sempre é assim tão ruim, basta vc escolher um tema dinâmico e interessante e pensar em algo que vá realmente ajudar um determinado segmento da sociendade ou pessoas. Eu já fiz uma de mestrado que é muito lida e por isso sou procurada por várias pessoas do país e estou construindo uma sequencia dela no doutorado.

  19. cris s Says:

    Lu,
    Que ótimo!
    Espero que você tenha percebido a ironia da minha lista. É óbvio que se fosse tão horrível eu não teria escrito a minha dissertação de mestrado e nem estaria finalizando a redação da minha tese de doutorado; e tampouco seria pesquisadora numa área que eu considero importante. Agora também não acho uma tarefa nada fácil e não acho que se resume em ‘escolher um tema dinâmico e interessante’. É MUITO mais do que isso, não?🙂
    Bjs e boa sorte!

  20. Marcela Says:

    Oi, Cris, li sua lista no blog da Cris. Adorei! Estou no meu segundo ano de doutorado e ainda resolvi fazer concurso para o Itamaraty…não é fácil não. A família já me esqueceu, o marido só não esqueceu porque me vê todo dia…mas vamos em frente, né? beijos

  21. cris s Says:

    Oi Marcela,

    Seja benvinda!! Nossa, como é que você está dando conta p/ conciliar o doutorado c/ a preparação p/ o Itamaraty?? Talvez porque você ainda não está na fase de redação da tese e já tenha acabado os créditos do doutorado… É isso? Menina, haja fôlego. No final da minha defesa, falaram que a minha vitória não tinha sido somente ter o título, mas também ter tido a habilidade para manter o marido, hehe. Tem que ter muita paciência mesmo…
    Qual é a tua área? A minha é Literatura.
    beijocas e apareça sempre.
    Cris.
    P.S. Vou fazer uma visitinha no teu blog.

  22. Julio Antonio do Amaral Says:

    Isto é coisa de quem tomou pau e está procurando uma Descupa por não ter conseguido o Doutorado … Fiz o Mestrado no ITA e estou cursando o Doutorado no INPE e não estou passando por todos estes maus bocados que vcs citaram … bem é isto … abraços…

  23. cris s Says:

    Julio,
    Pena que nem o ITA nem o INPE conseguem ensinar algo essencial para qualquer ser humano: ironia e humor! Logo, logo parto para o meu Pós Doc e espero falar com ainda mais humor e mais ironia sobre o assunto. A propósito, é conveniente mostrar um pouco de rigor linguístico quando você deixa um comentário no blog de alguém: há um excesso de reticências e falta e acentuação. Coitado do teu orientador.
    Cris.

    • juliana Says:

      adorei a resposta que vc deu ao Júlio!

      realmente, acontece algumas coisas que vc citou. Estou fazendo mestrado e adorei o seu texto, ri bastante e sei q não é pra gente levar isso tão a sério, mas dá pra refletir um pouco. No meu caso, doutorado agora, nem pensar!

      bjs .

      • Cris S. Says:

        Juliana,

        Obrigada! A pesquisa para uma dissertação de mestrado/tese doutorado, exige uma circunspecção à toda prova. De forma que um pouco de humor e ironia tornam-se ferramentas de sobrevivência, rs.
        Pena que nem todos entendem!

        abçs

      • rosana pedrozo Says:

        olá juliana e cris ,
        pena que nem todos possam rir disto queescrestes!!!!
        Li ,gostei e jamais seria um pretesto para desistir de fazer um mestrado ,e quem no futuro um doutorado.
        bjs

  24. EU Says:

    Nunca vi tanta ignorância junta!

    Concelho: Compra um cérebro!

    • Ana Says:

      Eu também! ” Conselho “. Nossa estou iniciando minha facu e lendo esse post vi erros que nenhum orientador ou pesquisador acharia normal para quem fez ou fará doutorado! Ver ânsia escrita ancia é terrível e conselho escrito Concelho é horrível! Depois culpam os orientadores, pesquisadores e etc… Abraços culpem menos e estudem mais!!! Questão de idade também é outra bobeira meu professor da facu tem 50 e tá fazendo doutorado, por sinal um homem muito inteligente mesmo sem ter ainda concluído, imagina quando concluir então?! Bola para frente não importa a idade só vontade.


  25. […] que aí eu dei de cara com um post genial, chamado Porque NUNCA escrever uma tese. A inspiração foi para as cucuias, mas dei excelentes risadas. Com certeza alguns pontos se […]

  26. Paula Says:

    Olha, estou a poucos meses de defender a tese de mestrado e já passei por várias destas reflexões citadas. Ainda tenho planos de fazer doutorado mas sei que vai ser punk. Ainda mais com 2 filhos pequenos.
    Mas força aí… Abraço!


    • Tese de mestrado???? Esta perto de defender e nao sabeque no mestrado o que se defende e dissertacao e nao TESE ………

      • Fernanda Bittencourt Says:

        Bete, é como já escutei por aí: “Hoje no Brasil, QUALQUER UM FAZ MESTRADO E DOUTORADO”. rsrs Tem cada faculdade de beira de estrada e aceitam até os que mal sabem escrever o português. Se tornou normal já!

  27. cris s Says:

    Paula,

    Boa sorte para você! É punk mesmo, mas você consegue.
    Eu já defendi a minha há quase 2 anos, que alívio.

    Abraço

  28. Francisco Vieira Chagas Says:

    Por estas linhas, meu Deus! Desculpe, criativas. Mas, como seria se não houvesse cientista? Pelas teses… Por elas… Quem sabe… De toda forma, o tempo cada um é que faz.
    O importante é ir em frente como a vida, com vida.

  29. Xavier Castello Says:

    concordo com quase todos os itens, mas como estou quase/tentando acabar a minha, vou tentar defender para nao ficar mais deprimido: O problema das teses não serem lidas só acontece se o autor não publicar em congressos, simposios, revistas, para tornar mesmo de conhecimento público e alcançar as empresas com $ e vontade. aquele encadernado cheio de pó na biblioteca só outro louco candidato poderá achar.. e ler

  30. fernando Says:

    Concordo que é muitas das coisas que você escreveu podem se tornar realidades durante o período de construção de uma tese. Mas sinceramente, fiz minha tese sem muito estresse. Não me vejo uma alienado, acho que é questão do que as pessoas buscam no doutorado, nunca fiz achando que estava fazendo algo demais. Mas a maioria das pessoas são dependentes dos orientadores e pouco resistentes a frustração.

  31. cris s Says:

    Xavier,

    Boa sorte, todos nós, meros mortais, precisamos!

  32. cris s Says:

    Fernando,

    Interessante o que você falou porque, aos meus olhos, eu sempre achei que estivesse fazendo algo, digamos, bem especial. Estava em busca de um título que nem todos possuem e que, de fato, para a minha profissão era importantíssimo. Desde a seleção que, no meu caso, é acirradíssima (1 vaga para 60 candidatos) tudo teve um gosto de conquista. Naturalmente, não me acho melhor nem pior por conta do doutorado, apenas gosto de reconhecer meu empenho e a vitória de ter conseguido. Quanto aos orientadores, acho bem pouco provável que a maioria dos doutorandos seja dependentes. Uma das coisas mais difíceis para mim foi conseguir me reunir com minha orientadora!🙂 De forma que fui extra autônoma!

  33. Cely Says:

    Gente, e eu…faço ou não faço????? passei, em primeiro lugar…mas tenho qeu assinar um contrato de R$50.000,00…to apavorada, será que vale a pena????eu já to com 45 anos, será que não vou só arrumar dor de cabeça??ai meu Deus…

  34. Cris S. Says:

    Oi Cely,

    Como assim assinar um contrato? É para a bolsa que você vai receber? Sem dúvida é uma super responsabilidade que demanda muita força de vontade e propósito! Quanto à idade, penso que não tem problemas, mas é difícil saber das tuas circunstâncias pessoais. De qualquer maneira, boa sorte para você!

  35. Cely Says:

    Oi Cris, passei na PUC…tenho que pagar mensalidade…e sabe adoro viajar com minha família , aproveitar a vida…e assumir esta responsabilidade já está me atacando a saúde… são 48 parcelas…e aí eu fico pensando: e seu eu perder o emprego? e se não puder pagar? e depois? faculdade particular não vai querer me contratar!!e com 45 anos vc quer mais é sossego…

  36. Nanny Says:

    Não posso deixar de elogiar a brilhante descrição de uma experiência comum, também estou vivendo tudo isso é já é tarde demais para voltar atrás. A gente fica com a sensação que voce é uma pessoa inadequada por ter ousado escolher o caminho dos “deusdoutores”.Infelizmente, é essa a mentalidade da nossa academia, onde exigem muito nós e valorizam muito pouco nossa caminhada.

  37. cris s Says:

    Cely,

    Se há paixão verdadeira, eu diria p/ você ir em frente. No entanto, parece que você tem várias dúvidas… Não há problemas em retroceder e um doutorado não é tudo na vida de uma pessoa. Boa decisão para você! Abraço, Cris.

    Nanny,
    Obrigada, foi um texto escrito bem rápido, ironizando algumas situações inerentes a quem faz um doutorado. Já finalizei o meu há dois anos, mas acho que mudaria muito pouco no meu post, haha. Boa sorte para você!
    Abraço,
    Cris

  38. Josi Paz Says:

    cris, eu adorei este post. fiz catarse lendo e me identifiquei em muitas das conclusões a q chegastes. e adorei q vc visitou meu blog. um beijo.

  39. Sabrina Says:

    É uma triste verdade, além dos tópicos comentados a falta de dinheiro é de dar pena. Quem faz doutorado NUNCA tem dinheiro e tempo para viajar, fazer compras, jantar fora, barzinhos, etc.. Sua vida social vai para o lixo. Temos q nos acostumar a ser a amiga pobre, meus amigos se dividem em dois tipos: os que me acham louca por ficar fazendo um negócio q toma meu tempo e me deixa mais pobre e os q acham q sou um gênio e q quando acabar vou ficar rica milagrosamente. Mal sabem a angustia q me espera depois q a bolsa acabar!

  40. Djanira Ferreira de Moraes Says:

    Que legal amei essas dicas, estou escrevendo minha disertação e pensando um dia em fazer dutorado, mas tudo isso que está escrito aqui já está acontecendo no mestrado, mas tem um lado bom. Adoro tudo iss, estudar acho que nunca vou parar.
    Djanira professora de Brasília-DF

  41. cris s Says:

    Josi, Sabrina e Djanira,

    Que bom que vocês gostaram do post e se identificaram, de uma forma ou de outra. Ele foi escrito há dois anos, mas, se fosse para escrever novamente, eu escreveria as mesmas coisas. Sinceramente não sei se vale a pena você ir tão longe por algo no Brasil… não há retorno financeiro, apenas um certo reconhecimento acadêmico. Nada mais! :))

    Abraços,

    Cris

  42. Fábio Dávila Santanna Says:

    Olha, nunca vi algo tão bem escrito que expressa o que realmente é essa porcaria de “doutorado”.
    Incluindo essa vossa magestade dos orientadores, um bando de frustados querendo frustar mais ainda os seus alunos.
    Professor bom é o que sabe falar tudo de coisa alguma…
    Abçs


  43. Eu Gostaria de escrever uma tese de doutorado, mas também queria que outras as pessoas lessem não apenas os professores da banca, afinal por que ninguem lê as monografias dos outros, parece que existe um preconceito acadêmico, não gostamos de ler as pesquisas dos outros e nem lêem o que nós escrevemos também.

    grande abraço

  44. Roberto Fonseca da Silva Says:

    Bacana o texto e feliz a idéia. Parabéns!!!!!!!
    Estou preparando minha tese para doutorado (Eu e Você, uma cota no meio, somar ou dividir? A Tecnologia como união entre grupos étnicos.) e espero conseguir o título, e aí virar um “Orientador”. rsrsrsrsrs. . . .
    Abraços,
    Roberto

  45. cris s Says:

    Roberto,

    Obrigada. Boa sorte com a tua tese! Claro que você vai conseguir, até eu consegui! Ah, e sou orientadora agora, mas não acho muita graça… é o maior trabalho!

    Cris

  46. Francisco Says:

    Concordo com estas idéias. Eu prefiro minha familia à ter uma tese que nunca vai ser lida.

  47. CRIS ´(NÃO É A DO TEXTO) Says:

    BOA NOITE CRIS, ESTAVA LENDO AS RAZÕES E ADOREI. CONCORDO COM TODAS…SÓ ACHO QUE VC NEM TERIA TEMPO PARA ESCREVER AQUILO…RISOS… MAS COMO VC JÁ ESTÁ NOS 80%…EU COITADA, ESTOU PENANDO…SEM VONTADE DE ESCREVER NENHUMA LINHA…MAS EU NAO PERDI TUDO AQUILO..VEZ POR OUTRA DEIXO TUDO E VOU A UM CINEMA…
    BEIJOS E ME AJUDE…PRECISO DE ANIMO PARA ESCREVER…RISOS

  48. Monica Says:

    OLA
    Eu sou portuguesa e estou a fazer a minha tese em Paris, e claro, em pleno desespero; Adorei as dez razões para não escrever uma tese e adoro o blog em geral. Sobretudo porque é escrito no descontraido português do brasil…lol
    Continua, faz tão bem ler os teus posts;

  49. Cris S. Says:

    Cris e Mônica,

    Bon courage, meninas. Não é fácil, não. Eu defendi a minha tese há 2 anos. Se eu consegui, vocês conseguem.

    Mônica,
    Obrigada por ler o blog, vou tentar continuar escrevendo!

    abraços,

    Cris

  50. Hari Says:

    Aiii Criss!!!
    To no meu primeiro semestre de doutorado! engatei com o mestrado acredita? Eu prestei a seleção perto de defender a dissertação e passei! To muito feliz, mais muuuuuuuito cansada! É um parto produzir estas pesquisas, uma vida de dedicação. No meu caso tive que vir da Bahia pra São Paulo e estou morando aqui há 3 anos! Longe da família, dos amigos, terminei um noivado em função disso… tem que valer a pena!
    Um beijão pra vc e parabéns pelo blog!
    Tudo de bom!


  51. Nossa, eu já estava em dúvidas se emendo o doutorado ou não.. minha qualificação do mestrado é daqui há 15 dias.. e estou pensando seriamente se continuo longe de casa, longe da fampilia estudado, por mais 4 anos.. em busca de uma lacuna de conhecimento .. ou volto pra casa, família, amigos, volto a trabalhar, começo a ganhar dinheiro.. enfim!!!
    Confesso que depois de ler esse post.. eu fiquei mais animada pra voltar pra casa!! Aliás.. como diz Luiz Fernando Veríssimo.. TESES SÃO COMO CHEQUES, MEU CARO, COMO É QUE EU SEI QUE ELAS TÊM FUNDAMENTO?? então pra que fazer? se vão ficar na estante.. e se quase ninguém entende seu fundamento.. é triste!!!
    Se alguém souber 10motivos para ESCREVER uma tese..ou alguma palavra de motivação..por favor, me mandem por e-mail (cah_barroso@hotmail.com)..rs

    beijos

  52. Roberto Says:

    Bom primeiramente, você é o mairo burrro de toda a face, encarar um doutorado e escrever, é como escolher qualquer outra profissão, basta querer e ir a luta. Arrumar desculpas todos arrumam e pra tudo existe tuas desculpas. Só não esqueça que se um dia não houvesse algum professor, vc não seria nada né, se nunca ninguém quisesse se especializar nas coisas para aprender e fazer descobertas, nós não teríamos nada. Ainda que tudo que precisamos é estudos e poucos enchergam isso, mas no de mais, ficamos por aqui. Burros como todos e como realmente somos.

  53. Cris S. Says:

    Roberto,

    Grata pela polidez da sua mensagem. No entanto, sugiro que você faça um curso leitura e interpretação de texto uma vez que você não conseguiu entender a ironia deste post. Ah, aproveite e também faça outro curso de ortografia e sintaxe porque em poucas linhas você cometeu erros graves em português. Sem essas ferramentas básicas da escrita e compreensão do texto, você jamais chegaria a um mestrado e sequer a um doutorado!

    Cris S.

  54. Francisco Says:

    Pois é moçada! Também conclui o Ms na UnB e estou decepcionado. Até hoje (até ontem) não havia conseguido trabalho! Pô, é foda viu! O pior é que no Brasil, há esse paradoxo, terrível paradoxo! Ao mesmo tempo em que carece de MS e DS, o mercado não absorve os que estão por aí!

  55. Luiz Bruno Says:

    Cris, Meninas e Meninos,

    Eu tenho um passa tempo, ler teses de mestrado e doutorado em administração.

    Como fazer para aproximar a academia da sociedade???? Isto daria uma ótima pesquisa.

    Beijos nas meninas e abraços nos rapazes.

    Bruno

  56. Pesquisador Says:

    10 motivos burros e irrelevantes, quem sabe viver sabe dividir o tempo… Totalmente irrelevante esse texto… Entra no doutorado e termina quem tem capacidade. Quem acha q n pode ou perderá tempo é pq é incapaz… Emprego não falta se não conseguiu é pq vc é ruim, ou seja, péssimo profissional!!!!

    • cris s Says:

      Pesquisador,

      Obrigada pelo seu gentil comentário!! Infelizmente a sua falta de compreensão da ironia do meu texto ficou patente com as suas palavras maniqueístas: “capacidade” x “incapaz”; “ruim”, “péssimo”. Hoje em dia temos visões mais multiculturais das inteligências e opiniões como a tua só afirmam a própria apreensão cindida e limitada de um mundo que para você ou é preto ou branco. O mundo colorido é muito mais inteligente e divertido! Have fun!

      Cris

  57. Leo Borges Says:

    Tão retardado o comentário do pesquisador que preferiu ficar no anonimato. Senso de humor é sempre bem vindo. O mesmo vai para o Roberto, que deu as caras, mas mesmo assim não pegou o texto… Pois é, comeram os livros, fecharam os horizontes e, consequentemente, perderam o senso de humor. Tadinhos, tão fodões com seus diplomas, mas sem perspectiva social nenhuma. Sinto pena de vocês, Doutores!

  58. cris s Says:

    Oi Léo,

    Obrigada pelo teu comentário. Concordo com você: deixar o comentário no anonimato já revela um pouco do caráter (ou falta de) da pessoa. A peculiaridade deste post é que ele atrai ambos bons e maus comentários. E os comentários negativos acontecem porque a pessoa não leu o texto com o humor necessário. Que pena, não? A vida com humor fica infinitamente mais interessante. Se eu não puder rir de mim mesma, nada teria graça! Mas nem todas as pessoas que têm diplomas devem entrar no pacote daqueles que não possuem ironia / humor, espero! Veja que eu defendi o meu doutorado há 3 anos!!🙂
    Abraço,

    Cris S.

  59. Katia Says:

    Cris

    Brinquei um pouco na internet e dei de cara com suas observações. Menina estou passndo por td, tudo mesmo que vc mencionou. Só não desisto pq é o final. Pesquisa concluida só falta convencer os chefes, marido , filhos e amigos que preciso me isolar um pouco.

    bjs

    katia

  60. Assis Rondonia Says:

    Tudo isso representa um senso comum. Os articulista compõe a grande massa alienada. Não faz sentido deixar de produzir uma tese, seja cual for. As concuistas são imensas. Senso coumum e inservivel é o cue se viu em tudo o falado.

  61. George Says:

    Encontrei o seu texto exatamente no momento em que pesquisava temas para o meu projeto de tese…Bem, se vai ter alguém que vai ler a minha não sei, eu pelo menos estou fazendo isso..lendo a dos outros, depois minha preocupação é contribuir com o desenvovimento do meu país, afinal, grandes inovações tecnológicas vêm da pesquisa ou não?
    Sempre gostei de estudar, na minha área principalmente,
    Finalmente, procurarei ver o seu conselho quanto à família, tempo,conhecimento holístico etc e, como tocou no assunto:Meu salário terá um incremento de R$ 4.000,00 Reais!

  62. cris s Says:

    George,

    Antes de obter meu doutorado, também me prometeram o céu, mas não aconteceu! A teoria é um pouco diferente da prática.
    Quanto a contribuir com o meu país, sinto não compartilhar do mesmo intento, afinal o país nunca contribuíu para o meu desenvolvimento intelectual. Muito pelo contrário, intelectuais não são muito benvindos num país que cultiva um nível de educação extremamente precário. Com relação à alta tecnologia, o BR infelizmente ainda se encontra na idade da pedra e importa grande parte do know-how que ele utiliza. Mas enfim… tratam-se de visões bem diferentes.

    Boa sorte e tudo de bom p/ você

    Cris S.

    • George Says:

      Ok Cris
      O importante é que apesar de
      não sermos concordantes em todos os pontos(acho que ainda falta muito a ser feito principalmente em ciência e tecnologia dentre outras áreas)
      podemos intercambiar idéias e concluir um diálogo. Valeu
      Recomendações

  63. Ale Says:

    Nossa, então eh normal ter vontade de desistir no meio do mestrado? pq eu realmente chego a cogitar a idéia…..eu adoro o tema…..mas o problema eh o ambiente e a orientação em si….(ou a falta dela)…. adoro a area de pesquisa, mas to passando por um momento de desanimo incontrolável….. não sei o que fazer pra me estimular…..alguém passou por issu? se alguem puder me deixar um email q eu possa entrar em contato……talvez seja bom ver q não sou a única….

  64. Cibele Says:

    Olá Dra. Cris, estava na net fazendo o que mais gosto, procurar assuntos no tema que quero fazer meu Doc., quando encontrei seu post, achei o máximo e claro que ri bastante, me identifiquei na fase de mestrado, tudo acontece mesmo, muito engraçado…quer dizer agora que já se passaram 3 anos, pq na época humm, deixa prá lá. Bom queria te parabenizar doutoramento e dizer que me encontro em uma fase de indecisão, quanto a área que vou fazer, se faço na minha cidade ou arrisco ir para outro lugar e ficar longe de minha família (buá, buá), depender de bolsa, se ficar aqui em que instituição, que orientador procuro, enfim só sei de duas coisas, preciso fazer doutorado para não ficar pra trás em relação ao mercado de trabalho e a outra é ser funcionária pública, coisa boaa! Seja no âmbito educacional, pesquisa ou institucional, vai ser ótimo.
    Ah, gostaria de lamentar também que algumas pessoas parecem que não passaram realmente por isso ou não fazem idéia do que seja o início, andamento e conclusão de uma trabalho dessa magnitude, por isso, acabam falando coisas que pra quem entendo do assunto fica óbvia tal ignorância no tema exposto.
    Bjocas e qdo me decidir em algo passo por aqui, felicidades, luz e tranquilidade na vida dos acadêmicos dedicados, é só pensar que no final sempre dá tudo certo, se não der pede prorrogação…rs!!

  65. Maria Amélia Says:

    Olá
    Até que enfim que encontrei alguém que me entende!
    Por cá (Portugal) a coisa não muda nada.
    A gente continua a dar cabo da vida para …(???)não sei para quê!
    Em Portugal, nem não dá nem um “eurinho” de aumento e não facilita a colocação profissional!
    Estava desesperada e escrevi no google: NUNCA MAIS ACABO ISTO. Milagre, apareceu você.
    As suas 10 razões são fabulosas. Se eu tiver juízo, nunca mais me meto noutra.
    Como o seu comentário já é de 2007, calculo que já tenha terminado. Parabéns.

  66. Vanessa Says:

    Olá Cris,
    encontrei seu texto em uma busca na internet (vale a pena fazer doutorado?). E seu texto me inspirou mais ainda na minha inclinação: não fazer. Uma porque não quero ficar mais 5 anos longe da minha cidade (fora os 7 de graduação e mestrado). Outra porque vai abrir o doutorado só em 2012 (por isso cinco anos). Outra porque não é garantia de emprego, muito menos de boa remuneração. Outra, porque o meio acadêmico e extremamente arrogante e injusto. Outra, porque não quero sentar no máximo 5 vezes com o orientador para discutir alguma coisa. Outra, se fora pra outra universidade e errar feio caindo em ninho de cobra. Outra, dar chance para o meu noivo abrir a nossa própria farmácia (nos formamaos juntos em farmácia e pretendo largar tudo para ajudá-lo). Outra, gostaria de ter uma filha com ele antes que fiquemos velhos demais. Outra e a mais importante: deixei de ser quem eu era, não entendo mais os assuntos os quais entendia, não tenho mais alegria de viver e espontaneidade, não me delicio mais com uma música, há anos não toco em minha guitarra, e quando abro o google, sempre me vem uma artigo científico para pesquisar. Isso não é vida e quero voltar a ser uma pessoa feliz como era. Beijos e obrigado pela inspiração

  67. jose mangabeira Says:

    Cris, estou há uma semana do início do curso de doutorado em Ciências Juridicas e Sociais na UMSA. Muito importnte o seu texto em comento, não pensei em nada disso, a vontade de produzir cultura supera o esforço desprendido. Mas lógico que tenho certeza que irá acontecer tudo que foi narrado. Vou curtir a parte boa.Axé pá vc

  68. Nome Says:

    Pura desorganização causada pela preguiça mental e física.

  69. Adalmir Gomes Says:

    Dez razões pra vc escrever uma tese de doutorado:

    1-O status de uma pessoa com doutorado aumenta consideravelmente (e nao me diga que nao se importa com status);

    2-Vc se torna uma pessoa mais sábia, porque percebe que conhecemos muito menos do que supomos conhecer;

    3-O salário pode ate nao aumentar diretamente, mas surgem muitas outras oportunidades profissionais;

    4-Se bem administrado, vc terá tempo pra todas as coisas importantes da vida e deixará de lado coisas supérfulas e alienantes, como televisão e redes sociais;

    5-Escrever uma tese representa quatro anos intensos de malhação cerebral (malhar o cérebro é uma das melhores maneiras pra se viver mais e com mais saúde);

    6-Com um pouco de boa vontade, lecionar pode se tornar uma das maneiras mais efecientes e fascinantes para se conhecer pessoas;

    7-Se vc aprender a não considerar seu orientador como uma muleta, além do título de doutor, pode ganhar um grande amigo pro resto da vida;

    8-Se o tema escolhido melhorar a vida das pessoas de alguma forma(principalmente daquelas que mais precisam), o que alguns consideram árduo e enfadonho, poderá ser revelador e gratificante pra vc;

    9-Não importa se alguem vai ler o que vc escreveu (se for interessante e contribuir para melhorar a vida das pessoas, certamente, muito gente vai ler), afinal, no fim das contas é entre vc e vc mesmo;

    10-Por último, se mudar um pouquinho o ângulo de visão, uma tese pode ser considerada um dos maiores desafios da vida (a vida é feita de desafios).

    Ah, ja ia me esquecendo, chato é quem não tem o que dizer e não consegue ficar calado.


    • Dou ouvidos a conselhos estimulantes!
      Obrigado Adalmir Gomes!
      Você foi a luz na dessa decrepita pagina de internet!

    • Rossana Says:

      Adorei, Adalmir!

    • gloria santos Says:

      Adorei!! Aos 49 anos, decidi encarar o doutorado. Todo mundo contra. Sei de tudo que vou encarar. Venho do meio corporativo, não tenho $$ extra, ainda com filho em idade escolar, mas estou muito certa da decisão. Gostaria de acrescentar dois itens: o doutorado vale a pena para aqueles que não são estudantes profissionais e tem uma meta – o que se aplica e muito, a quem vem do meio corporativo. E por último, com a perspectiva de que viveremos mais, é um excelente investimento.


  70. Você foi aluz nessa decrepita pagina de internet!


  71. Você foi a luz nessa decrepita pagina de internet!

  72. sagittarius Says:

    dou MUITA risada com os comentários aqui…. como levam à sério! o q prova q o post acertou em cheio na provocação! esse texto é uma catarse da dona do blog, uma ironia. e, claro, pra entender ironia tem que ser sensível, e sensibilidade não se ensina na universidade. ter doutorado não é sinônimo de sensibilidade. tomar a decisão de fazer um doutorado precisa ser pensada MIL vezes, pois, muito além da tese, é uma escolha de vida. aliás, isso de vida acadêmica, vida profissional, vida pessoal é balela… vida é uma só. se entendi bem a proposta do texto – e como sou doutoranda, igualmente arrependida ahhaaha talvez não tenho PhD em sensibilidade – ele serve pra pensar nas escolhas da vida. se todo mundo que faz comentário besta aqui tem doutorado, olha, acho que vou começar a levar à sério tbm o título desse post pq, com exceção da autora, não vale mesmo a pena ter um título pra conviver com tais mentes obtusas.

  73. Simone Says:

    Putz, tarde demais… estou escrevendo a tese agora, mas isso parece que não tem mais fim… rs

  74. suzete Says:

    gostei e concordo c o autor!!!!

  75. Thiago R. Rocha Says:

    Parabéns para quem escreveu este texto, muito criativo e bem-humorado. Estou na graduação, mas acho que vou tentar cometer a loucura de fazer doutorado no futuro, eu, sei, eu sei… vc avisou… rsrsrs

  76. caio Says:

    isso é coisa de quem nunca, jamais, conseguirá passar em um doutorado decente, ou que não consegue produzir pontes pragmáticas, reais, a partir do conhecimento produzido.

    simplesmente patético.

  77. sagittarius. Says:

    patético é vc q ñ entendeu nada. sua reação agressiva indica q alguma coisa nessa listinha de perdas te incomoda. acho q vc perdeu a ironia, a criatividade e, algo q transborda nesse post, o senso crítico


  78. Concordo plenamente, embora eu nunca tenho feito um doutorado… ainda estou pensando na pós… he he. É que trabalho na área editorial e já sofro tudo isso. Descobri tarde demais que quem gosta de livros como eu não deve se aventurar a fazê-los, sob a pena de ficar louca e doente…

  79. Velha Senhora Sonhadora Says:

    Cris! Jovem sagaz e incisiva! Brilhante!
    Estou muito inclinada a fazer um doutorado. Seria numa área diferente da minha, uma verdadeira viagem! Por dentro sinto uma alegria incrível só de pensar em tentar. E mesmo com ironias, senso de humor, prós e contras do pessoal (li tudo!) algo dentro de mim me empurra para o doc.
    Agora veja vc, faltam 17 meses para me aposentar no magistério do Ens. Sup. tenho mais de 55 anos (para não dizer o quanto e assustar vcs rsrsrs). Problemas mil, grana curta apesar de trabalhar “prá caramba” para manter a família. Aliás sempre foi assim e, ao ler seu post, me peguei na situação: será que faço? Será que coloco um par de pantufas e vou fazer crochê? Será que nessa idade não vale mais a pena sonhar? Será que o doc é um devaneio de quem não pode fazer antes quando era mais jovem?
    Quando jovem era louca por uma pós, meu pai disse que não ía pagar. Fui fazer a 1ª especialização já aos 40 anos, mestrado aos 48! Para quem não teve chance /oportunidade, morar num fim do mundo sem cursos da área no local, as coisas são mais difíceis. Quem me dera que quando graduei tivesse na minha cidade especialização, mestrado etc. Enfim, não aconteceu e parece que, na visão de quem está na flor da idade, seria uma imprudência iniciar um doc.
    Como a vontade é grande, vou prestar as provas, talvez se passar faça, talvez não. Depois de ler nas entrelinhas de cada um dos post, já se reuniu um bom bocado de opiniões, sentimentos, ideias, verdades pessoais.
    Não sei a idade de vcs que escreve, talvez sejam unânimes em dizer vai ficar quieta “velhinha”!
    Valeu muito ler tudo, sempre aprendo coisas no que está escrito e também nas que não estão, mas que se infere.
    Tomara que terminem seus doc com sucesso e que fiquem alegres por ter conseguido tão cedo algo que para alguns é o céu de tão inatingível que é.
    Abraços, boa sorte, luz e paz!
    Vou me identificar como: uma Velha Senhora Sonhadora, você não vai se incomodar com isso, não é mesmo? Algum aluno poderia ler e me identificar e, como moro no interior, isso não ficaria muito bom para mim. Talvez virasse motivo de chacota!
    Mesmo entendendo seu espírito arguto, seu post me balançou. O doc. apesar de ser um sonho, apesar de estar cheia de vontade e amar a pesquisa parce que as palavras da msg escrita tocaram em algo mais profundo: e a msg que retornou foi: doc.? Isso não é para vc! Não pela trabalheira que dá, carrego muito mais pedra na rotina diária que o mestrado foi até que leve pelo que me acontece no dia a dia em sala de aula. Trabalho não me espanta, esse algo a mais que está nas entrelinhas é que me balançou. Você, inteligente como é, pode fazer uma análise do que escrevo e do que você escreveu, da sua e da minha intenção.


  80. oi galera, não enche o saco não!

    todo o mundo tá louco??!?!?!?!?!
    eu tirei o doutorado em física quântica e sou a pessoa mais feliz do mundo. Conheci a minha mulher na mesa do jurado, tenho grana e fiz operação às costas.

    Nunca estive tão bem e sou metrosexual….vou tirar outro doutorado!!


  81. Estou tão cansada que nem todos comentarios consegui ler. É o mundo capitalista, faz pós,mestrado, doutorado,……
    E a vida passa………..a gente nem vê.

  82. David Says:

    Meu nome é David e esta é o meu PONTO DE VISTA sobre o dito em relação ao doutorado:

    Darei minhas 10 RAZÕES para você fazer o doutorado de acordo com as 10 destacadas a cima…

    1. A distância da família: são 12 meses ao ano, cada mês 4 semanas, e ne mesma são 7 dias; é seu descuido não tirar 1 dia por mês para ve-los.

    2. Ficar mais BURRO(a): não limite teu horizonte, coordene seus olhos e seus deveres, você só se fechará no escuro se VOCÊ DESEJAR, utilize métodos para acelerar seu foco em sua tese, nosso cérebro é como bateria, deixe ela esfriar por algumas horas para melhor feito.

    3. Você será um ALIENADO(a): quanto mais informação e conhecimento, mais alienado você é. Ao se manifestar você será reconhecido e respeitado, você terá pessoas como você SIM para discutir assumto complexos, mas você pode usar tanto assuntos SIMPLES como COMPLEXOS, tenha imaginação para não perder antigos amigos.

    4. As pessoas lerão sua tese SIM, mas para isso você deve atingir o público alvo, descubra a maneira de expressar suas idéias de forma a atrair o público leitor. Eu pessoalmente expresso meus conhecimentos de forma que meus amigos se interessam em descobrir mais. Atrair o público não tem regras, apenas respeite as normas.

    5. Suas atitudes devem ser controladas. Se você consegue manter uma postura de DOUTOR na frente de um SUPERIOR, mudar esta postura para uma COMUNICAÇÃO SIMPLES entre família e amigos é MOLEZA. Mas se você for muito ORGULHOSO e começar a agir como “O TÁL” diante de seus amigos, você será CHATO(a) por NATUREZA.

    6. Sua postura como DOUTOR lha dará respeito diante de alunos. Você será o pavimento para os alunos, nunca se fruste com estudantes se questionarem suas idéias, lembre-se que cada pessoa tem idéias próprias.

    7. Ser organizado com seus deveres e afazeres é um ponto crítico, o RELÓGIO sem vai em minuto a minuto, sem variações, faça o mesmo com seus deveres sem variações. Caso seus deveres não caiba em “um relógio”, significa que deve diminuir seus deveres ou pedir ajuda a alguém, cuidar-se de você mesmo também é prioridade.

    8. Mantenha-se com a postura correta diante de um assento, é a única maneira de conservar a coluna.

    9. Dedique-se, quem quer ser reconhecido deve ter idéias próprias, nunca tenha medo com professores, orientadores ou seja quem for. Eles são seres humanos como você e não Deuses. Transforme suas idéias de forma exclusiva e concreta, durante a jornada cometerá erros, mas estes error são as soluções dos problemas.

    10. A VIDA tem vários caminhos, e cada caminho irá te levar a algum lugar.
    E VOCÊ tem a VANTAGEM, ja que cada um de NÓS sabe o DESTINO de cada CAMINHO. Então saiba o que VOCÊ DESEJA e SONHA, e siga até o FIM.

    Não convenci?

    Todos nós temos diferente opiniões, gestos, idéias, críticas, conclusões, capacidade e conhecimento.

    Cada pessoa é Única, então não tente ser igual a alguém.
    Ser exclusivo de maneira positiva é o que vai te beneficiar, mas não pense que não terá obtáculos, se você pensar assim esqueça a palavra DOUTORADO porque você não tem “A CAPACIDADE DE SE SUPERAR”, mas se você reconhece isso e considera a palavra “OBSTÁCULO” como um pequeno desafio a ser cumprida, siga em FRENTE.

    Doutorado é para aqueles que tem ÂNCIA DE CONHECIMENTO, os beneficios como $$$, virão de como boa consequencia.

    Desculpe se Ofendi alguém, mas saibam que minhas idéias são diferente de VOCÊS, e as idéias de VOCÊ são diferentes das MINHAS, assim nos tornando ÚNICOS.

    ABRAÇOS A TODOS, FIQUEM COM DEUS!!!!

  83. julio Says:

    gente vou fazer doutorado pois o conhecimento e muito bom o estudo numca e perdido vc so tem a ganhar
    quem nao quer estudar depois nao reclame de ganhar 545 reais por meis kkkkkkkkkkkkkkk

  84. Irland Says:

    Oi Cris! O seu texto e o maximo!!!! Me enquadro exatamente neste contexto, mas ao mesmo tempo, ouvindo a sua realidade e a dos outros colegas, vejo que sou muito privilegiada (ou nao???). Nao sou casada, nao tenho filhos, nao tenho namorado (desde que entrei para o mestrado e fui direto para o doutorado) e estou longe da minha familia desde 2008. Tenho apenas introducao, e metodologia prontos (quero dizer, a impressao e que nada, nada, nunca esta pronto), e chega a me dar arrepio em pensar o quanto estou longe da reta final. Tenho 15 entrevistas para analisar, criar categorias e tudo mais. Esta situacao passa a ser um caso de sobrevivencia. Bjs!!!

    Irland.

  85. Giovanni Cardoso de Oliveira Says:

    Meu grande sonho é fazer doutorado apesar de tantos
    sacrifícios a serem feitos, não pelo salário mas por causa
    da paixão exagerada pelo conhecimento e a cultura !

    Um abraço !

  86. Jana Says:

    to em crise, tenho 2 semanhas para entregar relatorio e sento enfrente ao PC e tenho mal estar, medo de escrever e insegurança….

  87. Luciana Says:

    Fazer um doutorado é para quem gosta de pesquisa, e é muito gratificante. Mas acho que ser for pensar em retorno financeiro, talvez seja um caminho de pura frustação. Ganha-se bem, mas até chegar a um salário satisfatório pode demorar um pouco ou não compensar pelo desequilibrio mental que se chega rs.
    Sou mestre, e os três anos de pura dedicação me deixou uma pessoa melhor. Digo que a pos- graduação é pura aventura, onde se exige muito controle emocional.
    Mas vou pensar bem antes de embarcar nessa aventura novamente.


  88. DEZ RAZÕES PARA VOCÊ NUNCA ESCREVER UMA TESE DE DOUTORADO (…)! Se tem alguma coisa “diferente” que já encontrei para eu ler, isso durante os meus cinquenta anos de profissão docente e que me fez até rir, a princípio; porque à medida que tomava conhecimento dos enunciados de cada um dos “10 itens” numa exposição corajosa, verdadeira, infelizmente – isso em tratando de teorização contextual didatizada para uma percepeção filosófica também metaforizada – o que coloca esses 10 itens numa situação filosófica empírica nada comum; onde inúmeras pessoas já vivenciaram esses tipos de situações reais/factuais – só não se expuseram ou ainda não se expõem porque não podem exteriorizar as suas verdades verdadeiras (pois dependem/variável desses cursos para viverem). Isso não quer dizer que sejam covardes ou mentirosos (…). Mas, que os “RESULTADOS” ficam nas prateleiras, ah isso ficam mesmo! E se esses resultados podem ficar sem ser lidos; conclusão:então – não eram e não são tão importantes para o avanço das ciências e tecnologias atuais. Citemos um exemplo de um estudo de doutorado, na temática: ESTUDO DE CASO – Uma trajetória de …prostituta (…)! Você acha que é preciso estudar isso? Serve para quê?Alguém precisa coletar esses dados para ensinar alguém a ser uma prostituta? Esse estudo não vai servir de modelo, uma vez que cada prostituta tem a sua técnica de abordagens (…). Entenda-se que esta minha posição nada tem a ver com prostitutas, ou seja, nas suas práticas. É só uma questão didática-filosófica-contextual- científica. Recomendo que acessem o <publicoeprivado.wwwdpress.com/2007/01/03/dez-razoes- para-voce-nunca-escrever-uma-tese-de-doutorado/ Encontrei isso por acaso e, então, resolvi com muito gosto comentá-lo (…). Esse assunto é preciso muita responsabilidade, uma vez que existem Teses que contribuem para as resoluções práticas de problemas da humanidade. Mas são coisas raras. Tem inúmeras teses sem nenhum cabimento e somente desperdício de dinheiro, tempo e desgosto de que precisa aceitar as temáticas de acordo com os interesses das instituições que as promovem(isso para ganhar pontuações nos conceitos) e para não contratarem mais orientadores – isso sim é um massacre (…). Eu vou morrer sem concluir os meus projetos por não aceitar temas que não servem para nada. Ana Lourenço da Rosa. Bióloga. Etnobio/Cerrado. Pedagoga/Socioambiental. Fitoterapeuta. Tocantins. BRASIL.


  89. […] remexendo a internet e achei este post sobre as 10 razões para você nunca escrever uma teste de doutorado. Achei interessante reescrevê-lo de uma maneira bem pessoal. Eu ainda não comecei a escrever a […]

  90. Um misero doutorando Says:

    Doutorado

    É para quem PODE, não para quem quer.

    Se fosse fácil, não haveria mérito.

    Sem mérito, não é nada.

    • Denis Landim Ferreira Says:

      MÉRITO. QUE MÉRITO. TUDO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, JÁ FIZERAM ANTES. TEU ORIENTADOR TE ENGANOU E TU NEM SABES. GRANDE BOSTA. PREFIRO MINHA CONTA BANCÁRIA E O MAIS IMPORTANTE, A COMPANIA DA MINHA FAMÍLIA, CERVEJA NO FINAL DE SEMANA E CONVIVER COM GENTE QUE ME RESPEITE.

  91. Thales Says:

    Vamos por tópicos…

    1. Já ouviu falar em “administração de tempo”? Quando fiz meu doutorado na Alemanha falava todos os dias com minha família via webcam e voltava ao Brasil duas vezes por ano para vê-los. Se você não consegue sequer dividir seu tempo e fracionar suas tarefas, o doutorado não é para você.

    2. Doutorado deixa mais burro. Claro! Acho que vou assistir bastante novela da Globo e seriados americanos para recuperar minha inteligência perdida e “expandir meu macrocosmo”.

    3. Sério? Você prefere perder tempo com trivialidades como notícias de jornal e “medidas do governo” em vez de fazer algo que lhe será útil para toda a vida? Sua visão e seu senso de prioridades são zero.

    4. Você só pode estar na graduação. Já ouvir falar em “publicar” a sua tese? Publicar = divulgar para o público. Se você não publicar sua tese em uma revista científica e deixar que ela fique na biblioteca da universidade, é claro que ninguém vai ler. Isso é óbvio. Você deve separar um tempo para transformar sua tese em um livro ou enviá-la para publicação em revistas científicas de prestígio. Após concluir minha tese, eu a traduzi para o francês e para o inglês e a publiquei na França, nos EUA, além da Alemanha. Já tenho vários livros vendidos, citações, e quase toda a semana alguém me procura acerca do meu trabalho. Tá dada a dica.

    5. Essa eu concordo com você. De fato você é chata. Só sabe reclamar!

    6. Fazer ciência é um processo eterno e que nem mesmo querendo você saberá tudo sobre sua área de pesquisa? Já ouviu falar em falseabilidade e contestabilidade científica? Sabe o que é um corte metodológico? Questionar as própria ideias é atitude fundamental do pesquisador. Isso é bem básico.

    7. Só porque você não se organiza e administra mal o seu tempo, como pode ser deduzido. Quando fiz minha tese não deixei de fazer nada – corria 5 vezes por semana, alimentava-me bem, dormia. Não deixei de cuidar de mim mesmo, pois tenho autocontrole e dignidade. Isso é desculpa de quem não tem autocontrole e não sabe se portar diante de desafios.

    8. Que tal sentar com a postura correta na cadeira? Ou levantar um pouco a cada 1 hora? Ou fazer exercícios? Presume-se que chega no doutorado sabe isso. Ficar sentado horas a fio certamente não fará bem para a sua coluna. Tampouco tomar relaxantes musculares por semanas fará bem para o seu estômago.

    9. Você deve ser receptível a críticas e ter humildade diante do orientador. Essa é a atitude do pesquisador.

    10. Fiz tudo isso e a tese. Basta administrar o tempo. Defina horários para fazer a tese. Horários para sair. Horários para o lazer. Se não estiver disposto a isso, nem deveria ter entrado. A oportunidade de ser doutor não vem sem sacrifícios. Se o que você gosta mesmo é de ficar sem fazer nada, fique em casa e não fique resmungando.

    Enfim, post inútil e que não acrescenta em nada. Só um bando de reclamações. Espero que ninguém seja dissuadido por essas besteiras. Você presta um enorme desserviço para a população brasileira, que carece de doutores e pesquisadores capacitados. A preguiça nacional é enorme, deve-se trabalhar para mitigá-la, e não para incentivá-la.

    PS: Assim como a escritora do post, estou sendo irônico. Entendo seu senso de humor. Isso é só um exercício de argumentação.

    • Denis Landim Ferreira Says:

      COMO VOCÊ É TONTO HEIM. SE FUDEU QUE NEM UMA BESTA E A NÃO SER QUE CONTINUE NA ALEMANHA, TU VAIS GANHAR 7 MERRÉIS POR MÊS. VOCÊ NÃO PASSA DE MAIS UM IDIOTA ESPECIALIZADO. NA VERDADE TÚ É BURRO MESMO. NO MÁXIMO, SABE MUITA COISA DE MUITO POUCO. POBRE ANIMAL.

      • Martin Says:

        Pena que voce tornou voce uma pessoa chata… e pode ser irrecuperável.

      • Martin Says:

        Talhes, Pena que este processo tornou voce uma pessoa chata (ou despertou a chatice que já existia)… e pode ser irrecuperável.

    • Fernanda Bittencourt Says:

      Perfeita suas colocações, Thales. Concordo!


  92. Pois é, devia ter visto isso a 3 anos atrás.


  93. Uau, Thales!
    Excelente exercício de argumentação e, diga-se de passagem, uma verdade muito bem dita quanto à “preguiça nacional” e à necessidade de “trabalhar-se para mitigá-la e não incentivá-la”.
    O post dessa moça também não me dissuadiu.
    Na verdade, ainda nem fiz vestibular que dirá o longíquo doutorado!
    Mas, você que deve estar fazendo isso ou já fez me diga uma coisa… as pessoas aprendem falar vários idiomas no decorrer da vida acadêmica dentro da faculdade? Eu também gosto de ler teses de doutorado (embora não tenha o nível de esclarecimento necessário) e percebo essa habilidade nos doutores (de serem políglotas).
    Outra coisa… Quando eu me tornar um bacharel em Física terei de produzir alguma tese para me formar ou isso é só na pós-graduação?
    Desde já, agradeço a atenção do Thales ou de quem gentilmente me fizer o favor de responder às peguntas.
    Abraço a todos vocês amigos.


  94. Meu e-mail é: Hemerson_1.8@hotmail.com
    Me enviem uma resposta!
    Grato desde já!

  95. Thales Says:

    Olá Hemerson,

    Mas, você que deve estar fazendo isso ou já fez me diga uma coisa… as pessoas aprendem falar vários idiomas no decorrer da vida acadêmica dentro da faculdade?
    – Várias pessoas aprendem idiomas durante o curso; eu procurei ser uma delas. É extremamente importante aprender idiomas desde cedo – e nunca parar de aprender. Além de ser extremamente gratificante, é praticamente obrigatório para quem quer fazer mestrado e doutorado. No mestrado exige-se o domínio de uma língua estrangeira; no doutorado, duas. No começo da faculdade, depois de conseguir meu certificado de proficiência em inglês, comecei aprendendo espanhol e alemão. Ao terminar o espanhol, parti para o francês. Além de aprender a língua, é muito importante que se faça os exames de proficiência – são eles que valem para fazer pós no exterior, conseguir créditos e colocar no currículo.

    Quando eu me tornar um bacharel em Física terei de produzir alguma tese para me formar ou isso é só na pós-graduação?
    – Para obter um diploma de bacharel geralmente se exige um “trabalho de conclusão de curso” também chamado de “monografia”. Tem exatamente a mesma estrutura de uma tese – hipótese de pesquisa, introdução, desenvolvimento, conclusão, referências, etc., mas é um trabalho bem menor e mais modesto, com escopo delimitado a um assunto específico (mono = um; grafia = escrita: escrever sobre uma só coisa).

    O trabalho que se faz para concluir o mestrado (e obter o título de mestre) é chamado de dissertação. É um texto com envergadura maior a de uma monografia, mas menor que a de uma tese.

    Já a tese, estritamente falando, é o trabalho que se faz a fim de concluir o doutorado e obter o título de doutor. Exige-se que seja um trabalho original, apto a contribuir de fato para a área de conhecimento. “Original” não quer dizer um trabalho extraordinário e revolucionário, como uma nova teoria da relatividade, etc., pode ser até mesmo um trabalho que visualize uma questão ou teoria existente sobre um novo enfoque.

    Espero ter ajudado. Continue nesse caminho!

  96. thif Says:

    Cara. Foi mal, mas vc tem baixa auto-estima. Se cuida!
    Aliás, se vc deixar de viver para fazer a tese não é diferente de quem deixa de viver para trabalhar em outras áreas. Ter um orientador complicado também não é a metade do que ter um chefe complicado. No fim, é tudo trabalho… Com suas vantagens e desvantagens.

  97. Adress Says:

    Achei os nerds do mundo em um só lugar. Vão se foder e aprendam que a merda do conhecimento de vocês vale muito pouco perto da prática de um bom profissional !

  98. hellraiser Says:

    Quer saber? Minha tese de doutorado foi citada em livro texto na Inglaterra e capa de revista nos EUA. Saí do doutorado com 10 artigos publicados em revistas dos EUA e Europa e com impacto alto. E na época não deixei de viver. Ia ao cinema. visitava os amigos. Falava abobrinha e contava piadas. Aliás, vivia nos melhores puteiros de Campinas. Tinha semana que invernava nos puteiros e com as mulheres mais bonitas. Cinema e puta eu não abdiquei. Filhos, nunca quis ter. Para que? Para separar da mulher e depois receber mandado de prisão como aconteceu com um amigo ontem. E ele havia pago a pensão alimentícia. O negócio mesmo é farrear. E outra: agora que sou professor universitário é que parei de viver. Adeus putas, adeus cinemas. Não paro de trabalhar. Hoje 7 de setembro e eu aqui enfurnado no computador. Na época do doutorado, eu lá na farra. Hoje com um super currículo que conta como curar 5 doenças incuráveis (isto é oficial) e eu trabalhando…. Tempo bom o do doutorado. Farras, viagens, putas, aliás, o melhor eram as putas….

    • Denis Landim Ferreira Says:

      VAI TROUXA, FAZ DOUTORADO. OLHA O QUE VOCÊ ACABOU VIRANDO. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, KKKKKKKKKKKKKKKK. SEU ALUNO DE GRADUAÇÃO, QUANDO SE FORMAR VAI GANHAR O DOBRO DO SEU SALÁRIO E VAI COMER AS MELHORES PUTAS DO BRASIL DURANTE A VIDA TODA. KKKKKKKK

  99. Nina Says:

    A maioria das teses, dissertações e artigos que são escritos não servem para nada além de servir de fonte para outras teses, dissertações e artigos. Ou seja, na vida real não serve pra nada. O mundo lá fora está sangrando, guerras por toda a parte, crianças com fome, pessoas sendo escravizadas e você lá, do alto da sua arrogância pseudo-intelectual, escrevento um texto científico que com alguma sorte vai ser lido e citado em outro texto científico que será citado em outro texto e assim vai. Isso quando você não for plagiado. No fim das contas, a maioria das teses e dissertações só servem para dar um título, que corresponde a um aumento de salário e a um status profissional, social, pessoal. é puro egoísmo. E enquanto isso as crianças lá fora continuam com fome.


  100. Sou aluno de Mestrado e felizmente não passo por esses problemas. Ou melhor, se passo, procuro vê-los de uma forma positiva, não o vejo como problemas, e sim como aprendizagens. Cris, entendo que você escreveu esse post com tom de ironia, mas lhe pergunto, você acha que esse texto ajuda as pessoas, torna-as mais felizes, ajuda a sociedade? Imagino a quantidade de alunos recém graduados, que estavam em dúvida se faziam ou não uma pós, e ao lerem seu post acabaram desistindo. Falo a todos vocês, existe sim a possibilidade de fazer um mestrado e um doutorado e ser feliz. Eu estudo pra caramba, mas eu adoro o que estudo. Lá no minha Universidade estou circundado por amigos e colegas fantásticos, que me ajudam sempre que podem. É um ambiente maravilhoso. Não sou bitolado, leio livros de diversas áreas, tomo minhas cervejas toda semana, faço churrasco com os amigos, estudo línguas, viajo, tenho uma bela e amorosa namorada, converso com os meus pais e amigos por telefone e/ou via Internet com frequência. Para os(as) colegas leitores que estão lendo esse post e passando por momentos difíceis, peço que tenham paciência. Procurem ver sua situação da melhor maneira possível, e façam o melhor com o que vocês têm. Vocês estão tendo uma oportunidade incrível de fazer uma pós-graduação, conhecer pessoas, ter contato direto com o conhecimento. Tudo que tem valor na vida requer certo grau de esforço. Outra coisa Cris, evite responder com arrogância os comentários arrogantes de alguns colegas, não enfatize os erros de português que eles cometeram, isso não é bom pra ninguém. Ademais desejo sucesso a todos na vida acadêmica, profissional e pessoal. Desejo que todos sejam felizes. Abraços. Rodrigo Bacurau

    • Denis Landim Ferreira Says:

      VOCÊ ESTÁ REDONDAMENTE ENGANADO!!! ESSE TEXTO É UM DOS MAIS LÚCIDOS E PRESTATIVOS QUE JÁ LI SOBRE O TEMA. TUDO O QUE ESTÁ ESCRITO É A MAIS PURA VERDADE. SÃO QUATROS ANOS DE MASOQUISMO PARA NO FINAL DAS CONTAS CONSEGUIR QUE TE PAGUEM MAIS 10 REAIS A HORA-AULA OU SE ESTIVER EM UMA FEDERAL GANHAR 7 MERRÉIS DE SALÁRIO. ORA BOLAS, UM ENGENHEIRO CIVIL COM CINCO ANOS DE EXPERIÊNCIA GANHA O DOBRO. iSSO SEM CONTAR QUE NO CASO DAS FEDERAIS, A CADA TRÊS ANOS É NECESSÁRIO FAZER GREVE PARA CONSEGUIR UM AUMENTINHO QUE NEM INFLAÇÃO RECUPERA. ALÉM DISSO, UMA DAS PIORES PARTES É TER QUE AGUENTAR, NA ESMAGADORA MAIORIA DOS CASOS, UM IMBECIL PISANDO NA SUA CABEÇA E SE ACHANDO O PICA DAS GALÁXIAS QUANDO NA VERDADE ELE É SÓ MAIS UM. E O QUE TEM DE GENTE MEDIOCRE NESSE MUNDO ACADÊMICO HEIM. UM BANDO DE INCOMPETENTES E MAL RESOLVIDOS. JOGAM A VIDA PESSOAL NO LIXO PARA NO FINAL PRODUZIR UM TROÇO QUE NINGUÉM VAI DAR A MÍNIMA IMPORTÂNCIA. NAS FEDERAIS, ENTÃO NEM SE FALA, VEJO CASOS E MAIS CASOS DE INCOMPETÊNCIA NÃO SÓ DENTRO DA SALA DE AULA, MAS TAMBÉM ADMINISTRATIVA. ESSES CARAS NÃO TEM CONDIÇÕES DE CUIDAR DE UMA PASTELARIA.

  101. sagittarius Says:

    o que me deixa mais curiosa é como as pessoas acharam esse post (estavam buscando o q) e pq decidiram não só ler mas tbm comentar. teu post mexe com quem sabe do que vc tá falando. tô assinando os comentários e morro ´de raiva, às vezes, das bobagens que se escreve por aqui, mas tbm morro de rir. achei teu post numa noite de arrependendimento por ter optado pelo doutorado. já passou. agora que defendi, fico acompanhando as tensões alheias.

  102. MARINA Says:

    É… vejo que tem muita gente na Pós! isso é bom. Mas, tem mais uma (des) motivação: perdi minha visão de tanto ler e o braço encurtou. Tive que usar óculos. Perdi marido, perdi filhas, fiquei só entre 4 paredes escrevendo essa maravilha que encerrará em outubro/ 2012, ou ela acabará comigo.
    A gente envelhece e, enfim, fica feliz também pelas grandes conquistas, pela resistência e por saber superar seus próprios limites.
    Marina


  103. Nas sociedades capitalistas ocidentais, onde impera a obsolencência programamda; onde impera à produção desmedida de informação e conhecimento a cada seis meses, num rítimo cada vez mais alucinado; num rítimo em que quase tudo que é tido como sendo novo se torna velho quase ao mesmo tempo, soa-nos como um disparate falar em cursos de mestrados que durem dois anos e, pior ainda, de doutorados que durem quatro.

    Ou seja, um indivíduo que entra nesses cursos almejando sair dele mais sábio, sai um ignorante com diploma; da mesma forma que um indivíduo que entra nesses cursos almejando contribuir para o desenvolvimento do conhecimento, ao concluir sua tese, aumenta o lixo cultural.

    Explico-me: nas sociedades do capital, tudo é mercantilizado, inclusive o que dizem ser saber. Nesse sentido, os intelectuais modernos se transformaram numa especie de prostiutos intelectuais, ou seja, precisam criar e sistematizar hierarquias de saber, através de títulos e diplomas, para poderem vender seus “produtos”, seus saberes enlatados.

    Numa outra via, essa prostituição intelectual se dá quando esses indivíduos buscam esses cursos para poderem receber aumentos de salários.

    Infelizmente, nas sociedades subdesenvolvidas do capital, o que se procura estudar e pesquisar, através desses cursos, é o que já está obsoleto em outros países.

    Se alguém tem alguma dúvida, perguntem-se quantas universidades, hoje, nesse país, exportam tecnologia ou conhecimento de ponta. Para se fazer uma linha de Metrô, por exemplo, assim como esse próprio meio de transporte, é preciso importar tudo da alemanha.

    Eu poderia, aqui, enumerar uma série desses exemplos. Todavia, isso talvez pudesse fazer parecer que não sou um Brasileiro e que estou zombando do nosso povo. Não, nem de longe me passou isso pela cabeça…
    PROSTITUTOS INTELECTUAIS

    O que se quer dizer é que, nesse país, como em tantos outros da america latina, título de mestre e/ou de doutor se tornaram sinônimos de sabedoria quando, na verdade, hoje, não passam de mitos.

    Mitos porque a internet está aí, disponível para quem quiser pesquisar e aprender em tempo real; mitos porque quase ninguém tem mais tempo para ler um livro ou mesmo uma tese de quinhentas páginas, repleta de termos técnicos; mitos porque quase ninguém tem mais saco para redundâncias, hermetismos e prolixidades acadêmicas;
    mitos porque, no mundo de hoje, quanto mais a gente sabe um assunto qualquer,menos a gente precisa escrever sobre ele.

    Isto é, no mundo de hoje, é preciso saber dizer em no máximo três páginas o que um Mestre ou um Doutor qualquer precisaria dizer em quinhentas ou mil, sob o formato de uma tese.

    E essa questão não exatamente da suposta diferença de qualidade entre elas, mas do desenvolvimento de uma outra capacidade: análise e poder de síntese.

    Os intelectuais dessas sociedades, além de não possuírem o poder de análise e síntese trazem na prática acadêmica os ranços históricos do esquerdismo, tornando-se crítcos ao extremo e, consequentemente, incompetentes tecnicamente.

    Todos aqueles que já passaram por uma universidade pública, entendem bem o que eu estou falando: critcar e o sitema e nunca apresentar soluções parece, nesses meios, ser também o sinônimo de “ampla sabedoria”.

    Lembro-me de professores que tive nos cursos de pós-graduação que não passavam de seres completamente limitados a sua área de saber.

    Sem querer me engrandecer, certa vez, aprensentei um trabalho a um professor sobre os conceitos de Liberdade e Igualdade em NORBERTO BOBBIO e o prof. escreveu no trabalho que não conhecia o autor, mas me deu (10) dez. Esse fato ocorreu-me várias vezes no Brasil: muitos deles não sabiam que eu tinha vivido alguns anos na Europa, por meio de um intercâmbio, e que também era um rato de biblioteca.

    Com esse discurso, todavia, não quero ser aqui mal compreendido e ser interpretado como aquele que disse que os curso de Mestrado e Doutorado não valem nada, mesmo porque, agindo assim, estaria jogando pedras no meu próprio telhado.

    Eles valem e valem muito: só que aqueles conseguidos no Brasil e/ou na America latina, na sociedade global, no mundo de hoje, nada ou quse nada valem.

    • Gerimaurio Antonio Says:

      GERO diz:
      Concordo, honestamente, com tudo Cleberson. Principalmente quando fala dos mitos. A vaidade no meio acadêmico é tão insensata. Valeu! é isso aí.Fim de papo.

  104. Arlene Says:

    Cris, adorei ler suas razões! Comecei o doutorado no ano passado, estou aqui até essa hora (passa da meia noite) escrevendo um artigo para uma disciplina que conclui recentemente. Não é nada fácil, eu ja emagreci um bocado, emagreço com o vento! Fico sempre pensando na enrascada que me meti… rs. E pensando se esse é o caminho… da felicidade… mas vamos lá..!

  105. Pedro Says:

    Para aqueles que criticam o doutorado e pesquisas científicas aí vai um recado..”Se não existisse a pesquisa (incluindo doutorado e artigos científicos, afinal os artigos em muitas vezes são frutos de um trabalho de doutorado), não existiriam cura para todas as doenças que dissiminaram populações no passado…malária, tuberculose, peste negra e por aí vai.
    Para quem criticou a pesquisa brasileira´aí em cima, o grupo de pesquisa brasileiro está entre os poucos que participa do projeto genoma no mundo..Líderes de ponta na pesquisa na área agrícola (EMBRAPA) no mundo.
    Não se esqueçam também que os professores (adjuntos) de universidades brasilerias federais são obrigados a ter título de doutorado….Se vc quer professor ignorante, pague uma faculdade de quinta categoria que vc vai aprednder tudo errado…(talvez daí que venhas os comentários criticando a pesquisa aí acima…to achando que o pessoal aí nunca se deparou com um excelente professor universitário, caso contrario saberiam dar valor a um profissional como esse)

    • Luciana Says:

      A maioria que escreve neste mural, está simplesmente estressado, por que sabemos que é um caminho de muita pedreira, é simplesmente um desabafo de momento. Acho que minguem está aqui criticando a pesquisa ou quem faz ela. Álias quem faz pesquisa é digno de muita admiração.

  106. Marcio Says:

    @ Cleberson: adorei seu texto so ao concordei com o ultimo paragrafo. nao so as uni brasileirase que nao prestam ha varias europeias tbem. e ate mesmo dentro das grandes uni europeis ha docencia incompetente.
    Essa e a minha contribuicao… de alguem que esta “abandonando” o doutorado (ETH Zurich) no ultimo ano so pra nao ser mais um desses prostitutos . Prefiro manter minha integridade do que tolerar “prof” que nao sabe de porrr.. nenhuma e que te induz a manipular dados pra aumentar impact factor.
    infelizmente e assim doutorado e prova de submissao e nao de cohecimento. prefiro viver pra minha familia e pra mim do que fomentar o sistema podre que e a educacao hoje em dia! assim sendo faco as palavras de cleberson as minhas palavras: “os intelectuais modernos se transformaram numa especie de prostiutos intelectuais, ou seja, precisam criar e sistematizar hierarquias de saber, através de títulos e diplomas, para poderem vender seus “produtos”, seus saberes enlatados”

    e que os nerd de plantao nao critiquem a gramatica e acentuacao pois meu teclado nao permite acentuacao e nem to aqui pra provar nada em gramatica!

  107. Vanessa Says:

    Manipular dados para publicar,,,,,,,, ah, até que enfim alguém também passou por essa proposta humilhante. Essa é a grande merda que a pesquisa virou: um bando de alucinado se debatendo por publicação. E a interdisciplinaridade……oh, que nome bonito, é mais um concurso pra ver quem mija mais longe. No meio acadêmico se dá bem o que lambe o ego do professor mais influente, ou o que lambe o saco de vários grupos pra ter parcerias pra que…. pra publicar, lógico. Se você é simplesmente uma pessoa pacata, que gosta de sentar e ler, que gosta de ir pra bancada do laboratório, pensar e pesquisar alguma coisa, pensar em como isso seria interessante pra desvendar, esqueça. É mais fácil decorar os xerox de slides que os professores dão nas aulas, e pegar um projeto já chupado por meio mundo pq esse dá só pra acrescentar mais uma coisinha e aí dá mais publicação.


  108. A autora desse texto está de parabéns, acho que ele foi muito sensível em suas palavras, e mostra um conhecimento prático em sua explanação, e como consequência do reportado, vemos essa grande quantidade de comentários acima, entretanto, é bom deixar claro, que infelizmente na vida nos deparamos com muitos obstáculos e vaidade, e na vida acadêmica isso parece ser potencializado, o que é realmente lamentável, mas isso não justifica não enveredar em curso de doutorado , pois muitas vezes através de nossas atitudes e dedicação, conseguimos sair ilesos de grandes batalhas na vida. Fiz o meu doutorado em uma dificuldade que vcs nem imaginam, o que tive de abdicar, mas Deus me deu uma recompensa, que foi o meu sucesso profissional e financeiro. Sei que minha historia muitas vezes não será repetida, mas digo aos amigos, se vcs realmente gostam da vida acadêmica, não desistam NUNCA, façam sua parte. Por outro lado, se fizerem por bolsa, titulo de doutor ou vaidade, DESISTAM, pois iram fazer parte do time dos orientadores chatos e arrogantes, que descarrregam muitos de suas frustrações em seus alunos. Parabéns para autora do texto, foi muito coerente em suas palavras, refletindo a mais pura verdade do meio acadêmico. Sucesso para todos!!

  109. Daniel Says:

    Post simpático, descontraído, fiz mestrado, foi bom, em geral tranquilo, más o problema com a vida acadêmica é a questão financeira, primeiro arrumar emprego e logo o salário ahhh o salário esse pequeno salário, agora penso melhor arrumar um emprego estavel de preferência e só faria um doutorado mais pela satisfação pessoal.

  110. Leonardo Says:

    Puxa Cris, talvez esse texto tenha sido lido mais do que a sua tese. Em pensar que você se preocupava se as pessoas leriam ou não ou que você escreveria (ainda que tenha manifestado isso com ironia). Acho que está provado que elas leem. Parabéns pelo texto!

  111. Julio Simões Says:

    eu estou escrevendo minha monstra, do segundo capítulo em diante de um total de quatro, e tenho seis meses para deixá-la tinindo. A bem da verdade, melhor seria trabalhar com quatro, mas seis é um bom número. E tenho esperança de terminar uma primeira versão total em dois meses. Sinceramente, não vale a pena. Nem um pouco. Me arrependo MUITO severamente de ter entrado no doutorado, e não antevejo nenhuma melhora de meu estado de vida financeiro (estou só com a bolsa, para poder dar conta) em um futuro de médio prazo. Não vai servir de nada. Preferiria estar dando aula… amo dar aula! Enfim, já passei pela fase depressiva, quase medicamentosa inclusive, e agora estou naquela de expandir a mola que foi comprimida até quase quebrar. Odeio o mundo acadêmico, considero que em sua maior parte é só um desfile de egos… e só vou terminar esta bosta porque, se não o fizer, terei de devolver o dinheiro que obtive para minha pesquisa sanduíche, que perfaz um total de 9 mil dólares. ENFIM… Já concluí tudo, ninguém vai ler pra concluir junto e… grandes bosta, pendurar um título de doutor na parede. Preferia ser pintor de parede ou martelador de prego, pelo menos dá a sensação de “produção” e “tarefa pronta” de uma maneira muito mais concreta que ouvir dos babacas que te cercam “parabéns, agora vc é um de nós”.
    E o pior é que AMO o meu tema, ADORO ler sobre ele… talvez por isso a depressão, né? saber que você não manjou tudo e vai ter de apresentar respostas para perguntas que, afinal, nem eram tão importantes assim…
    Parabéns pelo seu excelente texto!
    Julio Simões – PPCIR / UFJF

  112. Lucas Brito Says:

    Oi Pessoal.

    Vou começar o segundo semestre do curso de nutrição,e por mais estranho que pareça, eu só imagino o meu futuro como professor. LOL
    Estou muito ansioso com tudo,gostaria de saber como foi a preparação de vocês antes do mestrado/doutorado? fizeram cursos de idiomas? ser monitor de alguma disciplina ajuda ?

    E a pergunta mais importante: Quando devo começar a me preocupar em desenvolver uma ‘tese’?

  113. Debora Says:

    Acabei de saber que vou ser desligada do programa de pós graduação! Não sei o que fazer…

    • Debora Says:

      Debora eles na época falaram o motivo do desliamento? Faço mestrado, e estou no tempo da dilação do mestrado! Estou angustiada!

  114. TAA Says:

    esse motivo número 10 dói na alma

  115. Martin Says:

    Muito legal o post, é com humor que devemos tratar os desafios da vida. Agradeco o post, nao estamos sozinhos nisso… Abracos e aguardo noticias sobre a fase pos doutorado😉


  116. […] remexendo a internet e achei este post sobre as 10 razões para você nunca escrever uma teste de doutorado. Achei interessante reescrevê-lo de uma maneira bem pessoal. Eu ainda não comecei a escrever a […]

  117. jose aparecido de almeida Says:

    olla, concordo plenamente com esses
    principio,nas faculdade e univercidades do brasil, estão cheias de pastas de tese de doudorado, mas que não serve para nada anão ser para alguem que quer apenas um titulo de doudor, teses que as empresas, ou at mesmo o governo quando precisa de ciencia eles vão buscar nessa fauldades e universidade, e quando as mesmas apresenda as tais teses e quando são analizadas, elas não serve para nada, não tem a minima base de se tornar ciencie e encontra pardida serem transformadas em tecnologia e assim nos tornamos, dependentes de tecnologia estrangeiras, eu sugiro aos futuros doutores, que deixem de serem plagiadores e copistas e pasam serem pensadores, pesquisadores e questionadores, sinão, ou melhor te aconselho sequir esses dez principios, ZÉ APARECIDO

  118. Marcela Paz Says:

    Oi, amei o post! Defendo minha tese na próxima quinta, 03/04, estou muito nervosa. Hoje vejo que deveria ter vivido mais nestes últimos quatro anos. Um beijo

  119. Michelle Says:

    Dentro dessa dificuldade apresento a Consultoria Acadêmica, e-mail: contatoacademicco@gmail.com
    Prestamos o serviço de análise do seu material acadêmico.

  120. Maria Says:

    Parabéns pelo texto! Super real! Estou tentando terminar um tal de Doutorado! Sinto-me angustiada, pois amo a sala de aula e sei que as instituições de ensino não valorizam esse tipo de professor. Quando fiz a graduação, meus piores professores eram “doutores” e hoje percebo que tentam desconstruir a minha vocação com comportamentos torpes por parte dos chamados “orientadores”. Estou com a saúde abalada como nunca estivera. E corajosamente assumo que estou extremamente decepcionada. Sou grata pela sua lucidez.

  121. Debora Says:

    Adorei seu texto! Atual e mesmo sendo irônico verdadeiro! Eu estou no mestrado ainda, antes eu queria terminar logo para entrar no doutorado… Agora, nem quero mais saber! Só quero terminar o mestrado para poder respirar… Ai imagino como deve ser o doutorado se mestrado já não estou dando conta! Abraços!

  122. Antônio Carlos Says:

    Parabéns pelo post Cris, mas vc sumiu depois de 2010, espero que seja por causa do pós doutorado rsrs! Mas possuo apenas graduação e estou louco para fazer o mestrado e depois o doutorado, já passei dos 30 então tenho pressa, mas sou daqueles que viso escolher um tema bem legal e levar em frente, aliás penso também em fazer dois mestrados e depois sim o doutorado, mas aí me vêm o pensamento sobre a minha idade, mas vamos ver no que dá, rs. Sucesso para vc Cris, sucesso para mim e sucesso para todos que vieram aqui comentar e que continuam na luta. Abraços!

    • Debora Says:

      Nossa Antônio Carlos, não pude deixar de comentar… Parabéns por sua persistência! Eu tenho 31 anos, estou na reta final do mestrado, mas pretendo parar por aqui. Depois tenho como meta estudar para conseguir passar em algum concurso. Eu gosto da vida de pesquisa, mas, é uma vida tão solitária e incompreendida! Boa sorte para você! Vá em frente!

      • Antônio Carlos Says:

        É um sonho, mas não sei se vou conseguir,mas doutorado eu queria fazer. Eu tenho sonho de ser pesquisador e lecionar em faculdade. Já estou com 33 anos, mas não penso em desistir, só que eu acho que vai ficar mais para frente, pois sou formado em Licenciatura em Geografia e agora comecei o Bacharelado em Geografia, como eu não faço todas as matérias eu já queria me ocupar com o mestrado durante a semana. É, verei no que dará rs. Mas te desejo boa sorte e que vc também continue em frente e consiga todas as suas metas. Até…

    • Amanda Ribeiro Says:

      Antônio Carlos,

      A idade não é problema. O problema maior é não ter nada ‘certo’ ao final do doutorado. As vagas para as universidades públicas (que são as que valem à pena) são poucas, e a concorrência é grande…

      … ou seja, não é simples entrar.

      E quanto ao tema, também pensei assim e ‘escolhi um tema bem legal’. Mas depois de 2 anos fazendo a tese, sendo que nos últimos 6 meses eu não tinha final de semana, carnaval, feriado, e dormia às 3h da manhã, o tema se tornou irritante e hoje eu não quero nem ouvir falar dele.

      Se a sua decisão for ingressar num mestrado, e principalmente num doutorado, a única coisa que digo é: “Não leve tão a sério. Não vale à pena gastar muita energia nisso. Cumpra o que tiver que cumprir e pronto!”

      … Se eu soubesse disso antes…

      Boa sorte!


  123. Tudo isso é verdade, mas para algumas profissões há poucas opções de emprego fora da universidade. Se não fizesse o doutorado, também teria se arrependido um pouco por ficar sem as (poucas) vantagens que o titulo de doutor trás. Não é o salario o que mais incomoda, é a falta de tempo.

  124. doutoramento Says:

    obrigado por esta publicação!!

  125. revogavel Says:

    Apanha com um orientador autista ,e vais ver o que é pera doce, stress durante 3 anos.

    Sofrimento indiscritível. Faz , apaga, faz, apaga, diz uma coisa hoje, amanha diz outra.

    Estar a aturar imbecis é loucura.

    • revogavel Says:

      Apanha com um orientador autista ,e vais ver o que é pera doce, stress durante 3 anos.

      Sofrimento indiscritível. Faz , apaga, faz, apaga, diz uma coisa hoje, amanha diz outra.

      Combina depois nao aparece.

      Diz que é assim e acontece no dia x, depois não é nada daquilo.

      Insegurança máxima.
      Estar a aturar imbecis é loucura. Deviamos colocar aqui o nome deles, pois este tipo de sofrimento , deveria estar afastado de qualquer cidadão lúcido.

  126. Isabela Says:

    Tenho mestrado e doutorado , emprego super difícil, acho que estou na área errada, sempre quis fazer outra coisa;.. fazer faculdade, nem pensar, existe fazer mestrado na área que realmente gosto depois dessa formação???

  127. Lolo Says:

    Eu estou escrevendo minha teses de doutorado e ainda tenho tempo de ler as merdas que vcs falam, ao parecer não pe tão ruim assim!

  128. gloria santos Says:

    Gostei do blog. Divertido e que faz refletir, caso contrário não estaria até hoje, “polemizando”. Estou com 49 anos, venho do meio corporativo, e decidi encarar o doutorado, 20 anos após o mestrado. Com filho em idade escolar, sem $$ extra, com todo mundo contra, mas não tenho dúvida de que tomei a decisão certa, com 02 acréscimos ao “10 razões pra escrever a tese”: minha geração viverá mais, o que no meu ponto de vista, é um bom investimento do tempo, e por não ser estudante “profissional”, tendo metas, tudo é gerenciável. Abraços, e até daqui a 3 anos!!

  129. Osmar da Silva Laranjeiras Says:

    Quem escreve uma tese ou dissertação não faz sexo!!

  130. Chelagarto Says:

    Dor de cabeça a gente tem até no trabaho cotidiano, seja ele qual for. Pra mim, depende da leveza da alma que escreve🙂

  131. Henry Says:

    Quanto baboseira, só podia ter sido escrito por alguém de um país em desenvolvimento. Por isso que esse país fica comendo poeira em relação a muitos. Nunca querem sair da barra da família e construir uma vida independente. Fica criando desculpas pro fracasso colossal que deve ser a sua vida. Fico besta vendo os comentários da maioria aqui. Como se a vida fosse só sexo. Com disciplina, independêndencia emocional e financeira da família voce faz doutorado, se especializa na sua área, pode continuar lendo livros de conhecimento gerais, pode sair e se divertir e inclusive fazer sexo.

  132. Eliane Paz Says:

    Olá!

    Me diverti muito lendo o seu post! Passei por tudo isso, inclusive as dores nas costas ainda estão comigo!

    Imagino que, a esta altura, vc já esteja usufruindo os ganhos de ter terminado o seu doutorado!

    Decidi escrever pra vc pq, mesmo com tosod os 10 motivos que vc apresenta, estou pensando em fazermeus SEGUNDO doutorado…

    Estarei louca???? rsrsrsrsrs

    Um abraço!
    Eliane Paz


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